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Terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 às 13:36

Quem defendia o Estado fraco e omisso quebrou a cara

EntrevistasOs setores da sociedade que defendiam um Estado fraco, frágil e omisso “quebraram a cara”, afirmou o presidente Lula em entrevista concedida às emissoras de rádio Globo e Transamérica, logo ao chegar a Governador Valadares (MG). Segundo Lula, o mercado não atende às pessoas mais pobres do País, cabendo ao Estado suprir essa demanda.

Durante quase uma hora de conversa, o presidente comentou as medidas tomadas pelo governo para enfrentar, com sucesso, a crise financeira mundial, lembrando que houve demissões em massa nos Estados Unidos e Europa, enquanto que o Brasil terminou 2009 gerando quase um milhão de postos de trabalho.

Par ouvir a íntegra da entrevista, clique aqui:

 

Segundo Lula, o Brasil encontrou seu caminho, investindo pesadamente em infraestrutura – recuperação de portos, ferrovias e rodovias, além de usinas hidrelétricas e gasodutos. Falou também sobre obras de unidades habitacionais e reurbanização de comunidades carentes, e deu destaque aos investimentos feitos no setor educacional.

“Estamos fazendo uma revolução no ensino médio brasileiro”, afirmou o presidente, lembrando que em seus oito anos de governo construirá mais escolas técnicas (214) do que todas feitas 1909 e 2002 (140). Lula voltou a defender o PAC, afirmando que o programa foi “a salvação da lavoura”, e disse que irá comprometer o Orçamento da União com o PAC 2, que vai de 2011 a 2015. Ele enfatizou que seguirá viajando País afora até o último minuto de 2010 inaugurando obras ou vistoriando os empreendimentos em construção no território nacional.

Na conversa, Lula queixou-se dos partidos de oposição que, por falta de propostas concretas, “não têm como competir”. Segundo o presidente, “ficam tentando impedir que o outro time jogue”. O presidente acha que os opositores “ficaram felizes” quando ele teve crise de hipertensão por acreditarem que diminuiria o ritmo de trabalho. “Vou continuar viajando até o último minuto. Até lá a festa é minha. Na manhã do dia seguinte penso passar o cargo para quem de direito.”

Na entrevista, o presidente afirmou que, na medida do possível, manterá os secretários executivos como substitutos dos ministros que deixarão o governo para se candidatarem em 2010. Segundo Lula, trata-se de uma solução mais viável para permitir a continuidade do funcionamento da máquina administrativa. Para o presidente, colocar no cargo alguém que não esta familiarizado com as respectivas pastas poderia dificultar os avanços dos projetos em curso no âmbito do governo federal.

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