Segunda-feira, 19 de outubro de 2009 às 16:22
Rio de Janeiro tem todo apoio do governo federal para enfrentar a violência
O Rio de Janeiro terá todo o apoio que precisar do governo federal para enfrentar a onda de violência que matou 21 pessoas (entre elas, três policiais) no último fim de semana no Estado, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira em entrevista coletiva após participar, em São Paulo, do encerramento do seminário empresarial Brasil-Colômbia na Fiesp. Lula, que ligou para o governador do Rio, Sérgio Cabral, e para o ministro da Justiça, Tarso Genro, ainda no sábado, após saber o que ocorreu no Rio, condenou veementemente a ação de ‘irresponsáveis’ que colocam a vida de inocentes em risco e disse que as providências estão sendo tomadas para que esse tipo de situação não volte a acontecer.
Lula revelou que chegou a oferecer a Guarda Nacional para ajudar o governador do Rio a enfrentar a situação, mas Sérgio Cabral recusou, afirmando não ser necessário. O presidente informou ainda que o helicóptero derrubado por quadrilhas de traficantes da zona norte do Rio será resposto por uma aeronave blindada. “Estamos trabalhando com o governador para resolver esta situação”, disse Lula, lembrando que o governo federal tem feito investimentos nas principais favelas do Rio de Janeiro, além de investimentos em cultura e educação, para ajudar a diminuir a violência. O presidente afirmou que ainda vai levar um tempo para que a violência causada pelo crime organizado seja resolvida, mas que o governo federal está disposto “a fazer todo o sacríficio para resolver o problema”.
Ouça aqui a íntegra da entrevista coletiva:
Lula afirmou ainda não acreditar que a legalização das drogas resolva o problema do consumo. Para o presidente brasileiro, é preciso que os países ricos tenham políticas mais rígidas contra seus consumidores. “Temos que ser mais duros, evitar que as pessoas consumam”, afirmou Lula. Para ele, mesmo que a sensação seja de uma causa perdida, ninguém pode desanimar no combate ao tráfico e consumo de drogas.
O presidente Lula lembrou que propôs, na Unasul, a criação de um conselho de combate ao narcotráfico na América do Sul, para intensificar o combate na região e, assim, ter “autoridade moral para pedir aos países ricos que combatam seus consumidores”.
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