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Segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 às 18:39

Para aumentar exportações em 2010, Brasil mira nos EUA, Europa e América Latina

O governo vai atuar com mais intensidade, em 2010, nos mercados latino-americano, americano e europeu para trazer o comércio exterior brasileiro aos níveis do ano de 2008. Segundo afirmou nesta segunda-feira (4/1) o secretário de Comércio Exterior (Secex), Welber Barral, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a ação será mais intensa nas exportações de produtos manufaturados -- aviões, automóveis e autopeças, entre outros produtos -- com o objetivo de recuperar a participação nos mercados estrangeiros.

A meta fixada para 2010 é de um incremento de 10% nas vendas externas sobre o resultado de 2009, o que levaria a um total de US$ 168 bilhões em exportações, conforme o secretário Barral explicou no mês passado ao Blog do Planalto, em entrevista exclusiva -- veja aqui.

Algumas medidas serão tomadas nos próximos meses para o País atingir a meta, como a participação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em grandes feiras e eventos, como por exemplo a Fórmula Indy. Na busca por mais mercados, o governo federal vai liderar missões para Colômbia e Peru (em março), Oriente Médio -- Irã, Arábia Saudita e Egito -- (em abril), sudeste Asiático (maio), leste da África (junho), México (julho), Chile (agosto), Canadá (setembro) e leste Europeu (novembro).

Uma das constatações, segundo Barral, foi a perda da liderança pelos Estados Unidos no ranking dos países importadores de produtos brasileiros. Pela primeira vez, na série histórica pesquisada desde os anos 50, a China ocupou a ponta em relação às compras de produtos nacionais, com US$ 19,9 bilhões contra US$ 15,7 bilhões dos americanos. Porém, quando se compara o total importado e exportado, os EUA lideram por pouco: US$ 35,9 bilhões contra US$ 35,8 bilhões. “Um empate técnico”, avalia Barral.

Uma das iniciativas que vem sendo colocada em curso é a maior desoneração de exportações, o que permitiria a maior amplitude do drawback e acúmulo de créditos tributários estaduais. De acordo com o secretário Barral, o ideal seria uma ampla reforma tributária, mas isso depende do Congresso Nacional que recebeu um projeto que trata do assunto. “O Brasil não pode continuar exportando tributos”, avaliou.

Confira explicação de Barral sobre a importância de se desonerar os produtos brasileiros para garantir a conqusita de mercados na Europa, EUA e América Latina:

Em 2009, a balança comercial brasileira contabilizou um superávit de US$ 24,615 bilhões (resultado das exportações -- US$ 152,252 bilhões -- menos as importações -- US$ 127,637 bilhões), resultado considerado satisfatório pelo governo se levar em conta que outros países tiveram desempenho menores em comparação com o comércio exterior brasileiro. Mesmo assim, segundo explicou Barral, o saldo da balança pode ser maior quando ficar definido o montande de energia elétrica exportada para a Argentina entre 2007 e 2008. O que era contabilizado como sendo serviço até 2006 passou a se enquadrado como mercadoria e, por este motivo, entra na corrente de comércio. A estimativa do governo é de aumentar o saldo em US$ 300 milhões.

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