Portal do Governo Brasileiro

Tamanho da fonte:


Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 20:45   (Última atualização: 01/07/2015 às 22:48:40)

Dilma fecha parcerias em pesquisa e inovação com grandes universidades americanas

Brasil-EUA-2015

A presidenta Dilma Rousseff abordou, durante entrevista coletiva à imprensa, os resultados dos encontros que manteve nesta quarta-feira (1º) com representantes das grandes universidades e centros de pesquisas dos Estados Unidos, como Berkeley, Stanford e a Universidade da Califórnia. Nesta última, informou ela, foi fechada uma parceria entre com institutos brasileiros de pesquisa de áreas como engenharia de algoritmos, de energias renováveis, solar e eólica.

Sobre a visita a Mountain View, ela relatou a experiência de andar em um carro inteiramente automático e sem motorista, no projeto Google Driverless Car. Mas, o mais importante, enfatizou, foram as informações que recebeu sobre o que o Google pode fazer juntamente com o governo e a sociedade brasileira.

Entre as parcerias, Dilma destacou iniciativas na área de engenharia e energia renovável. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Entre as parcerias, Dilma destacou iniciativas na área de engenharia e energia renovável. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Citou, como exemplo, a parceria que assinada pela empresa norte-americana e o Sebrae, que vai beneficiar as micro e pequenas empresas brasileiras “que montam hoje, se você somar junto com microempreendedor individual, a quase 10 milhões de unidades empresariais”.

Segundo a presidenta, quando essas empresas têm acesso facilitado à internet para se organizar, para poder vender e para mostrar seus produtos, elas mudam seu patamar de negócios. “Aumentam os lucros, aumenta a renda, aumenta toda a perspectiva futura”.

Comunicações em áreas remotas
O segundo ponto que a presidenta destacou foi a da comunicação em áreas remotas. Dilma se referia ao projeto Loon, que pretende levar acesso à internet a áreas rurais e remotas no mundo, utilizando balões que viajam pelo espaço para criar redes sem fio, com velocidade semelhante ao 3G. O engenheiro paulista Mauro Gonçalves é um dos responsáveis pelo projeto.

“Nós, no Brasil, sempre estamos tentando equacionar o problema da comunicação, por exemplo, na Amazônia. E o sistema de balões que eles estão em vias de lançar, pode, de fato, trazer ao Brasil uma oportunidade para interconectar a Amazônia sem grandes custos, uma vez que os balões não exigem que, embaixo, você tenha um receptor sofisticado, basta um celular. Então, do balão você transmite para um celular. E nós sabemos o quanto a população brasileira gosta de celular. Isso em todos os estados, em todas as regiões”, explicou Dilma.

A presidenta também destacou a importância de seu encontro com a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice, que hoje preside a renomada Universidade de Stanford. Ela lembrou ainda a área de biotecnologia e a visita ao SRI International, antigo Instituto de Pesquisa da Universidade de Stanford, hoje um dos mais importantes centros de excelência na área de inovação do mundo, onde foi recebida pelo presidente da entidade, o PHD em Astronomia, Bill Jeffrey.

“O SRI é muito importante, porque tenta resolver um problema que, para qualquer país que está preocupado com ciência, tecnologia e inovação, é essencial. É resolver como que você sai da universidade, dos centros de pesquisas, dos laboratórios e chega ao mercado. Basicamente é isso”, declarou a presidenta.

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 16:43   (Última atualização: 01/07/2015 às 22:47:49)

Dilma se reúne com o presidente executivo do Google, Eric Schmidt

Dilma durante reunião com o presidente executivo do Google, Erick Schmidt, nesta quarta-feira (1º), em São Francisco (EUA). Na conversa, eles discutiram sobre parcerias com foco no estímulo ao desenvolvimento da indústria da tecnologia e inovação no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma durante reunião com o presidente executivo do Google, Eric Schmidt, nesta quarta-feira (1º), em São Francisco (EUA). Na conversa, eles discutiram sobre parcerias com foco no estímulo ao desenvolvimento da indústria da tecnologia e inovação no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 15:47   (Última atualização: 01/07/2015 às 21:15:50)

Pelo twitter, ex-secretária americana Madeleine Albright enaltece encontro com Dilma

Brasil-EUA-2015
A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos Madeleine Albright enalteceu, em seu perfil no Twitter, nesta quarta-feira (1º), o encontro com a presidenta Dilma Rousseff, em Washington (EUA). “Dilma, foi um prazer encontrá-la ontem e discutir a cooperação entre Estados Unidos e Brasil. Nós somos parceiros naturais”, postou Albright.

Albright foi a primeira mulher a ocupar o cargo, tendo sido nomeada em 1997 pelo presidente Bill Clinton. Terminou seu mandato em 2001.

O encontro fez parte da programação da presidenta Dilma nos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, ela encerra a agenda oficial nos país com compromissos em São Francisco, no estado da Califórnia.

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 15:29   (Última atualização: 01/07/2015 às 15:42:59)

Universidades americanas mostram interesse em ampliar intercâmbio de pesquisadores com Brasil

Brasil-EUA-2015Na manhã desta quarta-feira (1°), em San Francisco, Califórnia, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com a presidenta da Universidade da Califórnia, Janet Napolitano, e com o reitor da Universidade de Berkeley, Nicholas Dirks. O objetivo do encontro foi o de ampliar parcerias na área de educação e o intercâmbio de pesquisadores entre instituições dos dois países.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, participou da reunião e afirmou que o Brasil tem interesse em expandir o programa de pesquisa e formação de brasileiros nas universidades americanas nas áreas de engenharia, algoritmo, biotecnologia e outras de interesse do Brasil.

Presidenta Dilma durante encontro com a presidenta da Universidade da Califórnia, Janet Napolitano. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma durante encontro com a presidenta da Universidade da Califórnia, Janet Napolitano. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“A reunião foi muito construtiva”, disse o ministro. Ele destacou que a presidenta Napolitano conhece “inclusive a presença brasileira nas universidades norte-americanas e demonstrou toda boa vontade e todo interesse em colaborar para que o Brasil amplie a sua presença e que seja também ampliado o intercâmbio”, afirmou Aldo Rebelo.

Ele também declarou que foi demonstrado o interesse do Brasil em que pesquisadores, professores e estudantes norte-americanos estejam presentes em centros e institutos de universidades brasileiras.

Também participaram do encontro o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, e representantes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 14:02  

Dilma conhece robô desenvolvido em um dos principais centros de tecnologia do mundo

Brasil-EUA-2015Além de visitar a sede do Google e de se encontrar com executivos das principais empresas de tecnologia norte-americanas, a agenda da presidenta Dilma Rousseff na Califórnia inclui a visita ao SRI International, o antigo Instituto de Pesquisa da Universidade de Stanford, hoje um dos mais importantes centros de excelência na área de inovação do mundo, onde ela será recebida pelo presidente da entidade, o PHD em Astronomia, Bill Jeffrey.

O SRI International, na região de Palo Alto (Califórnia), é um dos principais centros de pesquisa e inovação do mundo. Foto: Ana Carolina Melo/ PR

Sede do SRI International, na região de Palo Alto, Califórnia(EUA). Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

A organização sem fins lucrativos desenvolve pesquisas de alto nível nas áreas de saúde, sistemas de computação, robótica, educação e tecnologia, segurança nacional, desenvolvimento econômico, ambiental e entretenimento. E já foi responsável por inovações como o ultra-som para diagnóstico médico, a droga anti-malária Halofantrina, a primeira rede de rádio digital móvel do mundo e as primeiras conexões com a internet.

Mais recentemente, o SRI também desenvolveu Siri, o primeiro assistente pessoal virtual do mundo. Além disso, a entidade é reconhecida internacionalmente pela criação do primeiro mouse de computador, o que  marcou o início da história da computação interativa.

Primeiro mouse criado pelo SRI em 1968. Antes da invenção, toda relação do ser humano com o computador era feita via teclado. Foto: Arquivo/SRI

Primeiro mouse criado pelo SRI em 1968. Antes da invenção, toda relação do ser humano com o computador era feita via teclado. Foto: Arquivo/SRI

Em sua visita ao SRI, a presidenta Dilma também será apresentada ao mais recente robô humanóide desenvolvido pelo centro de pesquisa: Durus. Os maiores avanços atribuídos ao projeto combinam seu modo de caminhar, muito mais semelhante ao do ser humano  e diferenciado da marcha estática estereotipada da maioria dos robôs, ao seu baixo gasto energético.

O robô Durus desenvolvido pelo SRI traz como inovação o baixo gasto de energia  e um andar mais semelhante ao do ser humano. Foto: Divulgação/SRI

O robô Durus desenvolvido pelo SRI traz como inovação o baixo gasto de energia e um andar mais semelhante ao do ser humano. Foto: Divulgação/SRI

O invento já foi capaz de percorrer 2,05 km sem recorrer a nenhuma carga extra  de energia. E os pesquisadores da SRI já acreditam que com ajustes adicionais Durus poderá chegar a percorrer 10 km sem precisar de mais bateria. A origem do seu nome está ligada a uma de suas principais características para os padrões atuais: durável.  Entre as aplicações futuras para os robos humanóides estão percorrer espaços que podem não ser seguros para os seres humanos – como incêndios e desatres – e, potencialmente, a assistência doméstica.

Confira no vídeo abaixo uma caminhada de Durus:

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 10:31   (Última atualização: 01/07/2015 às 12:30:21)

Bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos EUA se dedicam para “fazer melhor” no Brasil

Brasil-EUA-2015O compromisso do governo brasileiro com investimento em educação de alto nível e com a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil levam a presidenta Dilma Rousseff a visitar, nesta quarta-feira (1º), a Califórnia. na terceira etapa de sua visita aos EUA. A escala desta vez é a região de Palo Alto, no Vale do Silício, uma das regiões mais avançadas do mundo nas áreas de pesquisa e inovação tecnológica e que cada vez mais tem recebido estudantes brasileiros, por meio do programa Ciência sem Fronteiras. Para conferir como é a realidade desses alunos, o Blog do Planalto foi até a Califórnia conversar com alguns deles.

Caio Calado, de 23 anos, por exemplo, é aluno do 4º período de Ciência da Computação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) . Natural do Recife, Caio estuda há um ano na Universidade do Estado da Califórnia, no campus da cidade de Chico, a duas horas e meia de São Francisco. Ele é um dos 32 mil bolsistas brasileiros que já foram enviados para os EUA, o país que mais recebe estudantes brasileiros do Ciência sem Fronteiras. Em Palo Alto, a maioria deles estuda engenharias e cursos ligados à tecnologia da informação.

Há um ano nos EUA, Caio Calado considera fantástica a oportunidade que os brasileiros estão tendo de acompanhar desenvolvimento tecnológico fora do Brasil. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

Há um ano nos EUA, o pernambucano Caio Calado considera fantástica a oportunidade que os brasileiros estão tendo de acompanhar o desenvolvimento tecnológico fora do Brasil. Foto: Ana Carolina Melo/PR

Caio revela que, nos EUA, está tendo a oportunidade de trabalhar com ferramentas que só imaginou que teria condições de lidar depois de formado. Ele faz estágio em uma área que une o design e interação, codificando projetos de modo a torná-los mais interativos para o ser humano. Os sócios da empresa em que Caio estagia prestaram serviços para a Apple na época de seu maior crescimento, nas décadas de 80 e 90.

“Agora eu já estou na fase final do Ciência sem Fronteiras. Então, estou fazendo um treinamento acadêmico, que envolve um estágio. Esse estágio foi, para mim, uma oportunidade bem diferente: porque eu não esperava estar fazendo o que eu estou fazendo. Eu acreditava que eu só poderia desempenhar este trabalho depois de formado. Estou tendo a oportunidade de trabalhar com coisas que eu nunca pensei que eu iria ver, do jeito que estou vendo, na minha graduação. […] Aqui, o meu trabalho é fazer com que as pessoas sejam capazes de interagir com qualquer tipo de dispositivo ou tecnologia da maneira mais fácil possível,” afirma.

Brasil está indo no caminho certo
Ele ainda destaca que acredita que iniciativas como o Ciência sem Fronteiras são fundamentais para o desenvolvimento tecnológico do Brasil, já que colocam os estudantes do País em contato com tecnologias de ponta. Para ele, as experiências que tem tido na faculdade e no trabalho apontam que o Brasil, apesar de ainda precisar avançar no setor de inovação, está indo no caminho certo.

A Universidade de Satanford, na Califórnia, é uma das instituições de ensin mais prestigiadas do mundo. Com o Ciência sem Fronteiras cada vez mais estudantes brasileiros tem tido a chance de estudar em universidades como Stanford. Fotos: Ana Carolina Melo/PR

Universidade de Stanford, na Califórnia, é uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo. Com o Ciência sem Fronteiras, cada vez mais estudantes brasileiros têm tido acesso a instituições como essa. Fotos: Ana Carolina Melo/PR

E enfatizou que pretende levar o que aprendeu nos EUA para fazer melhor no Brasil.

“Aqui eu tenho visto muitas inovações na área de internet, dados abertos, coisas que no Brasil estão crescendo, mas que aqui eles já cresceram em um ponto que eles já estão pensando no que vai vir daqui para frente. […]Por isso, para mim, é fantástico que os brasileiros estejam aqui vendo essas coisas. Eu quero muito desenvolver todas as experiências que eu tive aqui. Eu quero muito levar o que aprendi e fazer melhor quando voltar para o Brasil.” ressaltou.

Investimento na pós-graduação
Também bolsista do Ciência sem Fronteiras, Ana Flávia Paiva Rodrigues, da Universidade Federal do Ceará (UFC), é estudante do doutorado em Engenharia em Telecomunicações na Universidade de Stanford, também em Palo Alto, umas das mais prestigiadas do mundo.

Formada em Economia, ela conta que foi uma das primeiras estudantes de Finanças de Fortaleza e hoje, em Stanford, estuda como a Teoria da Informação auxilia na tomada de decisões no mundo dos negócios.

Para a estudante de Doutorado em Stanford, Ana Flávia Rodrigues, o Ciência sem Fronteiras representa a oportunidade para tantos jovens que pensavam além, mas que viam nas dificuldades financeiras o grande obstáculo para seguir em frente. Foto: Ana Carolina Melo/PR

Para a estudante de doutorado em Stanford, Ana Flávia Rodrigues, o Ciência sem Fronteiras representa a oportunidade para tantos jovens que pensavam além, mas que viam nas dificuldades financeiras o grande obstáculo para seguir em frente. Foto: Ana Carolina Melo/PR

Também em entrevista ao Blog do Planalto, ela destacou a importância do Brasil investir na área de tecnologia e inovação para que o País possa, realmente, avançar nos próximos anos e em um programa como o Ciência sem Fronteiras. Essa é a primeira vez que ela tem a oportunidade de fazer um intercâmbio em uma universidade fora do País.

“Eu acho que é muito importante para o Brasil continuar investindo nesse programa [Ciência sem Fronteiras]. É uma oportunidade para tantos jovens que pensam além e que viam na questão financeira o grande obstáculo para conseguirem avançar. A gente aqui tem o suporte financeiro do governo que nos ajuda muito a conquistar o que a gente se dedicou a vida toda estudando, tentando melhorar, para conseguir. Esse programa dá uma base financeira e educacional muito forte”, afirma.

Ela ainda ressalta o caráter abrangente do Ciência sem Fronteiras, que beneficia estudantes de todas as regiões do Brasil.

“Para mim, uma questão que eu acho fundamental do Ciência sem Fronteiras é que ele alcança todo o País, independentemente de onde os estudantes estejam. Antes, a impressão que a gente tinha é que essas oportunidades existiam mais só no Sul e no Sudeste do Brasil. E muitas vezes, a população do Norte e do Nordeste achava muito difícil ter uma oportunidade como essa. O Ciência sem Fronteiras mudou isso, ele dá esse suporte para qualquer estudante brasileiro, independente de onde ele venha”, acrescentou.

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 9:25   (Última atualização: 01/07/2015 às 16:10:20)

Internet contribui para avanço do País e melhora vida dos jovens, dizem engenheiros do Google

Brasil-EUA-2015O Brasil é a quinta maior população do mundo conectada à internet, o que representa um enorme mercado na web. “Então, do ponto de vista do investimento estrangeiro, hoje em dia ninguém no mundo consegue ter uma estratégia de internet sem pensar no Brasil, sem incluir o Brasil”, avalia Mauro Gonçalves, um dos brasileiros que trabalham em Mountain View, sede global da Google, situada na Califórnia (EUA).

Ele é um dos engenheiros brasileiros entrevistados pelo Blog do Planalto e que vão cumprimentar a presidenta Dilma Rousseff, durante a visita dela à sede do Google, a 100 quilômetros de São Francisco. Dilma se encontrará com o presidente-executivo da empresa, Eric Schimdt. E, depois disso, embarcará no Google Driverless Car, um projeto de um carro que se locomove sem a necessidade de um motorista.

Na entrevista, Mauro Gonçalves acrescentou que ter um grande mercado é uma oportunidade muito boa para empresas de tecnologia no Brasil, “já que elas começam com um mercado local razoável e conseguem se lançar e ter seus produtos e suas idéias inovadoras testadas em escala, antes de explorar o mercado global. Então, do ponto de vista de inovação e empreendedorismo, isso é ótimo”.

 Símbolo (Doodle) criado pelo Google em homenagem ao Brasil, o quinto maior mercado de internet do mundo. Segundo os engenheiros da empresa, hoje é impossível ter uma estratégia de internet sem pensar no Brasil.

Símbolo (Doodle) criado pelo Google em homenagem ao Brasil, o quinto maior mercado de internet do mundo. Segundo os engenheiros da empresa, hoje é impossível ter uma estratégia de internet sem pensar no mercado brasileiro.

Acesso à internet em locais remotos
O engenheiro paulista trabalha no Google há seis anos e é um dos responsáveis pelo projeto Loon, que pretende levar acesso à internet a áreas rurais e remotas no mundo. A iniciativa utiliza balões de alta altitude – que viajam pelo espaço – para criar redes sem fio, com velocidade semelhante ao 3G. Filho de pesquisadores, Mauro acredita que um ambiente que promove a inovação é fundamental para estimular as pessoas a criar coisas novas:

“Os meus pais eram educadores, o meu pai era pesquisador. Então, conviver num ambiente onde todo mundo tenta descobrir ou fazer coisas que nunca foram feitas sempre foi muito natural para mim. Então, as conversas sobre coisas, que parecem impossíveis hoje, mas que vão ser possíveis no futuro, nunca foram para mim uma grande novidade. Não é de hoje que eu tenho a sorte de viver num ambiente desses. E acredito que é esse tipo de ambiente que o Brasil precisa estimular”, defendeu.

Projeto Loon do Google que pretende levar internet a regiões remotas do planeta por meio de uma rede de balões de alta altitude recebe coordenação do engenheiro brasileiro Mauro Gobçalves. Foto: Google

Projeto Loon do Google que pretende levar internet a regiões remotas do planeta – por meio de uma rede de balões de alta altitude – tem como um dos coordenadores o engenheiro brasileiro Mauro Gonçalves. Foto: Divulgação/Google

Mauro também falou sobre o papel que a tecnologia exerce hoje como estímulo à criatividade e ao talento dos jovens brasileiros e sobre como a democratização digital é capaz de ampliar as perspectivas das pessoas.

“Para os jovens brasileiros, a internet é uma ferramenta maravilhosa para conseguir dar alcance à sua criatividade e talento. Quando a gente testou o projeto Loon em Campo Maior (PI), na comunidade de Águas Frias, isso ficou muito claro. Você leva internet para eles, mesmo que por algumas horas, e isso já suficiente para aguçar a curiosidade. E eles se sentem empoderados para ir atrás das oportunidades e tomar conta do próprio destino. Você vê no sorriso e nos olhares, que os o horizontes se abrem e você sabe que a vida deles, daqui para a frente, vai ser diferente”, acrescenta.

Cultura da criatividade
A política do Google para seus funcionários é famosa no mundo todo pelo estímulo à criatividade. A maioria deles, por exemplo vai para o trabalho de bicicleta e cada um se veste do jeito que quiser. A ideia é fazer com que os engenheiros da empresa se sintam à vontade para criar as ferramentas que possam facilitar o dia a dia das pessoas no mundo todo.

A política de estímulo á criatividade do Google é famosa no mundo todo. A ideia éA ideia é fazer com que os engenheiros da empresa se sintam à vontade para criar as ferramentas que possam facilitar o dia a dia das pessoas no mundo todo.  Fotos: Ana Carolina Melo/ Blog do Planalto

A política de estímulo á criatividade do Google é famosa no mundo todo. A ideia é fazer com que os engenheiros da empresa se sintam à vontade para criar as ferramentas que  facilitam o dia a dia das pessoas. Fotos: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

Um deles é o engenheiro brasileiro, Mário Queiroz, um dos criadores do Chromecast, um acessório do tamanho de um pendrive capaz de “transformar” televisões convencionais em uma Smart TV. Funcionário do Google há dez anos, ele considera que a empresa possui o ambiente ideal para seus funcionários desenvolverem suas ideias, seu poder de inovação e seu potencial em engenharia. E afirma que, apesar da empresa ter se transformado muito, nos últimos anos, não perdeu sua filosofia inovadora.

“Uma coisa que não mudou na companhia, que eu gosto muito, é esse ambiente e essa filosofia de inovação. Essa filosofia de contratar as melhores pessoas, os melhores engenheiros e colocar as pessoas em um ambiente onde a inovação acontece em todos os níveis. Eu vi a companhia crescer, mas o fato dela ainda ter aquele espírito de inovação, de startup [que está começando], de companhia pequena, é algo que realmente traz muita satisfação. E, realmente, a combinação desses fatores torna este lugar muito especial”, destaca.

Mario também falou sobre como o forte investimento em tecnologia e inovação pode garantir oportunidades e mudar a perspectiva dos jovens no Brasil.

O investimento em tecnologia motiva a criação, leva a criação de produtos […]. Porque quando você tem essa possibilidade de ser um engenheiro e criar um produto novo, você vai querer estudar, melhores professores vão querer dar aulas nas universidades. E o jovem brasileiro vai ter então muito mais possibilidade de carreira, não só em termos financeiros, mas aquela que realmente traz satisfação. É isso que se faz com tecnologia aqui no Vale do Silício. As pessoas que trabalham em ambientes como esse realmente querem criar coisas grandes, resolver problemas grandes e melhorar a vida das pessoas no mundo todo”, acrescentou.

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 9:03   (Última atualização: 01/07/2015 às 16:09:35)

Presidenta Dilma visita Vale do Silício nesta quarta-feira em busca de parcerias em tecnologia

Brasil-EUA-2015Logo após cumprir sua agenda oficial nos Estados Unidos em Nova York e Washington, a presidenta Dilma Rousseff chega, nesta quarta-feira (1º), à Califórnia, ao chamado Vale do Silício. A região é uma das mais desenvolvidas do mundo no setor científico e tecnológico e sede de empresas – como o Google, a Apple e o Facebook– que revolucionaram, nos últimos anos, o modo como o homem se relaciona com a tecnologia.

Com a visita, o governo brasileiro pretende estimular a captação de investimentos para o Brasil e incentivar parcerias entre empresas brasileiras e norte-americanas, com foco no estímulo ao desenvolvimento da indústria da tecnologia e inovação no Brasil. Entre seus compromissos oficiais, a presidenta conhece a sede do Google, em Mountain View, a 100 km de São Francisco, onde se encontrará com o presidente-executivo da empresa, Eric Schmidt.

A presidenta Dilma conhece, nesta quarta-feira (1º), as instalações da sede do Google, em Mountain View, Califórnia. Fotos: Ana Carolina Melo/ Blog do Planalto

A presidenta Dilma conhece, nesta quarta-feira (1º), as instalações da sede do Google, em Mountain View, Califórnia (EUA). Fotos: Ana Carolina Melo/ Blog do Planalto

Importância do desenvolvimento tecnológico
Para explicar a importância do avanço tecnológico e do estímulo à inovação para o desenvolvimento do Brasil, o Blog do Planalto foi à sede do Google, na Califórnia, conversar com um dos principais executivos da empresa, o diretor de engenharia do Google para a América Latina, Berthier Ribeiro-Neto.

Em entrevista exclusiva, Berthier explicou que a criação da web criou uma era em que as pessoas podem se comunicar livremente e sem custos, o que resultou em uma escala de desenvolvimento tecnológico que permite que se criem empresas de grande valor muito rapidamente. Sendo assim, o engenheiro defendeu que investir em tecnologia é uma estratégia que pode impulsionar, em pouco tempo, o desenvolvimento do Brasil. “Eu não tenho dúvidas que desenvolver um setor tecnológico forte pode funcionar como uma mola para impulsionar o crescimento da economia brasileira”, ressaltou.

Nesse sentido, Berthier também destacou a influência direta que o desenvolvimento da tecnologia traz para a qualidade de vida das pessoas, ao resultar diretamente em conveniência e eficiência para o dia a dia dos seus usuários.

“Eficiência é importante porque ganhos de eficiência levam a ganhos de produtividade, o que se traduz em crescimento econômico. Além disso, o desenvolvimento do setor tecnológico permite a criação de empregos de alta qualidade que oferecem maiores salários. […] Se o Brasil quiser criar empregos de alta qualidade, boa remuneração e em grandes números, ele precisa desenvolver o setor tecnológico”, enfatizou.

E também destacou a importância e o potencial do mercado brasileiro de tecnologia, que possui hoje a quinta maior população conectada à internet do mundo. Além de anunciar a ampliação do escritório do Google no País, que tem sede em Belo Horizonte. Atualmente, o Brasil é o único país da América Latina onde o Google mantém um escritório de engenharia.

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 8:00  

Visita ao Complexo Google, almoço em Stanford e Centro de pesquisas da NASA

Agenda presidencial

Nesta quarta-feira (1º), a presidenta Dilma Rousseff encerra a agenda oficial nos Estados Unidos com compromissos em São Francisco, no estado da Califórnia.

Às 8h30, no horário local (4h a menos em relação a Brasília), Dilma terá encontro com a presidente da Universidade da Califórnia, Janet Napolitano. Em seguida, às 10h30, participa de reunião com o presidente executivo do Google, Erick Schmidt, e, em seguida, realiza visita ao complexo da empresa.

A presidente segue para a Universidade de Stanford, onde, a partir do meio-dia, irá se encontrar com a ex-secretária de Estado Condoleezza Rice, que, na sequência, oferece um almoço em homenagem à presidenta brasileira.

Às 14h está prevista uma reunião com o presidente do SRI International, Bill Jeffrey. Depois, por volta das 15h, a presidenta deve se reunir com empresários do setor aeroespacial.

O último compromisso previsto é uma visita ao Centro de Pesquisas da NASA, a agência espacial americana, por volta das 16h40. Depois, a presidenta embarca de volta ao Brasil.

*Agenda sujeita a alterações ao longo do dia. Para atualizações, acesse o Portal Planalto.

Terça-feira, 30 de junho de 2015 às 20:35   (Última atualização: 30/06/2015 às 21:28:26)

Brasil busca criar um novo ciclo de crescimento, afirma presidenta Dilma a empresários

Brasil-EUA-2015

O último compromisso da presidenta Dilma Rousseff em Washington nesta terça-feira (30) foi a Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos. Em seu discurso, a presidenta destacou o cenário favorável para investimentos em projetos estratégicos no Brasil, com o objetivo de dinamizar a atividade econômica no País.

30062015-_R0V7319-Editar

A presidenta falou a empresários brasileiros e americanos sobre as oportunidades de investimentos no País durante Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos em Washington. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

 

A presidenta salientou que os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, alcançando US$ 62 bilhões em movimentação no ano passado e registrando um crescimento de 75% nos últimos dez anos. Mas destacou que é preciso avançar e o governo vai garantir medidas para impulsionar ainda mais as relações comerciais com americanos e outros países interessados em investir no Brasil. Segundo a presidenta, os esforços incluem ajustes fiscais necessários e uma agenda que ela considera “estrutural”, incluindo a melhora do ambiente de negócios e a simplificação tributária, como no caso do PIS/Cofins, cuja proposta de revisão será encaminhada ao Congresso Nacional.

“Essa combinação será a chave da maior previsibilidade, da maior produtividade, na economia brasileira. E a expansão do nosso comércio exterior, incluindo o de bens manufaturados, é algo muito importante para o país, onde temos indústrias com grande capacidade de produção e de exportação”, disse a presidenta.

Dilma também destacou ações recentes, como o Programa de Investimentos em Logística (PIL) e o Plano Nacional de Exportações (PNE), que devem impulsionar a competitividade brasileira.

“O PNE busca transformar o comércio exterior em um vetor ainda mais importante de crescimento da nossa economia”, afirmou, acrescentando:  “os projetos do PIL têm por objetivo ampliar a competitividade do país, reduzindo custos e facilitando fluxo de mercadorias e pessoas. São projetos que vão beneficiar estados e municípios e terão impacto muito positivo sobre todos os brasileiros”, garantiu.

A presidenta falou aos empresários sobre o avanço das discussões com o presidente americano Barack Obama para cooperação em áreas como ciência, tecnologia, educação, que, segundo ela, marca uma nova etapa na trajetória de relacionamento entre Brasil e Estados Unidos. “Temos de retomar a cooperação em temas tradicionais e a construção de novas agendas. Em grandes áreas de importância para nosso empresariado e com consequências para nossa população e sociedades. O Brasil e os Estados Unidos já contam com relacionamento econômico e comercial maduro e sofisticado”, afirmou.

Confira a íntegra

Tweets

Instagram

Por e-mail

Receba os artigos do Blog do Planalto diariamente por e-mail preenchendo os campos abaixo:

Digite o seu e-mail:


Um e-mail de confirmação do FeedBurner&trade será enviado para você! Confirme no link que será enviado para o seu e-mail para receber os últimos artigos do Blog do Planalto.

-