Sexta-feira, 16 de abril de 2010 às 18:18
Governança global mais representativa e transparente é tema de artigo de Lula
O presidente Lula defendeu a governança global mais representativa e transparente no artigo intitulado “Os BRIC: Pensando o Futuro”, publicado hoje (16/04), no Jornal O Estado de São Paulo.
“O grupo BRIC nasceu há dez anos como uma mera sigla. Identificava um grupo de países que começava a transformar a realidade global.
Essas mudanças começam pelo fato de que, juntos, Brasil, Rússia, Índia e China já contribuem com 15% do PIB mundial. Somos países onde tudo é em grande escala. Representamos quase metade da população mundial, 20% da superfície terrestre e possuímos recursos naturais abundantes.
Somos, sobretudo, nações conscientes de nosso potencial como agentes de renovação. Por isso, os BRIC já não são apenas um conjunto de letras. São uma referência incontornável na tomada das principais decisões internacionais. Estamos unindo esforços e coordenando posições para propor uma discussão mais transparente e democrática dos desafios que defrontam a humanidade como um todo.”
No texto, também foram abordados temas globais, como segurança alimentar, energia e mudança climática.
“Em nenhum tema o impasse negociador é tão grave quanto na questão ambiental. Por isso, os BRIC estão empenhados em ajudar a fechar o acordo que faltou em Copenhague. Reduzir os gases de efeito estufa e manter o crescimento robusto nos países em desenvolvimento requer que todos façam sua parte, como vêm demonstrando o BRIC com iniciativas ambiciosas para mitigar suas emissões.
Por isso, os grandes poluidores históricos têm um encargo especial. O equilíbrio que o Protocolo de Quioto estabelece é indispensável para podermos avançar juntos.
(…)
Dependemos cada vez mais uns dos outros. É imprescindível forjar uma governança global mais representativa e transparente, capaz de inspirar unidade de propósito e revitalizar a vontade coletiva em busca de soluções consensuais. Os BRIC cumprirão com suas responsabilidades nessa caminhada.”
Clique aqui para ler a íntegra do texto.
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