Sexta-feira, 12 de março de 2010 às 21:20
Henrique Meirelles: Remédio contra crise foi eficiente sem causar efeito colateral
O crescimento brasileiro nos últimos anos tem sido forte e equilibrado, e para manter esse ritmo em 2010, o Banco Central continuará atento, atuando para manter a inflação baixa e garantir melhores condições econômicas e sociais ao País, afirmou o presidente da instituição Henrique Meirelles no 11º programa da série 7 Anos em 7 Minutos que publicamos nesta sexta-feira (12/3)
Para Meirelles, o Brasil já é o País do presente, reconhecido internacionalmente como uma das potências emergentes, graças ao árduo trabalho dos últimos sete anos “para resolver os problemas da economia brasileira, crescer mais e com isso gerar aumento de arrecadação pública para financiar as políticas sociais e o aumento do investimento do governo Lula”.
Se antes o Brasil devia ao FMI e a países ricos, hoje somos credores em relação ao mundo, com mais créditos do que dívidas no exterior, afirmou Meirelles, lembrando que para evitar uma crise de crédito, como a que atingiu outros países do mundo, o Banco Central impôs regras firmes e assim o Brasil se saiu bem na crise financeira mundial do ano passado.
Os remédios foram eficientes sem causar efeitos colaterais, as medidas do Banco Central para normalizar o sistema de crédito foram rápidas e precisas, ampliando a disponibilidade de recursos para serem emprestados, e isso sem recursos públicos como foi feito no exterior.
Pelo sétimo ano consecutivo o País manteve a inflação sob controle -- próximo a 4,5% em 2009 -, tem um salário mínimo com maior poder de compra e a menor taxa de juros da história brasileira, lembrou o presidente do Banco Central. Além disso, houve melhora no emprego e renda da população e queda consistente da pobreza.
Entre 2003 e 2009 o total de salários pagos aos trabalhadores cresceu 31% em termos reais, isso quer dizer aumento da renda e renda melhor distribuída, com redução das disparidades econômicas. E isso ajuda a economia também, pois temos um número maior de pessoas para consumir mais alimentos, moradias, eletrodomésticos, automóveis e serviços.
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