Quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 às 15:30
O combate ao aquecimento global exige compromissos sérios e concretos por parte de todos os países
O papel do Brasil de liderança entre os países em desenvolvimento, a reunião das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o combate à pobreza, o desmatamento na Amazônia, a exploração do petróleo na camada pré-sal e a diferença de estilos entres o presidentes Lula e Hugo Chávez (Venezuela) foram alguns pontos da entrevista exclusiva, concedida por escrito, pelo presidente Lula aos jornais Politiken (Dinamarca) e Dagbladet (Noruega), publicada nesta quinta-feira (17/12).
Lula diz-se muito feliz em participar da conferência em Copenhague. Ele retorna à cidade dinamarquesa após a vitória brasileira na reunião do COI que escolheu o Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos em 2016.
“Copenhague para mim é sinônimo de felicidade, porque foi aí que vivi um dos momentos mais emocionantes de toda a minha vida, com a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Mas o momento de euforia já passou e há várias semanas começamos o trabalho de preparação para receber os Jogos. A questão do combate ao narcotráfico e ao crime organizado na cidade, que não é um problema exclusivo do Rio ou do Brasil, está entre os temas que merecem nossa atenção. Sempre reconhecemos a existência dele ao longo da campanha, e o Comitê Olímpico Internacional aprovou as formas inovadoras que o governo do Rio está adotando para enfrentar a violência. Essas formas, que têm o apoio do governo federal, não se limitam à repressão policial, e procuram levar cidadania e serviços públicos aos moradores das comunidades pobres ameaçadas pelo narcotráfico. As Olimpíadas darão outro impulso a esse esforço porque têm um apelo poderoso que motivará a juventude a buscar a inclusão social também por meio do esporte.”
Leia aqui a íntegra da entrevista.
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