Terça-feira, 16 de março de 2010 às 7:30
Museu do Holocausto: visita obrigatória para quem quer dirigir uma nação
Presidente Lula durante visita ao Museu do Holocausto (Yad Vashem), em Jerusalém. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Todos que querem dirigir uma nação deveriam visitar o Museu do Holocausto, em Jerusalém (Israel), para saber o que pode acontecer quando a irracionalidade toma conta do ser humano, afirmou o presidente Lula após conhecer o lugar na manhã desta terça-feira (16/3) – horário local, cinco horas a mais do que o de Brasília. Acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, ministros e empresários, Lula percorreu os corredores do novo museu, inaugurado em 2005, ouvindo atentamente às explicações do guia, que contava algumas das histórias de horror vividas pelos judeus da Europa durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). “O Holocausto e a escravidão foram grandes crimes da humanidade”, comentou Lula ao diretor do Conselho Deliberativo do Museu, o rabino Israel Meir Lau, que acompanhou toda a visita ao lado do presidente brasileiro.
Levo ao Brasil a certeza do que pode acontecer quando a irracionalidade toma conta do ser humano. Não podemos permitir que se repita algo como o Holocausto. E temos que repetir quantas vezes forem necessárias: nunca mais, nunca mais.
Veja aqui algumas fotos do Museu do Holocausto de Jerusalém.
Ao final de sua visita ao Museu do Holocausto em Jerusalém, o presidente Lula depositou uma coroa de flores na lápide de pedra que contém cinzas das vítimas dos campos de concentração nazistas. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula e dona Marisa Letícia foram recebidos no Pavilhão da Memória do museu pelo presidente de Israel, Shimon Peres, e o presidente brasileiro colocou uma coroa de flores uma lápide de pedra que contém cinzas de vítimas dos campos de concentração nazistas de Dachau, Auschwitz-Birkenau, Buchenwald e Treblinka, entre outros.
Após a visita ao Museu do Holocausto, Lula seguiu com sua comitiva para a Floresta das Nações, no Bosque de Jerusalém, para plantar uma oliveira (símbolo da paz em Israel), e observou que Jerusalém está mais arborizada, aproveitando a ocasião para lembrar que o Brasil assumiu um importante compromisso de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% até 2020. Ao final da cerimônia, convidou todos os presentes a retornarem ao local em alguns anos para colher as primeiras azeitonas da oliveira recém plantada.












