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Terça-feira, 26 de maio de 2015 às 10:46   (Última atualização: 27/05/2015 às 13:32:02)

Tempo Real: Primeira visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México

22h15 – Presidenta conclui sua agenda no primeiro dia de visita à capital mexicana. Confira em instantes a cobertura completa do Blog do Planalto. 

22h08- Ao concluir seu pronunciamento no Encontro Empresarial Brasil-México, a presidenta destacou a atuação conjunta de México e Brasil nos fóruns econômicos internacionais. Segundo ela, ações como essa permitiram que anomalias históricas no comércio internacional fossem eliminadas, sendo fundamentais para o enfrentamento da crise financeira global.

22h00 - No encerramento do encontro empresarial, a presidenta Dilma ressaltou que os acordos assinados entre Brasil e México conferem equilíbrio, previsibilidade e transparência ao comércio bilateral. “Há por parte do governo brasileiro e mexicano vontade política de garantir e assegurar um ambiente amigável aos negócios, aos investimentos e para resolver conflitos”, afirmou.

21h54 – Dilma: “Temos que avançar mais explorando o que temos de melhor, olhando as novas oportunidades e diversificando nossas ações.”

21h49 – Em seu pronunciamento, a presidenta enfatizou que, no futuro, vão vencer na corrida da competitividade os países que avançarem no desenvolvimento das tecnologias mais avançadas.

21h44 – Presidenta Dilma fala agora no Encerramento do Encontro Empresarial Brasil-México, na capital mexicana.

21h30 – Segundo o presidente do Conselho Empresarial mexicano, Valentín Diez Morodo, para o México, a relação comercial com o Brasil não tem paralelo na América Latina.

20h40 – Dilma estará daqui a pouco no Encerramento do Encontro Empresarial Brasil-México. Ao todo, participam do evento 420 empresários brasileiros e mexicanos, interessados no maior dinamismo comercial entre México e Brasil.

Aproximadamente 420 empresários participaram nesta terça-feira do Fórum Empresarial Brasil-México.  Atualmente, o Brasil é o segundo país que mais recebe investimentos mexicanos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Foto: Guilherme Rosa /Blog do Planalto

Aproximadamente 420 empresários participaram nesta terça-feira do Fórum Empresarial Brasil-México. Atualmente, o Brasil é o segundo país que mais recebe investimentos mexicanos no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Foto: Guilherme Rosa /Blog do Planalto

18h23 – Em sua fala, a presidenta Dilma destaca que o Brasil tem hoje todas as condições para receber os investimentos mexicanos. “México e Brasil têm um futuro repleto de oportunidades”, destacou. Ela também acrescentou o compromisso do Brasil com o fim da miséria, com a justiça social e com a promoção de educação de qualidade.

18h15- Presidenta Dilma fala no almoço em sua homenagem, na capital mexicana. Em seu pronunciamento, ela cita o pintor mexicano Diego Rivera. Segundo a presidenta, as obras de Rivera representam os anseios latino-americanos por liberdade e justiça social.

18h10 - Presidentes Penã Nieto e Dilma Rousseff brindam – com tequila e com cachaça – no almoço em homenagem à presidenta brasileira, no Palácio Nacional mexicano. Na visita de Dilma ao México, os dois presidentes assinaram um acordo de reconhecimento da cachaça e da tequila como produtos genuinamente nacionais.  O objetivo é combater a pirataria.

17h17 – Presidenta Dilma conclui seu primeiro discurso na visita de Estado que realiza ao México. Confira em instantes a cobertura completa do Blog do Planalto.

Assista também o vídeo abaixo com os primeiros compromissos oficiais da presidenta, na capital mexicana.

17h04 – Dilma destaca que Brasil e México tem potencial para, em conjunto, gerar muito mais renda e emprego para seus povos. “Temos oportunidade para avançar muito mais em nossas relações comerciais, pois esses números estão aquém de nosso potencial, do tamanho da nossa economia e da  força dos nossos povos. Sem dúvida, temos condições de dobrar esse intercâmbio em alguns anos”, enfatizou.

17h00 – Presidenta Dilma Rousseff inicia seu discurso, no Palácio Nacional. Ela começa sua declaração prestando solidariedade ao povo mexicano, em razão da passagem de um tornado na Ciudad Acuña, na fronteira entre México e EUA.

16h52 – Presidente Peña Nieto fala à imprensa. “A partir de hoje damos um salto qualitativo na relação Brasil-México. Esperamos que, em menos de dez anos, possamos dobrar o nosso comércio bilateral, que hoje já é de US$ 9 bilhões,” afirmou.

16h42 – Presidenta Dilma e presidente mexicano Penã Nieto assinam agora acordos de cooperação nas áreas de facilitação de investimentos, serviços aéreos, pesca e aquicultura, turismo, agricultura tropical, desenvolvimento sustentável e cooperação científica e tecnológica.

15h00 - Dilma e o presidente Enrique Peña Nieto iniciam reunião privada, na sede do governo mexicano.

14h45 – Presidenta passa em revista as tropas em cerimônia oficial de chegada, no Palácio Nacional, um dos edifícios mais imponentes da arquitetura mexicana.

14h35 - Presidenta Dilma é recebida neste momento pelo presidente Peña Nieto do México

13h51 – Dilma acaba de depositar flores no Altar da Pátria, na capital mexicana. Ela segue agora para o Palácio Nacional, onde será recebida com honras militares pelo presidente do México, Enrique Peña Nieto. O edifício histórico foi construído em  1526 e remodelado em 1695 após um grande incêndio.

Sede do Poder Executivo mexicano, o Palácio Nacional, está localizado no centro histórico da Cidade do México. O local é sede do governo do país desde o império asteca. Foto: Guilherme Rosa/ Blog do Planalto

Sede do Poder Executivo mexicano, o Palácio Nacional está localizado no centro histórico da Cidade do México. A região sedia o governo do país desde o império asteca. Foto: Guilherme Rosa/ Blog do Planalto

13h22 – Assista  agora a entrevista do embaixador do Brasil no México, Marcos Leal Raposo Lopes, ao Blog do Planalto. No vídeo, ele fala sobre a importância da visita da presidenta Dilma ao país.

Confira o álbum da visita da presidenta Dilma ao México no Flickr:


12h57 – A presidenta vai agora depositar flores no Altar da Pátria, no parque de Chapultepec, na Cidade do México. O monumento foi construído no ano de 1952, em homenagem a jovens que fizeram parte da resistência mexicana durante a guerra contra os Estados Unidos, em 1847.

Em visita ao México nesta terça-feira a presidenta Dilma prestou homenagem aos heróis da pátria mexicanos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em visita ao México, nesta terça-feira, a presidenta Dilma prestou homenagem aos heróis da pátria mexicanos. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

12h49 - Está encerrada a reunião da presidenta Dilma com empresários brasileiros, na capital do México.

12h04 – O empresário Alexandre Astolfi está reunido com a presidenta Dilma neste momento. Ele é diretor-geral da Artecola, empresa brasileira com filiais no México que se dedica à fabricação de adesivos para diversos segmentos como construção civil, móveis, embalagens e calçados. Segundo ele, para os empresários brasileiros, a expectativa do encontro é aprofundar os laços entre México e Brasil. “Para a gente que está fora do Brasil é importante esse tipo de relacionamento entre os países, facilita bastante. Existe um fluxo de mercadorias que nós enviamos ao Brasil e que vêm do Brasil para cá.Hoje a gente precisa ver onde é mais lógico produzir, onde tem as melhores tecnologias e pensar na questão da competitividade“, avaliou.

“Acho que tudo o que possa facilitar essa relação bilateral é fundamental para os dois países”, destacou Alexandre Astolfi, diretor-geral da Artecola, empresa brasileira que possui filiais no México. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

“Acho que tudo o que possa facilitar essa relação bilateral é fundamental para os dois países”, destacou Alexandre Astolfi, diretor-geral da Artecola, empresa brasileira que possui filiais no México. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

11h30 - Fernando Valente Pimentel é um dos empresários que participam agora do encontro com a presidenta Dilma Rousseff, na Cidade do México. Ele é diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). “A realidade é que o comércio bilateral de têxteis e confeccionados do Brasil com o México é de US$ 85 milhões ida e volta, enquanto que o México no total transaciona US$ 17 bilhões no setor. Então, a gente entende que há um espaço importante de crescimento para aprofundar as relações de comércio e investimentos entre os dois países”, afirma.

 O empresário Fernando Valente Pimentel acredita no potencial de expansão das exportações brasileiras para o México no setor da indústria têxtil. Foto: Guilherme Rosa/PR.


O empresário Fernando Valente Pimentel acredita no potencial de expansão das exportações brasileiras para o México no setor da indústria têxtil. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

11h20 – Começa agora a reunião da presidenta Dilma Rousseff com 23 empresários brasileiros, na capital mexicana.

10h42 – A presidenta Dilma se encontra daqui a pouco com empresários brasileiros, na Cidade do México. O empresariado brasileiro tem interesse na expansão do comércio bilateral entre Brasil e México, que só no ano passado totalizou US$ 9 bilhões, um aumento de 94% em relação a 2004.

Tudo pronto para a reunião da presidenta Dilma com empresários brasileiros, no México. Cerca de 97% do comercio bilateral entre os dois países são produtos industrializados de alto valor agregado. Foto: Guilherme Rosa/PR

Tudo pronto para a reunião da presidenta Dilma com empresários brasileiros, no México. Cerca de 97% do comércio bilateral entre os dois países são produtos industrializados de alto valor agregado. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

10h30 – Em instantes, a presidenta Dilma Rousseff começa a cumprir agenda em sua primeira visita de Estado à Cidade do México. No primeiro compromisso do dia, às 11h no horário de Brasília, ela participa de reunião com empresários brasileiros. A visita da presidenta tem como principal objetivo ampliar as relações comerciais entre os dois países. A ideia é promover a redução progressiva de barreiras tarifárias, de forma a expandir o já intenso comércio bilateral entre as duas maiores economias da América Latina.

Terça-feira, 26 de maio de 2015 às 8:00  

Visita de Estado ao México

Agenda presidencialNesta terça-feira (26), a presidenta Dilma Rousseff cumpre extensa agenda na capital mexicana, em razão de sua primeira visita de Estado ao México. Todos os compromissos estão no horário local da Cidade do México, duas horas a menos em relação a Brasília.

No início da manhã, às 9h, a presidenta participa de reunião com empresários brasileiros, no Hotel Intercontinental. Em seguida, às 11h20, ela deposita flores no Altar da Pátria, localizado no Parque de Chapultepec.

A chegada oficial da presidenta Dilma ao Palácio Nacional está prevista para as 12h15, quando ela será recebida pelo presidente mexicano Enrique Peña Nieto. Em seguida, às 12h40, os dois chefes de Estado têm audiência privada, posam para fotografia oficial, e, logo depois, às 13h20, participam de reunião ampliada.

Depois disso, os dois presidentes participam da cerimônia de assinatura de atos e farão uma declaração à imprensa. Já às 15h10, o presidente Peña Nieto oferece um almoço em homenagem à presidenta Dilma Rousseff.

No início da noite, às 19h, Dilma participa do encerramento do Encontro Empresarial Brasil-México, no Hotel Hyatt Regency.


*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 19:30   (Última atualização: 25/05/2015 às 23:01:58)

Acordo de investimentos vai impulsionar relação entre Brasil e México, afirma embaixador

Brasil e México

O fortalecimento dos investimentos bilaterais será o principal tema da primeira visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, nos dias 26 e 27 de maio, afirmou o embaixador do Brasil no México, Marcos Leal Raposo Lopes, em entrevista ao Blog do Planalto. Entre os atos que serão negociados no encontro, o destaque é a assinatura de um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) entre Dilma e o presidente do México, Peña Nieto. Em abril, os dois países iniciaram tratativas visando a negociação do acordo, que será assinado durante a visita.

O México já investiu mais de U$$ 20 bilhões na economia brasileira. Para o embaixador, o acordo vai impulsionar os investimentos de ambas as partes e vai marcar um novo momento entre a relação Brasil-México, principalmente com o aumento do investimento brasileiro. “Haverá uma facilitação de investimentos entre os dois países. O México tem um estoque de investimentos no Brasil. São investimentos nas áreas industrial, de diversão, cinemas, restaurantes, bebidas. São inúmeros investimentos mexicanos no Brasil. Mas, por outro lado, também os investimentos brasileiros no México estão crescendo cada vez mais”, afirmou.

Segundo Raposo, o maior investimento privado, hoje, em andamento no México é brasileiro. Ele está falando do polo petroquímico da brasileira Braskem com a mexicana Idesa. Trata-se do projeto Etileno 21, que envolve cerca de US$ 5 bilhões, no estado mexicano de Vera Cruz. Outro investimento brasileiro relevante é um complexo siderúrgico da Gerdau, no estado de Idalgo, no valor de US$ 600 milhões.

“A grande história de sucesso no momento entre os dois países são os investimentos e vamos dar mais um impulso com o acordo que vai ser assinado na presença da presidenta Dilma e do presidente Peña Nieto”, afirmou o embaixador.

Raposo acredita que não há cenário no mundo que seja favorável para o Brasil e desfavorável para o México, e que os dois países precisam caminhas juntos. “Brasil e México juntos são mais da metade da produção, da população e do território da América Latina. Nós temos que estar juntos pois a América Latina depende disso”, concluiu.

Acordos
Além do ACFI, estão previstas assinaturas de acordos comerciais, de serviços aéreos, meio ambiente, pesca e aquicultura, agricultura tropical e turismo. Desses, o embaixador destacou também a cooperação turística. Atualmente, o México absorve em torno de 15% do turismo internacional. Cerca de 300 mil turistas brasileiros viajam para o país por ano. “O México está entre os dez maiores receptores do turismo internacional e nós temos muito a colaborar na questão do turismo. Para o México, [o turismo] é a terceira maior fonte de divisas e nós certamente teremos muito o que aprender com as boas práticas deles”, comenta o embaixador Raposo.

Durante sua visita ao México, a presidenta Dilma também participará do encerramento do Seminário Empresarial Brasil-México, no qual estão previstas assinaturas de acordos comerciais entre empresas brasileiras e mexicanas.

Balança Comercial
O comércio entre Brasil e México passou de US$ 5,7 bilhões, em 2006, para US$ 9 bilhões, em 2014, sendo que 94% das exportações brasileiras ao México são produtos industrializados. Apesar de substancial, Raposo acredita que a balança comercial entre os dois países tem um potencial de crescimento enorme. “É um bom comércio, mas é pouco para o tamanho das economias. É pouco para o que poderia ser. Essa visita vai nos levar a derrubar barreiras, a incentivar e a facilitar o comércio entre os dois países”, afirma.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 17:46   (Última atualização: 26/05/2015 às 11:51:53)

Comissão de ministros tratará de mudanças na Previdência e alternativas ao fator previdenciário

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (25), após participar da reunião de coordenação política no Palácio do Planalto, a criação de uma comissão técnica de nível ministerial para discutir a sustentabilidade da Previdência Social no Brasil, entre elas a definição de alternativas ao fator previdenciário.

A comissão será composta pelo próprio Mercadante; o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, dos ministros da Previdência, Carlos Gabas da Fazenda, Joaquim Levy; do Planejamento, Nelson Barbosa; e das Comunicações, Ricardo Berzoini (ex-ministro da Previdência).

Mercadante: grupo vai ajudar discussões do fórum sobre trabalho e Previdência Social que será instalado na próxima semana. Foto: RafaB/Blog do Planalto

Segundo ele, o grupo de trabalho vai subsidiar os representantes do governo no Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e de Previdência Social, criado pela presidenta Dilma Rousseff, e que deve ser instalado na próxima semana, com a participação também de representantes das centrais sindicais, dos empresários e dos aposentados e pensionistas. O fórum vai tratar de temas como a alta rotatividade no mercado de trabalho brasileiro, a terceirização e estratégias para garantir o futuro da Previdência Social ao longo das próximas décadas e gerações.

Vamos trabalhar juntos para preparar subsídios para o fórum”, disse Mercadante, acrescentando que o governo pretende iniciarmos na próxima semana as discussões mais aprofundadas sobre esses temas relacionados às relações de trabalho e à Previdência. “A presidenta disse na campanha, e está cumprindo esse compromisso: o fator previdenciário só pode ser discutido dentro de uma perspectiva de sustentabilidade da Previdência. E esse é um dos objetivos desse fórum”, acrescentou.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 16:30   (Última atualização: 26/05/2015 às 01:20:12)

Levy: setor produtivo está preparado e demora das votações atrasam retomada do crescimento

O  ministro da Fazenda, Joaquim Levy, destacou nesta segunda-feira (25) a importância da votação das medidas que ainda estão no Congresso. Tanto aquelas que envolvem a reorganização de alguns aspectos da Previdência Social quanto o projeto de lei da desoneração. São temas indispensáveis para o avanço das medidas que devem ser tomadas para a retomada do crescimento econômico do País, disse ele, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Segundo ele, o setor produtivo brasileiro já está preparado para enfrentar o novo cenário que se desenhará a partir da aprovação das medidas e as delongas, a demora na votação, não favorecem a retomada do crescimento. “Na verdade, o que eu tenho ouvido dos mais diversos setores [é que] eles se prepararam para a redução das desonerações”, garantiu.

Levy lembrou que a votação corresponde à terceira etapa do programa de ajustes do governo e que as outras duas – o ajuste de preços relativos e o corte de gastos do orçamento, já foram completados. Preços relativos são os preços de um determinado bem em relação aos demais bens semelhantes.

O ministro acrescentou que atualmente o cenário financeiro mundial mostra que a maior parte dos países tem tido crescimento baixo e que o Brasil tem algumas vantagens competivas para retomar o crescimento. “A gente tem independência energética, uma população relativamente jovem e cada vez mais educada. Agora, temos que fazer ajustes. Temos que ter flexibilidade na economia, até pra o capital se alocar em setores que têm mais chances de crescer e de gerar empregos”, ressaltou.

Por diversas vezes, Joaquim Levy defendeu o avanço na aprovação das medidas em apreciação no Congresso. “Eu tenho viajado a vários lugares do Brasil e o que a gente tem percebido entre as empresas, entre os contadores, enfim, todo esse universo do setor produtivo, o setor real da economia, é que eles entenderam a necessidade de um ajuste. Eles se prepararam, respondendo à apresentação muito clara que o governo fez, que a presidenta Dilma fez, desde o começo do ano, de qual era a estratégia para começar a reequilibrar as contas, e estão prontos. Eles querem avançar”, reiterou.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 15:12   (Última atualização: 26/05/2015 às 01:23:46)

Governo intensificará esforços junto ao Congresso pela aprovação de medidas do ajuste econômico

O governo decidiu intensificar os esforços pela aprovação das medidas 665, 668 e 664, já aprovadas pela Câmara dos Deputados e que devem ser votadas nesta semana pelo Senado, afirmou nesta segunda-feira (25) o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, após a reunião de coordenação política do governo, com a presença da presidenta Dilma Rousseff.

As medidas aumentam a economia do governo e ajudam o ajuste fiscal adotado com vistas à retomada do crescimento do País. “Quanto mais rapidamente fizermos [o ajuste], melhor para o ambiente econômico, para a retomada dos investimentos e para o crescimento da economia”, destacou.

Durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, ao lado do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Mercadante acrescentou que o esforço do governo se estenderá também à Câmara dos Deputados, pela aprovação do PL 863/15, que reduz as isenções fiscais na folha de pagamento das empresas, concedidas pelo governo 56 setores.

Estamos dialogando com as lideranças e com os parlamentares, para a votação da desoneração da folha de pagamentos. Porque tivemos uma perda de receita muito grande, em torno de R$ 26 bilhões. Estamos reduzindo parcialmente essas perdas, porque esses recursos são essenciais para recompor uma parte do que perdemos ao longo deste ultimo período, em torno de R$ 120 bilhões de receitas do Estado brasileiro”, ressaltou o ministro.

Mercadante fez questão de lembrar que a medida não consiste em um aumento de carga tributária, mas de uma correção parcial de desonerações que foram concedidas no passado, ou seja, de recursos que o próprio governo abriu mão de arrecadar. “E esse projeto de lei, com urgência constitucional, abre inclusive a possibilidade de as empresas poderem voltar ao regime anterior, se acharem que é mais conveniente, o regime que existiu por cerca de 60 anos no Brasil”, acrescentou.

E acrescentou que o governo está decisivamente empenhado na aprovação do projeto de lei, “porque ele é imprescindível e inadiável, no ajuste fiscal”. O texto da Medida Provisória 664/14 corrige distorções nas regras para concessão de pensão por morte e auxílio doença. O da MP 668/15 eleva as alíquotas da contribuição para o PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação. E o da MP 665 também corrige distorções no acesso ao seguro-desemprego.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 12:46   (Última atualização: 26/05/2015 às 16:09:05)

Aproximação Brasil-México é fundamental para unidade latino-americana, diz Dilma Rousseff

Brasil e México A primeira visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, nos próximos dias 26 e 27 de maio, abre um novo capítulo na relação entre os dois países. A declaração é da própria presidenta, em entrevista publicada neste domingo (24), pelo jornal mexicano La Jornada. “Eu vou ao México com uma consciência muito forte da importância que o país tem na formação de uma relação e de uma unidade latino-americana, mas que respeita diferenças”.

Ela contou que, quando recebeu o então presidente eleito Peña Nieto no Brasil, antes de ele tomar posse, os dois chegaram a um “forte consenso” de que era fundamental que ambos os países se aproximassem. E, além disso, “que era importante para a nossa região toda. (…) Porque o México é a maior nação [latina] no Hemisfério Norte. E, de todas as nações que tem dentro desse continente, é uma das mais ricas, culturalmente falando. Não é só economicamente, é culturalmente falando. E essa relação interessa, eu acho, para o Brasil”.

México é vital para unidade da América Latina, diz presidenta Dilma em entrevista a jornal La Jornada

México é vital para unidade da América Latina, diz presidenta Dilma em entrevista a jornal La Jornada. Foto: Divulgação/PR

Compromisso
A presidenta relembrou que, no passado, o Brasil estava de costas para seus vizinhos latinos no continente. “Achava que tanto a Europa como os Estados Unidos eram o que nós devíamos nos relacionar. Não que não devamos, pelo contrário, devemos. Mas [hoje] temos um compromisso. E eu acho que isso mudou a política externa do Brasil. Nós temos um compromisso com a América Latina e com a África. Esse é o compromisso que temos pela nossa identidade cultural”, destacou.

Contou que desde que conheceu o México, por volta de 1982, admira sua imensa riqueza cultural. “Ela valoriza o que nós temos. Eu senti orgulho do continente, orgulho da América Latina. Então, acho que ela mexe muito com a sua autoestima. Mostra que houve aqui uma civilização daquele tamanho”.

Na entrevista, Dilma Rousseff reforçou que o Brasil tem muito a ganhar com essa aproximação cultural. “Eu acredito que essa relação é especial”. E que é preciso ter consciência sobre a importância de estreitar e de aproximar as relações em outros setores também. “Eu tenho a convicção de que, do ponto de vista comercial, do ponto de vista de investimento, enfim, do ponto de vista econômico, os dois países só têm a ganhar”.

A presidenta recordou ainda a história de lutas da grande nação mexicana. “Eu sei de todas as histórias da relação do México com os Estados Unidos, que na Revolução de 1910 diziam: ‘Ah, pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos’”. Por isso hoje, ressaltou, em um mundo globalizado, a proximidade de todos tem de ser valorizada.

Acordo automotivo indica um caminho
Sobre o acordo automotivo Brasil-México, que foi renovado por mais quatro anos em maio passado, ela considerou que foi um passo importante porque mostra um caminho. “Não é ele em si, ele é um caminho. É um passo que mostra que é possível fazer um acordo e os dois países ganharem”.

Por isso, a presidenta brasileira descartou as teses de que as duas economias seriam concorrentes. “Nós não somos isso. Somos economias complementares. O México tem o segundo maior mercado, nós temos o primeiro maior mercado [da América Latina]. Daí porque é uma vantagem para nós que o México possa exercer a sua atividade comercial de investimento no Brasil e vice-versa”.

Disse ainda ter ficado impressionado quando soube, há algum tempo, que o Brasil era o segundo destino dos investimentos externos mexicanos, atrás apenas dos Estados Unidos. E que há um crescente interesse dos brasileiros de investir no país. Por isso, para a presidenta, o momento é oportuno para fazer essa parceria se ampliar ainda mais. “Então, a roda está girando, favorecendo essa integração”, enfatizou.

Veja a entrevista completa em: http://www.jornada.unam.mx/2015/05/24/politica/002n1pol

 

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 11:18   (Última atualização: 26/05/2015 às 01:28:53)

Acordo entre Petrobras e Pemex pode avançar em áreas de investimento comum, como o setor naval

Brasil e México A presidenta Dilma Rousseff afirmou neste domingo (24), em entrevista ao jornal mexicano La Jornada, que a duas gigantes do petróleo na América Latina, a Petrobras e a estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), poderiam avançar em diversas áreas, alem do atual Convênio Geral de Colaboração Científica, Técnica e de Treinamento, fechado em 2005. Segundo ela, as empresas podem atuar de forma conjunta em investimentos comuns e também na cadeia de fornecedores, especialmente na área naval. “Produzir um pedaço aqui e um pedaço lá”, disse ela.

“No Brasil, nós estamos fazendo estaleiros em um mercado que é demandante, porque temos de explorar o pré-sal”. Por sua vez, no México também há uma grande demanda. Assim, seria possível ter ações conjuntas na área da indústria de equipamentos e na cadeia de óleo e gás.

Brasil tem necessidade de navios e plataformas por causa do pré-sal e o México também tem grande demanda de produtos navais. Foto: Agência Petrobras

Além disso, a cooperação fica mais fácil porque Petrobras e Pemex têm características semelhantes, uma vez que a estatal brasileira já tem ações em bolsa e, agora, a empresa mexicana está indo pelo mesmo caminho.”Nós temos um marco muito similar”, avaliou. Além de estarem mais ou menos num mesmo ambiente regulatório, há presença de empresas internacionais tanto no México e quanto no Brasil.

Além disso, afirmou Dilma Rousseff, a Pemex também seria muito bem-vinda na área do pré-sal. De acordo com ela, isso seria de interesse estratégico do Brasil e bom para a Pemex porque a Petrobras detém a tecnologia de exploração em águas profundas.

A visita da presidenta ao México, nesta semana, é uma oportunidade para a criação de um marco político nesse sentido. “Nós veríamos com imensa simpatia. Afinal de contas, a Pemex é uma das maiores national oil companies do mundo. A Pemex é uma empresa absolutamente conceituada, por trás dela está o povo do México”. E a Petrobras é tão importante para o Brasil como a seleção. Se a seleção é a pátria de chuteiras, como dizia o escritor Nelson Rodrigues, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo, acrescentou.

Petrobras é estratégica para o Brasil
Segundo a presidenta Dilma Rousseff, a Petrobras tem um papel um papel estratégico no Brasil, principalmente pelo grau de avanço tecnológico que alcançou. “Ela, hoje, tem uma coisa que ninguém tira. Nem competição nenhuma, pode vir quem quiser: nós conhecemos a bacia sedimentar continental brasileira como poucos conhecem. Então, se você pegar uma empresa internacional e perguntar para ela: ‘Como é que você quer entrar no Brasil?’ Posso te dizer que ela quererá entrar no Brasil aliada à Petrobras”. Isso faz da estatal brasileira uma empresa poderosa.

Sobre as investigações da Operação Lava-Jato, a presidenta ressaltou que a Petrobras tem 90 mil funcionários e apenas quatro deles estão sendo investigados. E a competência da empresa está mantida, tanto que ganhou recentemente o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore – segundo Dilma, o “Oscar” da área de petróleo e gás.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 10:29   (Última atualização: 25/05/2015 às 19:44:20)

Risco de mudar regime de partilha na exploração do pré-sal é de menos mil, afirma Dilma Rousseff

Brasil e México A presidenta Dilma Rousseff voltou a defender neste domingo (24), o regime de partilha, adotado para a exploração do pré-sal brasileiro, afirmando que a possibilidade de se adotar o regime de concessão para essa área não existe. “Eu acho que [a possibilidade] não é zero. Enquanto eu estiver na presidência, é menos mil. O modelo de partilha é um modelo baseado nas melhores práticas internacionais”, disse em entrevista ao jornal mexicano La Jornada.

Para essa posição, corrobora a própria história da exploração do petróleo no Brasil, que tem características próprias, inclusive com a participação popular pela nacionalização do petróleo e criação da Petrobras. “O Brasil passou pelo menos uns 20 anos discutindo se aqui tinha petróleo ou não, porque procuravam em terra. Aqui, em terra não tem. É muito difícil, é pouco petróleo e não é de boa qualidade. Aí, a Petrobras entrou em águas rasas, na Bacia de Campos, e achamos o petróleo. Era muito? Não. Em alguma área era petróleo pesado, mas dava”.

“Quem achar que modelo de partilha é algo ideológico, está equivocado. É a defesa dos interesses econômicos da população deste País, que é dona das suas riquezas naturais, em especial do petróleo” – Foto: R. Stuckert Filho/PR

 

Desde então, a empresa evoluiu até se tornar a maior exploradora de petróleo em águas profundas do mundo. Por isso, agora, o modelo de concessão faz todo sentido. “Qual é a diferença dele para o modelo de partilha? É quem é dono do óleo descoberto. No [modelo] de concessão, o dono do óleo descoberto é quem descobre. Por quê? Porque o risco é muito alto. No de partilha, quando você sabe aonde está o óleo, que ele existe, que ele é de boa qualidade, o risco é pequeno. Então, é justo, e mais do que justo, é completamente legítimo que o petróleo descoberto seja, uma parte, do Estado nacional”.

Dilma recordou que o Brasil buscou informações e descobriu que, em todos os lugares onde se sabia que tinha petróleo de boa qualidade e abundante, como no caso da Noruega, o modelo em vigor era o de partilha. “Quem achar que o modelo de partilha é algo ideológico, está equivocado. O modelo de partilha é a defesa dos interesses econômicos da população deste País, que é dona das suas riquezas naturais, em especial do petróleo”, já que foi difícil achar esse recurso natural no Brasil.

Segunda-feira, 25 de maio de 2015 às 8:00  

Reunião de coordenação política e embarque para a Cidade do México

Agenda presidencialNesta segunda-feira (25), a presidenta Dilma Rousseff participa da reunião de coordenação política, às 9h, no Palácio do Planalto.

Às 11h, Dilma embarca para a Cidade do México, onde irá realizar visita de Estado a partir de terça-feira (26).

 


*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

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