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Terça-feira, 29 de março de 2016 às 18:45

Wagner ataca ‘impeachment sem causa’ e diz que até sexta haverá repactuação com aliados

O ministro-chefe do gabinete da Presidência, Jaques Wagner, falou, no início da noite desta terça-feira (29), sobre a saída do PMDB da base aliada do governo. Segundo ele, até sexta-feira o Planalto fará uma nova repactuação com seus aliados. “É um momento de conversar com os aliados que querem seguir a caminhada com você”, disse.

Wagner acrescentou que a saída do partido da base aliada abre espaço para uma nova configuração, “um novo governo” para o restante do mandato da presidenta Dilma Rousseff. “Creio que a decisão deles chega em uma boa hora porque oferece à presidenta Dilma uma ótima oportunidade de repactuar o seu governo. Eu poderia até falar de um novo governo, no sentido que sai um parceiro importante e, portanto, abre espaço político para uma repactuação de governo”, afirmou.

Jaques Wagner anunciou também que o processo de repactuação do governo deve contar com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está à espera da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para assumir a Casa Civil. “Ele é sempre um bom conselheiro político”, avaliou.

O ministro voltou a criticar o movimento que pede o impeachment ao mandato legítimo de Dilma Rousseff e garantiu que pedir o impedimento da presidenta sem base jurídica caracteriza um mau uso do dispositivo constitucional. “As contas de 2015 da presidenta Dilma sequer foram apreciadas. O crime de responsabilidade tem de ser no mandato, então tudo o que foi apresentado até agora é anterior a este governo. Não sou eu, são inúmeros juristas que dizem que este é um impeachment sem causa. É um golpe dissimulado porque é sem causa“, disse.

Ele acrescentou que o governo tem recebido manifestações de apoio dos mais diversos segmentos e vai continuar trabalhando para assegurar o respeito à Constituição e a manutenção do Estado democrático. “Hoje há um grande ponto de unidade de segmentos cada dia mais numerosos no Brasil que é a luta pela democracia e a manutenção do nosso roteiro de constitucionalidade. Na nossa opinião, essa é a luta maior, é a luta pela democracia. Qualquer atalho na democracia, ao contrário de encontrar soluções vai, de um lado, fragilizar a democracia brasileira, e, de outro, aprofundar a crise. Se alguém que vem carregado com 54 milhões de votos já tem dificuldade, eu creio que alguém que não vem com essa mesma legitimidade terá uma dificuldade ainda maior”, garantiu.

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