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Terça-feira, 26 de janeiro de 2016 às 11:30

Na pauta de Dilma e Correa, o eixo que vai ligar o Pacífico Equatoriano a Manaus

Viagens internacionaisA principal pauta que será tratada na reunião desta terça-feira (26) entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente equatoriano, Rafael Correa, em Quito, capital do Equador, é o projeto Eixo Multimodal Mantas-Manaus, que vai ligar o Pacífico Equatoriano com a Amazônia Brasileira por meio de portos e rodovias. No dia seguinte, a presidenta vai participar da IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O Eixo Manta-Manaus pretende unir essas duas cidades com o objetivo de melhorar as relações comerciais dentro da América do Sul, além de ser uma alternativa ao Canal do Panamá para o comércio com a Ásia.

“Há, na perspectiva equatoriana e brasileira, uma possibilidade grande de integração de cadeias produtivas da Amazônia ocidental brasileira com toda a produção e o mercado do Equador, do Peru e da Colômbia também”, disse o embaixador do Brasil no Equador, Carlos Alfredo Lazary Teixeira.

O embaixador do Brasil no Equador, Carlos Alfredo Lazary, acredita que o encontro entre os dois presidentes estimulam o diálogo em todos os níveis de integração. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

O embaixador do Brasil no Equador, Carlos Alfredo Lazary, acredita que o encontro entre os dois presidentes estimulam o diálogo em todos os níveis de integração. Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

Segundo o embaixador, o eixo tem seu planejamento consolidado e é o único projeto entre o Brasil e Equador que está entre os prioritários do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan) da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

Além do Eixo Multimodal Manta-Manaus, a pauta da reunião entre os dois presidentes inclui também temas como comércio, investimentos, educação, ciência, tecnologia e inovação, entre outros. Para o embaixador Carlos Alfredo, o encontro é muito importante porque vai consolidar as conquistas já alcançadas entre os dois países e também projetar novos caminhos.

“O diálogo presidencial estimula o diálogo em todos os níveis, não só no poder Executivo, mas também nos legislativos e judiciários, e entre toda a sociedade dos dois países. Esse diálogo gera cooperação e aproximação”.

O encontro entre Dilma e Correa será no Palácio de Carondelet, localizado no centro histórico da capital equatoriana. Foto: Rafael Carlota/PR

O encontro entre Dilma e Correa será no Palácio de Carondelet, localizado no centro histórico da capital equatoriana. Foto: Rafael Carlota/PR

Balança Comercial
Em 2015, a balança comercial entre os dois países foi de U$ 783 milhões. As exportações brasileiras somaram US$ 665 milhões, enquanto o Equador exportou produtos no total de US$ 118 milhões.

“Há um desbalanço em favor do Brasil que está pouco a pouco diminuindo e o nosso desafio é diversificar essa pauta e fazer com que ela tenha mais qualidade, que tenha mais produtos com valor agregado, como manufaturados”, comentou o embaixador Lazary.

Os principais produtos exportados pelo Brasil para o Equador são manufaturados, como automóveis, plástico, aço e máquinas mecânicas. Do lado equatoriano, os produtos de bens primários, como carne, cacau, açúcar e madeira, dominam as exportações para o Brasil.

Cooperação Técnica
Na área de cooperação técnica há um caminho percorrido entre os dois países. São sete projetos em execução e cinco em negociação em varias áreas: agricultura, saúde, telecomunicações, gestão pública e, principalmente, desenvolvimento social.

“Há um grande interesse do Equador pelas conquistas do Brasil nos últimos anos em matéria de inclusão social”, afirma o embaixador.

Segundo ele, o governo equatoriano está tentando implantar, com o apoio do Brasil, o Programa Farmácia Popular, para ampliar o acesso aos medicamentos contra as doenças mais comuns entre os cidadãos.

No campo da agricultura, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está ajudando os equatorianos com diversas tecnologias agrícolas, como manejo de ecossistemas, zoneamento territorial, desenvolvimento e comercialização de produtos, capacitação técnica dos pequenos agricultores e programas de agricultura familiar.

“É uma cooperação muito rica. A gente tem muito caminho pela frente. Pretendemos, com o reforço importante da visita da presidenta, avançar cada vez mais essa cooperação”, diz Lazary.

 

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