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Terça-feira, 15 de setembro de 2015 às 23:07

Medidas adicionais permitirão equilibrar economia sem mexer em programa social, garante Levy

O objetivo das medidas adicionais ao Ajuste Fiscal do governo têm como objetivo o reequilíbrio na economia, permitindo que o Brasil volte a crescer e criar mais empregos, reafirmou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em entrevista à TV NBR na noite desta terça-feira (15). Ele explicou que as medidas foram desenhadas de maneira que possam alcançar seu objetivo sem alterar “em nada” os direitos das pessoas.

Estamos enfrentando os problemas sem abandonar as coisas que são essenciais para o Brasil. Para o Minha Casa Minha Vida estão previstos R$ 11 bilhões em 2016, mais R$ 4 bilhões do FGTS, disse o ministro. Foto:

Estamos enfrentando problemas sem abandonar o essencial para o Brasil; são  R$ 11 bilhões para o Minha Casa Minha Vida em 2016, mais R$ 4 bilhões do FGTS, disse o ministro. Foto: Valter Campanato/ABr

“Sem a gente mexer no salário mínimo, sem a gente mexer em programa social, enfim, mantendo todas as conquistas”, afirmou. “Tem cortes, mas em áreas que não vão afetar os direitos, não vão afetar os principais programas sociais. A gente conseguindo enfrentar os problemas sem abandonar as coisas que são essenciais e que o Brasil e o governo conquistaram nos últimos anos”. Uma mostra disso é que no Orçamento para 2016 estão previstos R$ 11 bilhões para o Minha Casa Minha Vida, mais R$ 4 bilhões do FGTS. “Nunca se investiu tanto na construção de casas populares como agora”.

O ministro apontou também o papel fundamental do Congresso para que as propostas do governo surtam o efeito necessário. “Só vão virar lei se forem votadas. Então, tem o papel fundamental do Congresso para a gente poder voltar a crescer, para a gente ter estabilidade na despesa, a inflação continuar caindo, para 2016 ser um ano de baixa inflação e crescimento melhor”.

Para isso, o governo atuará junto ao Legislativo, como na Comissão Mista de Orçamento, para explicar todos os detalhes das medidas propostas. “De tal maneira que até o final do ano esteja tudo acertado, e a gente comece 2016 com a segurança”.

E lembrou que outras medidas para contingenciamento das despesas estão em curso, como adiamento do aumento salarial para o funcionalismo público, limitação de gastos para todos os órgãos, além da Reforma Administrativa que será anunciada na próxima semana.

Ambiente econômico internacional
Perguntado sobre as condições internacionais, o ministro falou sobre a mudança de cenário com o fim do superciclo das commodities e disse que são necessárias mudanças estruturais. E salientou que por isso também faz parte da estratégia do governo fazer acertos de médio e longo prazo para essa nova economia, para que o Brasil se torne competitivo em um novo ambiente.

“Aí inclui várias áreas: facilitar o investimento, educação, melhorar a qualidade da saúde… Você tem a Previdência Social [com] problemas que são imediatos e problemas que vão crescendo ao longo do tempo. Então, você tem que votar a reforma da Previdência, que protejam os direitos, mas com ela mais mais forte ainda para frente”.

E com isso, ele reafirmou que é fundamental ter a casa em ordem, “você ter essa parte fiscal em ordem. Então, o que a gente fez ontem foi exatamente criar as condições para a gente sair desse momento, que é um momento de travessia, difícil, para conseguir chegar lá onde a gente quer, em segurança. Para poder superar essa grande mexida da economia mundial para o Brasil ser vencedor”.

CPMF
Sobre a recriação temporária da CPMF, Levy ponderou que todo mundo diz que a contribuição “é muito horrível, os políticos não gostam”. Mas ele demonstrou que a medida escolhida pelo governo para manter saudável a Previdência Social é bastante transparente e atinge a todos com igualdade. Também ressaltou que é mais fácil de cobrar e todo mundo paga, “rico, pobre, qualquer pessoa, todas as empresas”. E além disso não causa pressão inflacionária.

“Na verdade é um imposto pequenininho. Dois milésimos, né? Se Você for comprar alguma coisa que custa R$ 10, você vai pagar R$ 0,02. Você vai comprar um passagem para viajar, se for R$ 100, você vai pagar R$ 0,20”, exemplificou evidenciando como o impacto para cada um é mínimo. “Mas isso acaba trazendo dinheiro suficiente para gente garantir o pagamento das aposentadorias”.

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