Quinta-feira, 24 de setembro de 2009 às 15:55
Estatuto da Igualdade Racial: o avanço do possível
O Estatuto da Igualdade Racial é um grande avanço e, a partir dele, o Estado não apenas reconhece que há desigualdades no País, mas busca também orientar ações para a superação do problema. A avaliação é do ministro da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, que conversou com o Blog do Planalto.
Segundo o ministro, o que importa nas negociações políticas não é o ideal, mas sim o que é possível: “E o que é possível é sempre o melhor”, afirmou, ressaltando a relevância do Estatuto na garantia de direitos das populações:
“No entender da Constituição nós não somos um País de iguais. E por não sermos um País de iguais, cabe ao Estado atuar no campo da superação da desigualdade”.
Para Edson Santos, o Estatuto dá ênfase às ações voltadas para a população negra, mas é importante reconhecer o esforço do governo de incluir na esfera pública todas as populações que sofrem com a desigualdade. Ele lembra que, pela primeira vez na história, os ciganos foram incluídos nas discussões políticas. Confira:
De acordo com Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de Entidades Negras, a aprovação do estatuto foi um “salto positivo na direção das nossas conquistas”. Ele lamenta que o documento não seja o “estatuto dos nossos sonhos”, mas destaca a importância da sua aprovação no intuito de seguir a luta para se conquistar as reivindicações da população negra:
Conversamos também com a presidente da Fundação Santa Sara Kali e conselheira nacional da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Miriam Stanescon. Ela comemora que a comunidade cigana está saindo da invisibilidade:
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