Sexta-feira, 14 de novembro de 2014 às 14:00
Minha Casa, Minha Vida formalizou empresas e ajudará construção a crescer em 2015, diz CBIC
O presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, diz que o programa Minha Casa, Minha Vida foi fundamental para a formalização das empresas que atuam na área de habitação popular. Martins defende também que o MCMV passe a ser considerado uma política de Estado, e não de governo, para evitar a descontinuidade. Para ele, o programa continuará a ser o grande indutor de crescimento da construção civil em 2015. Leia mais na entrevista abaixo.

Obras do Minha Casa Minha Vida em Santa Maria, Distrito Federal (DF). Foto: divulgação/PAC.
Qual a expectativa do mercado da construção civil para 2015? A inclusão de 350 mil unidades no Minha Casa, Minha Vida deve ajudar no crescimento do setor?
O programa deve ajudar no crescimento da construção civil, sem dúvida. É muito importante a garantia de que possamos iniciar janeiro contratando no Minha Casa, Minha Vida. Estimula porque não haverá descontinuidade. O que precisa ser feito são os novos parâmetros para o mercado em 2015, seja o limite dos valores (faixas de renda), a forma de atuação nas regiões do país e a situação dos municípios que atingiram a meta de contratação. Se for parametrizado rapidamente, 2015 será um ano exitoso para o Minha Casa, Minha Vida.
Como a indústria avalia as contribuições da habitação popular para o mercado?
Hoje, existem 500 mil trabalhadores com emprego direto ligado a esse programa. Quando tenho um universo de 3,5 milhões de trabalhadores, na construção civil, com carteira assinada, dá para ver o grau de importância. Antes, 87% eram autogestão. O Minha Casa, Minha Vida contribuiu para a formalização. Aí, você tem qualidade melhor, prazos compatíveis, formalidade, documentação, financiamento, tudo organizado.
O que a indústria tem feito para melhorar a produtividade?
Investimento e capacitação. Capacitando melhor, o trabalhador se torna mais produtivo, tem salário melhor e fica mais satisfeito. Investir em equipamentos melhora as condições de trabalho. É muito melhor um trabalhador usar uma empilhadeira do que carregar um saco de cimento. Mas uma empilhadeira não se paga em uma obra. Por isso, na parte de tecnologia, a continuidade do programa é vital.
O senhor defende a tese de que habitação popular deveria ser política de Estado?
É uma questão de sobrevivência do programa Minha Casa, Minha Vida ser enquadrado como uma política de Estado e não de governo. Os governos podem ajustá-lo. Cada dia mais, a habitação de interesse social demanda tecnologia. O custo tem que ser reduzido, a produtividade aumentada e a qualidade do imóvel melhor. Tem que incorporar tecnologia. Para isso, é preciso garantia de sequência.
Com informações da Agência Caixa de Notícias.
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