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Quinta-feira, 17 de março de 2016 às 12:34

‘Os golpes começam assim’, diz Dilma sobre grampo em conversa com Lula

Dilma defende Estado de direito

Dilma: “Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, de métodos escusos de práticas criticadas, viola garantias constitucionais, viola direitos dos cidadãos e abre precedentes gravíssimos”. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff defendeu, nesta quinta-feira (17), o Estado de direito, o respeito à Constituição e aos direitos civis de todos os brasileiros, inclusive de quem ocupa a presidência da República. E questionou o objetivo e a legalidade da exaustiva divulgação do grampo telefônico de uma conversa entre ela e o ex-presidente Lula, ocorrida ontem. As afirmações foram feitas durante cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva; dos ministros da Justiça, Eugênio Aragão; da Secretaria de Aviação Civil, Mauro Lopes; e do chefe de Gabinete Pessoal da Presidência da República, Jaques Wagner.

Ela garantiu que não vai recuar e pediu a mais absoluta apuração dos fatos acontecidos ontem. “Convulsionar a sociedade brasileira em cima de inverdades, de métodos escusos de práticas criticadas, viola princípios e garantias constitucionais, viola os direitos dos cidadãos e abre precedentes gravíssimos. Os golpes começam assim”.

Por conta do episódio, Dilma recordou que, desde 2014, o governo de conviver com tentativas golpistas. “Juntos, nós todos aqui presentes, todos os minitros do govenro, toda nossa base social, nós teremos mais forças de superar as armadilhas que jogam no nosso caminho, àqueles que desde a eleição de 2014 tentaram paralisar meu governo, me impedir de governar ou me tirar o mandato de forma golpista”.

O Brasil não pode se tornar submisso a uma conjuração que invade as prerrogativas constitucionais da Presidência da República, alertou Dilma. Não porque a presidenta da República seja diferente dos outros cidadãos e cidadãs. “Mas porque se ferem as prerrogativas da Presidência da República, o que farão com as prerrogativas dos cidadãos?”

A presidenta disse ainda que é preciso combater o ambiente de paralisia no País. “Não interessa aos brasileiros um ambiente que paralise o País, que impede o funcionamento normal das instituições”.

Ela lamentou que teor do diálogo com o ex-presidente Lula tenha sido divulgado de forma desvirtuada e repudiou integralmente essas versões deturpadas da conversa. “Mudaram os tempos dos verbos. Mudaram [a expressão] ‘a gente’ para ‘eles’. Ocultaram – e eu estou guardando a assinatura desse termo de posse como uma prova – que o que fomos buscar no aeroporto era essa assinatura do presidente Lula, mas não tem a minha assinatura. E, portanto, isto não é posse. (…) Porque o presidente Lula, por ter algum problema pessoal para voltar a Brasília hoje, uma vez que a dona Marisa não está bem, não viria. (…) Esse documento foi distribuído ontem para toda a imprensa, quando percebemos que era disso que se tratava”.

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