Segunda-feira, 28 de dezembro de 2009 às 20:11
Em meio à crise, orçamento sobreviveu bem sem cortes e pacotes de aumento de juros
Considerando que 2009 foi um ano difícil para todo o mundo, devido à crise econômica mundial, a boa execução do orçamento da União no ano foi “uma façanha”, afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, após se reunir com o presidente Lula nesta segunda-feira (28/12) em Brasília para a apresentação de um balanço das contas do governo. Mesmo com queda na receita, o governo optou por não fazer cortes no orçamento e manter o que já estava programado – o que se revelou uma decisão acertada. O Brasil, lembrou o ministro, está acabando o ano de forma tranquila, sem pacotes com aumento de impostos e cortes drásticos no orçamento por causa da crise econômica mundial.
Na reunião, o presidente viu, por exemplo, que o pagamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) está, este ano, 40% acima do realizado em 2008. “A execução foi bem melhor do que no ano anterior, deixando a condição de que o ano que vem seja ainda melhor”, disse o ministro. Há também, segundo Paulo Bernardo, restos a pagar de cerca de R$ 60 bilhões.
Alguns ajustes serão feitos no orçamento, informou Paulo Bernardo, a pedido do presidente Lula, para incluir recursos adicionais ao Ministério da Defesa (aquisição e manutenção de helicópteros e compra de combustível) e para pagamentos acertados com organismos multilaterais (Corporação Andina de Fomento).
O ministro do Planejamento disse ainda que o orçamento de 2010, já votado no Congresso, foi preliminarmente discutido para adiantar o trabalho. Ficou combinado com o presidente a realização de uma reunião no início de janeiro do ano que vem para discutir a organização dos investimentos do governo para os próximos anos, como os previstos no PAC 2.
O início antecipado no planejamento dos investimentos futuros é necessário porque o processo de montagem dos projetos básicos, de engenharia e os processos licitatórios demandam tempo. Esse processo levou um ano e meio no PAC, lembrou Paulo Bernardo.
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