Segunda-feira, 26 de abril de 2010 às 18:57
Mais do que acordos econômicos, Cúpula celebra soberania dos países da região
Mais do que celebrar acordos econômicos e boas perspectivas de negócios, a Cúpula Brasil-Comunidade do Caribe (Caricom) é importante para celebrar a autoafirmação da soberania dos países da região e o fortalecimento da democracia no continente. “O menor país que participa da Caricom, o que tem 50 mil habitantes, tem o mesmo direito que tem o maior país do mundo em população, que é a China, ou o maior país economicamente falando, que são os Estados Unidos”, afirmou o presidente Lula em sua declaração à imprensa, ao final do encontro realizado nesta segunda-feira (26/4) no Palácio Itamaraty, em Brasília.
O presidente brasileiro reafirmou a necessidade do Brasil atuar firmemente pelo desenvolvimento da América Latina, principalmente em áreas como desenvolvimento agrícola, saúde, segurança alimentar e pesquisa energética, porque não interessa aos brasileiros ter um País forte economicamente sem que seus vizinhos também sejam. “Nos interessa crescer juntos”, disse ele. Lembrou ainda que o Brasil caminha para se tornar uma grande potência econômica e, com os acordos assinados hoje poderá ajudar e muitos os países da Comunidade do Caribe.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente:
Antes do discurso do presidente Lula, o primeiro-ministro de Dominica Roosevelt Skerrit fez questão de afirmar que todos os líderes caribenhos presentes estavam tristes por saber que aquele seria o último encontro com Lula. “Mas não tenha dúvidas de que o seu legado, a sua voz e os seus pontos de vista sempre serão ouvidos em todo o mundo, porque o nome ‘Lula’ se tornou conhecido por todos, um nome associado a um homem que luta continuamente pelos trabalhadores”, disse Skerrit. O representante de Dominica afirmou ainda que Lula “trouxe uma sensação de liderança equilibrada para muitas regiões do mundo”.
Lula tranquilizou o primeiro-ministro de Dominica: “Mesmo eu não estando mais na Presidência, fique tranquilo que eu vou continuar fazendo política. Porque eu nasci político e vou morrer político.”











