Quinta-feira, 30 de julho de 2009 às 11:05
Paulo Bernardo: PAC 2 vai ajudar projetos da Copa 2014
Para facilitar a vida do próximo governo, que assume a partir de 2011, é importante elaborar a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para que o país não tenha que começar tudo do zero, principalmente os projetos relacionados à Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil. Foi o que disse hoje o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, no programa Bom Dia, Ministro – clique aqui para ouvir o áudio do programa.
Paulo Bernardo disse que ainda há muito a ser feito para garantir o desenvolvimento e crescimento econômico do país, e também o sucesso da Copa de 2014. Por isso o governo Lula pretende deixar essa segunda fase do PAC toda pré-aprovada para quando o próximo governo chegar, poder escolher o que pretende executar. Obras nos setores de infraestrutura, transporte público e turismo são as prioridades.
“(A Copa de 2014) Vai ser uma grande vitrine, vai ter aqui televisões, rádios, jornais internacionais. Se a área do turismo estiver funcionando bem, vamos atrair mais gente para cá depois”, disse Paulo Bernardo.
Durante o programa Paulo Bernardo também falou sobre a diminuição da arrecadação do governo devido à crise econômica e das medidas tomadas para enfrentar isso. Ele explicou que, quando o governo percebeu a diminuição da atividade econômica, optou por desonerar alguns setores da economia, reduzindo o IPI de automóveis e de eletrodomésticos linha branca, por exemplo, mesmo que significasse ainda menos receita. Pode parecer contra-senso, mas o objetivo era impedir que indústrias importantes perdessem força e o desemprego disparasse no país.
O Ministro também destacou que, em 2009, o governo decidiu reduzir a meta de superávit primário para manter os projetos prioritários do PAC e os programas sociais. E acha que, pelos benefícios, o custo compensa. A lógica é gastar agora para ganhar depois.
“Nós sabemos que temos condições de revirar esse quadro e ter um resultado melhor”, disse o ministro, referindo-se as previsões de crescimento para os próximos anos. Na sua avaliação – e de todos os indicadores econômicos também – a estratégia está dando certo. “Acho que vamos ter uma virada importantíssima na economia no ano que vem novamente voltar a crescer na casa dos 5%”, afirmou.
O ministro explicou ainda que o processo burocrático necessário para fiscalizar um investimento antes do início efetivo das obras pode levar anos – é preciso garantir que o impacto ambiental seja mínimo e realizar licitações para a contração de empresas para executar as construções, entre outros. Ele acha que o processo de fiscalização e aprovação de projetos deve ser revista, para que se aprimore e ganhe agilidade, mas sempre tomando o cuidado para que isso não comprometa a sustentabilidade ambiental e legalidade dos projetos.










