Sexta-feira, 25 de setembro de 2009 às 17:45
Presidência da República nas asas da Embraer

Avião Embraer 190, o Bartolomeu de Gusmão, entregue hoje para uso da Presidência da República. Foto: Divulgação Embraer
O ministro da defesa Nelson Jobim recebeu nesta sexta-feira (25/9) da Embraer, em Brasília, o primeiro dos dois novos aviões Embraer 190 que serão utilizados pela Presidência da República. A aeronave foi batizada com o nome de Bartolomeu de Gusmão em homenagem ao religioso e inventor luso-brasileiro a quem se credita a invenção do aeróstato, pai dos balões e dirigíveis. O segundo avião deverá ser entregue até o final do ano e receberá o nome do aviador Augusto Severo.
O Blog do Planalto visitou ontem o novo avião Embraer 190 e conversou com um dos pilotos da aeronave, o capitão aviador Alexandre Pereira Reynaldo, na cabine de comando. Assista:
Os novos Embraer 190, designados VC-2, substituirão os dois Boeing 737-200 que operam no Grupo de Transporte Especial (GTE) desde 1976, no transporte do presidente da República e de sua comitiva nas viagens nacionais e pela América do Sul. Os VC-2 têm alcance suficiente para ligar Brasília a todas as capitais brasileiras e de todos os países da América do Sul. As aeronaves irão executar as missões regionais em apoio à Presidência da República e também atuarão como reserva ao VC-1 “Santos Dumont”, o Airbus A319 adquirido em 2005.
Os aviões da Embraer poderão atender a Presidência da República por até 30 anos. Lula fará sua estréia no “Bartolomeu de Gusmão” em sua próxima viagem à Europa, nos trechos entre Lisboa e Copenhague e entre Bruxelas e Estocolmo.
As principais vantagens dos VC-2 em relação aos antigos 737-200, designados VC-96, são a segurança, a flexibilidade operacional e a redução do custo operacional, do consumo de combustível e de emissões poluentes. A aeronave possui sistemas que permitem a comunicação de forma segura e equipamentos de voo de última geração. Fruto de pesquisa e desenvolvimento da Embraer, o 190 é considerada um dos mais modernos do mundo e de mais longo alcance de sua categoria, podendo voar de Brasília para quase toda a América do Sul sem parar para reabastecer. Os aviões receberam ainda uma adaptação em seus tanques de combustível, o que aumentou ainda mais sua autonomia de voo.
A substituição dos 737
Apesar de ainda capazes de cumprir missões com segurança, os dois Boeing 737-200, designados na Força Aérea Brasileira como VC-96, estão em operação há mais de 30 anos. A saída de operação do modelo no mercado civil tornou difícil a aquisição de alguns itens de manutenção. A empresa que fazia a manutenção dos motores P&W JT-8 no Brasil, por exemplo, parou de atuar nesse segmento, o que obriga a Força Aérea a recorrer a empresas fora do país, aumentando os custos operacionais. Os ruidosos turbojatos dos Boeing 737-200 também já faziam o avião sofrer restrições de horários de operação ou mesmo proibição de pouso e decolagem em determinadas localidades da América do Norte e Europa.
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