Segunda-feira, 5 de julho de 2010 às 20:00
Embraer busca ampliar mercado no continente africano
Com a participação do presidente Lula como garoto propaganda, a Embraer tenta ampliar participação no mercado de aeronaves no continente africano. Nesta segunda-feira (5/7), antes do embarque para Nairóbi (Quênia) Lula convidou o presidente de Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, para que conhecesse o modelo Embraer 190, utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte de empresários e jornalistas que acompanham a comitiva brasileira. No hall do Aeroporto Internacional de Malabo, Lula e Mbasogo conversaram com o diretor da Embraer Antonio Carlos Neubarth que explicou sobre os modelos Embraer 190 e o Super-tucano, este último sendo negociado com o governo de Guiné Equatorial para uso das Forças Armadas do país africano.
Neubarth conversou com o Blog do Planalto, oportunidade em que confirmou o plano da empresa brasileira em ampliar participação do mercado africano. Além dos Super-tucano, na visita a Malabo foi iniciado o processo de negociação da venda de aeronaves para a companhia aérea CEIBA. O executivo acredita que conseguirá fechar bons negócios com as empresas e governos dos países visitados pelo presidente Lula. Segundo ele, um equipamento da Embraer já opera para uma companhia aérea do Quênia.
A aposta do presidente Lula é aumentar o fluxo comercial com a África. Para isso, na visita a Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul (ver programação aqui), o presidente se faz acompanhar de uma delegação composta por empresários dos setores da construção civil, alimentos e aviação. Antes de deixar Malabo, Lula participou de almoço oferecido pelo governo gineense. No discurso, ele dêu ênfase à aposta dos dois países na cooperação solidária. Segundo destacou, a viagem oficial é desdobramento da visita de Mbasogo feita ao Brasil nos anos de 2006 e 2008.
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula:
Lula destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e anunciou que irá estabelecer um Centro Brasileiro-Africano de excelência em bionergia, com estrutura e alcance regional. “Sabemos que não há agricultura forte sem uma agricultura familiar robusta. A Guiné pode reproduzir a experiência brasileira com políticas públicas voltadas para o pequeno e médio agricultor rural”, afirmou.
Sobre o comércio bilateral, o presidente brasileiro assegurou que há “um potencial extraordiário” de crescimento em conjunto. Prova disso, conforme explicou, é que entre os anos de 2002 e 2008 o fluxo comercial passou de US$ 7 milhões para US$ 411 milhões. Lula acredita que a partir da criação da comissão mista Brasil-Guiné Equatorial, estabelecida nesta segunda-feira (5/7), “nosso intercâmbio avançará mais ainda”.
“Por essa razão trouxe comigo importante delegação empresarial, composta por representantesdos setores de infraestrtutura aeronáutico, agronegócio, energia, maquinário agrícola e telecomunicações. Todos eles identificam novas oportunidades de negócios”, disse.
Ainda no discurso, Lula manifestou apoio aos países Guné Euqatorial e Gabão para a realização da Copa Africana que ocorrerá em 2012. “Identificamos áreas básicas para o trabalho conjunto. Agora é hora de passarmos aos entendimentos e mecanismos operacionais que nos permitam levar adiante nossos propósitos, e dar formas concretas a nosso ideal de cooperação”.











