Segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 às 20:12
Correios vão mudar para ganhar competitividade
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) será reformulada como forma de torná-la mais competitiva no Brasil e no exterior. Até o fim do mês o governo federal encaminhará uma Medida Provisória para o Congresso Nacional como forma de assegurar os instrumentos para que os Correios se tornem mais atuantes no mercado. Haverá também a adequação do estatuto social da empresa para transformá-la numa sociedade anônima de capital fechado. Isso possibitaria a empresa ganhar maior participação nos mercados interno e externo.
As diretrizes foram divulgadas pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, após participar de reunião junto com a diretoria dos Correios com o presidente Lula e os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda) sobre as mudanças dos Correios. “A Medida Provisória irá permitir, por exemplo, que os Correios trabalhem em determinados setores que hoje estão impedidos”, explicou Costa.
Nos últimos anos, segundo o ministro, a empresa vem perdendo mercado. Ele citou como exemplo as 400 milhões de correspondências que estão migrando para outras empresas privadas. Num período de cinco anos, um bilhão de cartas de pessoas físicas deixaram de seguir pela ECT. Além disso, os Correios poderão entrar em outros mercados como a venda de seguros e de chips de telefonia celular. “A empresa precisa mudar. Caso contrário, estará fadada ao fracasso”, afirmou.
O ministro informou também que os Correios podem renegociar o contrato do Banco Postal atualmente formalizado com o Bradesco. É possível que as agências venham receber a movimentação financeira que os brasileiros residentes no exterior enviam para os familiares no Brasil. Apenas as remassas dos Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Portugal e Espanha atingem a cifra de US$ 6 bilhões.
Este conjunto de ajustes permitirá que em 18 meses a empresa aumente em 50% o faturamento anual. Em 2009, a ECT gerou de receita R$ 12,5 bilhões.





















