Sexta-feira, 12 de março de 2010 às 17:37
Do Fuscão preto ao computador, o sonho de consumo do brasileiro
O sonho de consumo mudou. Do século passado, quando a população mirava no Fuscão preto 1.600 como o objeto de desejo, aos dias atuais, onde um computador adquirido em suaves prestações que se encaixam no orçamento das famílias brasileiras. Assim lembrou o presidente Lula ao visitar a fábrica de placa-mãe e linha de montagem de computadores do grupo Positivo, em Curitiba (PR). Segundo Lula, o computador tornou-se tão importante numa residência que às vezes, antes de dar bom dia ao marido, a mulher cuida do equipamento. O discurso provocou risos e aplausos dos operários da Positivo com média de 25 anos de idade.
E o presidente contou a história da empresa brasileira que há 20 anos tinha uma fábrica para atender exclusivamente os alunos dos cursinhos. Com o tempo, o negócio se expandiu e, segundo Lula, a Positivo “tornou-se o orgulho brasileiro” na área de TI. A indústria, que produzia 21 mil unidades em 2004, deu um salto na fabricação de equipamentos porque o governo decidiu abrir espaço para que a população pudesse adquirir as máquinas a preços mais acessíveis. Porém, até fechar o modelo demandou 18 meses de estudo pela equipe do governo federal.
“Em 2003, quando chegamos à Presidência da República e começamos a discutir a possibilidade do computador chegar a casa das pessoas mais humildes do país. Foi uma locura. Entre a gente ter idéia de criar um computador para todos, levamos mais de um ano e meio discutindo. É inacreditável o tempo que a gente perde discutindo o óbvio. Tornar o preço do computador acessível para as pessoas disse Lula ao assegurar que foi preciso o BNDES abrir uma linha de crédito específica para que a proposta saísse do papel.
Lula incentivou os operários para que mantenham os estudos porque seria o melhor caminho para que cresçam no mercado de trabalho. “Queria fazer apelo de um homem que tem cinco filhos: não parem de estudar. O mundo moderno nesse século 21 vai precisar de muito mais inteligência. O que vai fazer a Nação ficar rica é a capacidade do seu povo. Por isso que, quando mandamos a nova lei do pré-sal para o Congresso Nacional, colocamos um fundo para investir em educação e ciência e tecnologia. O Brasil precisa ser um exportador de conhecimento e inteligência. Somos invencíveis. Quase imbatíveis. Vocês estão numa fábrica onde essa meninada precisa ter oportunidade. Para que essas meninas e meninos não deixem de estudar. O futuro de vocês não esta apenas no fato de terem esse emprego aqui. O emprego é o alicerce para subirem mais um degrau na vida”,afirmou.
Ainda na visita ao grupo Positivo, Lula foi enfático ao tratar do Plano Nacional de Banda Larga. Para o presidente, se as empresas privadas não levarem a infraestrutura, o governo vai agir. Depois a cerimônia, Lula concedeu entrevista. Assista no vídeo abaixo:
Pela manhã, ao desembarcar no Aeroporto Camilo Pena, em São José dos Pinhais (PR), Lula concedeu entrevista à emissora de rádio Banda B/AM 550.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista:
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