Quinta-feira, 6 de maio de 2010 às 9:45
Plantou arroz, colheu pimenta e vê futuro promissor no óleo de palma
Hajime Yamada chegou com seus pais à região de Água Branca, no interior do Pará, em 1929. Tinha dois anos. A família desembarcou juntamente com diversos outros imigrantes japoneses convocados pela Companhia Nipônica Plantação do Brasil com uma missão: cultivar arroz e mandioca. Hajime cresceu e ganhou também um nome brasileiro, José, para facilitar a comunicação com a população nativa local. Hoje, com 83 anos, José Hajime Yamada continua na região e conversou com o Blog do Planalto.
Encontramos Yamada nos fundos de uma casa de material de construção, enquanto regava sua horta. Corpo esguio, ele fez uma única exigência antes do início da conversa: vestir uma camisa mais limpa. Hajime está muito feliz com a vinda do presidente Lula, a quem entregará um presente na festa que marca o início do programa de óleo de palma para a produção de biocombustível na cidade, que desde 1959 passou a se chamar Tomé-Açu.
“A lavoura de arroz e mandioca não foi muito longe”, disse, recordando dos velhos tempos. “Naquela época, brasileiro não comia arroz, só farinha.” Em 1945, começaram a plantar pimenta do reino, a partir de 20 mudas trazidas da Indonésia. Duas delas vingaram e se espalharam ao longo dos anos. Hoje a comunidade nipônica na região, que conta com 300 famílias (pouco mais de 1,2 mil pessoas), investe no cultivo do cacau, cupuaçu e açaí. E agora chega a palma de óleo. “Acho que isso vai ter grande futuro”, diz José Hajime.











