Quarta-feira, 14 de julho de 2010 às 17:43
Um Brasil renovado está de portas abertas para empresários europeus
Um País plural, multi-étnico, renovado, com economia sólida, US$ 250 bilhões de reservas e muitos investimentos em infraestrutura em andamento está de portas abertas para os investimentos de empresários europeus. “Nem os ingleses estão fazendo a quantidade de ferrovias que estamos fazendo no País”, afirmou o presidente Lula no encerramento do IV Fórum Empresarial Brasil-União Europeia, realizado nesta quarta-feira (14/7) em Brasília, que contou com a participação também de Herman van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, e José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia.
Lula convidou os empresários europeus a aproveitarem as muitas oportunidades de negócio que o Brasil oferece, reafirmando sua satisfação com a parceria estratégica que há hoje entre as economias brasileira e da União Européia. “Temos um potencial extraordinário de crescimento, temos muitas afinidades”, disse.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Lula começou seu discurso lembrando do início de sua vida política, quando brigava e negociava com empresários europeus que tinham fábricas no Grande ABC paulista, na década de 1970, e das viagens que fez para países europeus para negociar acordos sindicais. O presidente brasileiro disse ter a exata noção da importância do investimento do capital europeu no Brasil e no Mercosul e acha que essa relação pode ser ampliada e aprofundada.
Lula explicou aos presentes detalhes do bom momento que o Brasil vive atualmente – que aliás poucos acreditaram que fosse possível, observou – e também a importância dos programas sociais, como o Luz para Todos, para o desenvolvimento da micro economia brasileira, que vem revolucionando o País. São essas políticas de transferência de renda, afirmou o presidente brasileiro, que têm ajudado as classes mais baixas consumirem mais, o que só beneficia o Brasil. “Dê um pouquinho a quem não tem nada que esse pouquinho vira um prato de comida, uma meia, um sapato, um tênis”, disse Lula, que fez uma provocação aos presentes: perguntou se eles sabiam qual unidade da lanchonete MacDonald’s que mais vendia no mundo. “Não é a de Nova York, de Londres ou de Frankfurt, é a de Itaquera, na zona leste de São Paulo!”, respondeu ele mesmo. As políticas sociais de seu governo ajudaram a fazer o dinheiro circular pela economia, disse.










