Sexta-feira, 7 de agosto de 2009 às 10:09
Políticas sociais brasileiras foram antídoto contra a crise, diz ONU

Brasil tem mostrado ao mundo que a economia e o social podem ser os dois lados da moeda, e justamente por ter trabalhado bem esses dois pontos, o país teve um bom desempenho durante a crise econômica mundial. A avaliação foi feita na última quarta-feira (05.08) pela diretora para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a economista Rebeca Grynspan, durante palestra feita na abertura do Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social, que acontece no Centro de Convenções do Alvorada Hotel, em Brasília. O evento foi organizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Rebeca citou pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada esta semana, que revela queda na taxa de pobreza no Brasil, mesmo em período de crise econômica mundial. Segundo a economista, os países que se saíram melhor na crise foram aqueles que fortaleceram suas políticas sociais, como Brasil e Chile.
“São países que fizeram intervenções públicas. Fizeram a política de incluir para crescer”, destacou Rebeca.
O simpósio, que termina hoje, reúne mais de 800 pessoas, entre representantes de 36 países, 14 organismos internacionais, 16 embaixadores e 13 palestrantes estrangeiros. O presidente Lula participou da abertura do evento, quando defendeu o papel do Estado no fortalecimento das políticas sociais. “Onde não tem Estado, onde ele é fraco, não há política social”, afirmou.
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