Quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 às 11:55
Solução caseira dá seqüência ao bom trabalho feito no Ministério da Justiça
A ‘solução caseira’ encontrada para substituir Tarso Genro no Ministério da Justiça será cada vez mais aplicada pelo governo federal neste ano para dar seqüência ao trabalho feito pelos antecessores, afirmou o presidente Lula nesta quarta-feira (10/2) em cerimônia de posse de Luiz Paulo Barreto como titular da pasta.
Não vou inventar um novo ministro. (…) Como já há uma certa harmonia dentro do governo, as pessoas que estão trabalhando no ministério vão assumindo gradativamente.
O novo ministro é funcionário de carreira e ingressou no Ministério da Justiça em 1983, aos 19 anos, por meio de concurso público. Em um segundo processo seletivo, desta vez para o quadro de nível superior, foi aprovado em primeiro lugar. Era secretário executivo do Ministério da Justiça desde 2003 e ocupava as presidências do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) e do Comitê Nacional para Refugiados (Conare).
Tarso Genro, afirmou o presidente, entrega o ministério numa situação “bem mais evoluída do ponto de vista da estabilidade”, o que tornou o momento de sua despedida difícil, mas menos sofrida do que em outras situações. “Duro é quando cabe ao presidente querer tirar o ministro e esse ministro acha que não está na hora dele sair ainda”, disse Lula, provocando risos dos convidados, entre eles Márcio Thomaz Bastos, que foi o primeiro ministro da Justiça do governo Lula.
Lula agradeceu Tarso pela contribuição que deixou ao governo, não só como ministro da Justiça mas também como titular das pastas da Educação e Relações Institucionais.
“Em todas as áreas em que o Tarso trabalhou prestou um serviço inestimável, pela criatividade, impetuosidade, ousadia e modernidade da equipe que montou.”
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