Sábado, 1 de maio de 2010 às 13:17
“Meu coração pensa o povo brasileiro”
Comemorando as previsões de que o Brasil chegará este ano à marca de 14,5 milhões de novos postos de trabalho criados em sua gestão, o presidente Lula afirmou neste sábado (1/5) ter ficado feliz ao ver a revista americana Time o eleger uma das pessoas mais influentes do mundo. “A elite (brasileira) dizia que eu não falava inglês, mas meu coração pensa brasileiro, meu coração pensa o povo brasileiro”, disse ele durante comemoração promovida pela Força Sindical e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), em São Paulo, em homenagem ao Dia do Trabalhador.
Veja aqui o infográfico que preparamos sobre a criação de empregos no Brasil nos últimos sete anos.
Perante milhares de trabalhadores reunidos na praça Campo de Bagatelle, no bairro de Santana, Lula afirmou ainda que a elite fica ofendida “quando o Le Monde (jornal francês) e o El País (jornal espanhol) me escolhem Homem do Ano, quando negociamos a paz em Israel, quando vou ao Irã. Mas esse País é soberano, é um povo feito de homens e mulheres que andam de cabeça erguida e nós que decidimos onde vamos”.
Ouça aqui a íntegra do discurso:
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O presidente lembrou que, faltando oito meses para terminar o seu mandato, não poderia ser criticado por fazer da solenidade um ato político: “eu fui um dirigente sindical importante desse País nos anos 70, participei e organizei as greves na época que a inflação era de 80% ao ano, no tempo em que se fazia greve e não se recebia absolutamente nada na volta ao trabalho. Nos meus 7 anos de governo, é com orgulho que olho cada trabalhador e dirigente sindical e digo que nos anos do meu governo, 90% dos reajustes salariais foram aumento real para a classe trabalhadora”.
Em seu discurso Lula também falou da crise econômica mundial de 2008, que demitiu 7 milhões trabalhadores nos Estados Unidos e Europa. Ele caracterizou aquele momento como ato da especulação financeira de banqueiros que, deveriam ter investido em trabalho, como foi feito no Brasil.
O Brasil foi o último (País) a entrar na crise e o primeiro a sair. Quem sustentou a economia brasileira foi o povo, não os banqueiros. Eu pedi para o povo consumir, senão o comércio não ia vender, a crise ia aumentar e o Brasil, que só era conhecido no mundo por causa do Carnaval no Rio de Janeiro, dos meninos e meninas de rua mortos e do futebol, hoje é respeitado porque é exemplo de controle do sistema financeiro.
Da sua época de sindicalista, o presidente lembrou da reivindicação por um salário minimo de US$ 100 -- hoje está em US$ 300 dólares. “Já aumentamos o salário mínimo em 74% e vamos continuar a política de aumento”, disse.
Ao término de seu discurso, Lula disse estar com a cabeça erguida neste 1º de maio “porque eu vou mandar registrar em cartório as realizações do meu governo, para entregar à imprensa, à universidade, aos sindicatos e aos políticos para que quem vier depois de mim saiba que tem de fazer mais e melhor, porque não pensem que por conta das eleições eu vou deixar o Brasil afundar. Eu aprendi a minha seriedade no movimento sindical, a irresponsabilidade fiscal não volta mais para esse País. Vamos fazer o Brasil ser a quinta economia do mundo até 2016”.











