Terça-feira, 13 de outubro de 2009 às 15:25
Contagem regressiva para a proposta final do Brasil contra mudanças climáticas
Após ler e aprovar as projeções e relatórios apresentados hoje pelos ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), e pelo secretário-executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, professor Luís Pinguelli Rosa, o presidente Lula deu sinal verde para os ajustes finais da proposta brasileira de combate às mudanças climáticas que será apresentada dezembro em Copenhague (Dinamarca) durante reunião da ONU sobre clima (COP 15). A construção da proposta brasileira começa já nesta quarta-feira, com reuniões entre representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores e Fazenda, e também do Fórum, que traz propostas de empresários, sociedade civil e trabalhadores. A idéia é que na próxima terça-feira (dia 20/10) esse grupo apresente uma proposta consensual.
Segundo o ministro Minc, Lula gostou do que viu, elogiando o trabalho dos grupos envolvidos. Agora é hora de sintetizar os três documentos apresentados e garantir que o Brasil chegue a Copenhague com uma proposta “forte e consistente”. O ministro Carlos Minc disse que a posição brasileira é ousada, de liderança, e que o Brasil “não vai se encolher”. Segundo o ministro, o Brasil vai cobrar mais dos países ricos, para que reduzam mais as suas próprias emissões de gases do efeito estufa.
Minc, Rezende e Pinguelli apresentaram a Lula e também à ministra Dilma Roussef (Casa Civil) alguns cenários e projeções relativos a emissões brasileiras de gases do efeito estufa e também de outros países, além de apontar vulnerabilidades das regiões brasileiras, quais serão mais afetadas com o aumento da temperatura e a vulnerabilidade social.
“O que a sociedade espera é que o governo consiga sintetizar essas diferentes posições de uma maneira equilibrada. O primeiro passo aqui está dado, nesta reunião”, afirmou o professor Luís Pinguelli, considerando que a tarefa é das mais árduas. O ponto de partida, afirmou, já existe: é o Plano Nacional de Mudanças Climáticas, “que mostra um êxito grande no pior problema do Brasil em termos de emissões, que é o desmatamento, particularmente na Amazônia, que foi reduzido”. Isso, segundo Pinguelli, dá ao Brasil uma grande oportunidade de liderar as discussões em Copenhague.
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