Terça-feira, 24 de maio de 2016 às 10:00
Temer cita JK, reafirma apelo à pacificação e pede responsabilidade na votação de medidas
O presidente interino Michel Temer pediu, na manhã desta terça-feira (24), em reunião no Palácio do Planalto, que o Congresso Nacional vote ainda hoje as medidas propostas para tirar a economia do País da crise. Temer fez um apelo à pacificação da Nação, reafirmou a não ingerência do governo sobre operações como a Lava-Jato e listou as medidas que considera fundamentais para que o país retome o desenvolvimento e o pleno emprego.
“No dia de hoje, especialmente, temos uma votação de uma matéria importante para o governo, que é a questão da ampliação da meta. Este será o primeiro teste; de um lado o governo, de outro o Legislativo, para revelar aos brasileiros que nós estamos trabalhando. Estamos exercendo regularmente as nossas funções”, afirmou o presidente interino. “Não podemos permitir a guerra entre brasileiros, a disputa quase física. Isto é inadmissível”.
A reforma da Previdência, o pagamento de R$ 100 bilhões do BNDES ao Tesouro, o uso do Fundo Soberano para cobrir o rombo e novas regras na nomeação de presidentes de estatais e agências reguladores foram algumas das medidas anunciadas pelo presidente aos parlamentares que sentaram à sua mesa. Uma Proposta de Emenda à Constituição, que limitará o crescimento da despesas públicas à inflação passada, também está na proposta.
Temer reafirmou o propósito de seu governo em pacificar o país e pediu responsabilidade à oposição, que até bem pouco tempo defendia a revisão da meta do déficit público.
“Lamento dizer que muitos dos que até propuseram a modificação da meta hoje anunciam que vão tentar tumultuar os trabalhos para impedir a votação. Isto revela aos olhos de quem vê o País como uma finalidade, e não o governo ou um partido politico, a absoluta discordância com a tranquilidade institucional de nosso País”.
O presidente interino refutou críticas sobre eventuais recuos em seu governo e disse que não tem qualquer dificuldade em rever suas posições, caso acredite que elas devam ser revistas. Citando o ex-presidente Juscelino Kubitschek, reafirmou sua vocação para o diálogo.
“As pessoas se acostumaram que não se pode voltar atrás. Somos como JK; não temos compromisso com equívoco. Quando houver algum, reveremos este fato. Posso estar errado, mas se o fizer consertá-lo-ei”.
O presidente interino reafirmou também que seu governo não interferirá em qualquer operação judicial e defendeu a independência entre os três poderes.
“Não posso invadir o competência de outro poder. Então, para preservar a teoria e a coerência é que estou expondo, e não por conta própria: eu digo nós não vamos impedir a apuração com vistas à moralidade pública e administrativa; ao contrário, vamos sempre incentivá-la”.
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