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Sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016 às 18:10

Estratégia é integrar tecnologias para combater o mosquito, afirma diretor da Moscamed

Selo ZikaO diretor-presidente da biofábrica Moscamed, Jair Fernandes Virgínio, disse à presidenta Dilma Rousseff, nesta sexta-feira (19), que principal estratégia contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, malária, zika e chikungunya, é integrar as diferentes tecnologias que estão sendo desenvolvidas para reduzir a multiplicação do inseto.

“O que nós temos dito hoje, presidenta, é uma coisa muito importante. Ninguém pode dizer que somente ele tem a tecnologia capaz de resolver o problema. É um conjunto de ferramentas, cujo somatório dará, indiscutivelmente, uma contribuição à redução dessa população [de mosquitos]”.

As afirmações foram feitas durante a visita da presidenta Dilma Rousseff às instalações da biofábrica, situada em Juazeiro (BA), na região norte da Bahia. A Moscamed Brasil é a primeira a produzir mosquitos transgênicos do Aedes aegypti no mundo, sendo reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pelo Ministério da Saúde (MS) e pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

No local, a presidenta Dilma conheceu os processos de radiação, que torna os mosquitos estéreis, a criação de mosquitos transgênicos – que tem o mesmo propósito, de torna-los estéreis, e a inoculação de bactérias no intestino do inseto, o que provoca a contaminação e doenças em outros mosquitos que venha a ter contato com ele, reduzindo desta forma a população de Aedes aegypti.

Os mosquitos estéreis, ao cruzarem com as fêmeas, que produzem de 400 a 500 ovos a cada cópula, não são capazes de gerar filhotes, ou seja, 500 novos mosquitos deixam de nascer. Na fábrica, a presidenta circulou entre prateleiras onde havia copinhos de plástico e bandejas com uma massa granulada preta, contendo milhões de ovos do mosquito modificado. Examinou as larvas no microscópio e ouviu explicações de técnicos da planta.

Jair Fernandes Virgínio falou também sobre o desenvolvimento de vacinas e a criação de peixes, como a tilápia, que se alimentam das larvas do mosquito. E relatou que o Ministério da Saúde tem apostado em três grandes linhas para se trabalhar com a recente ameaça do vírus zika: “Primeiro, conhecer o vírus, o do zika, que é a grande dor de cabeça para os pesquisadores, controlar o vetor da dengue e ajudar, apoiar as famílias que porventura estão enfrentando esses problemas”.

Nesse sentido, ressaltou que a principal contribuição de biofábricas, como a Moscamed, se dá na fase de controle do vetor da dengue e das outras doenças transmitidas pelo Aedes. Mas alertou que o principal é o controle, por parte da população, da maioria dos criadouros de mosquitos, que se concentram nas residências.

“Nossa especialidade é a entomologia, que cuida dos insetos. É nessa área que nós estamos avançando. Mas a ideia é apoiar fortemente a questão da educação sanitária. A população precisa compreender que a responsabilidade maior, de fato, é dela. Porque é dentro da casa que as coisas acontecem”, ressaltou.

Aumento da produção
O diretor-presidente contou que a implantação da biofábrica na Bahia recebeu recursos do governo do Estado, da Financiadora de Estudos e Projetos e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

No momento, a fábrica está trabalhando para ser reconhecida como colaboradora da Agência Internacional de Energia Atômica. Segundo Virgínio, na próxima semana, representantes da agência estarão na Moscamed para tratar da doação de um irradiador atômico, que permitirá ampliar a produção de mosquitos estéreis, dos atuais 4 milhões por semana para 12 milhões de insetos por semana. Hoje, a fábrica utiliza equipamentos de Raio X.

Outro desafio é a liberação de uma quantidade tão grande de mosquitos estéreis no ambiente, o que poderia ser agilizado, segundo o diretor-presidente, com o uso aviões do tipo usado para a pulverização de inseticidas. Virgínio esteve recentemente nos Estados Unidos e disse que a técnica de liberação dos mosquitos foi utilizada com sucesso, de forma experimental, na Flórida.

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