Quinta-feira, 11 de março de 2010 às 11:33
Consumo das famílias, governo e serviços seguram PIB de 2009
No ano da maior crise econômica mundial dos últimos 80 anos, a economia brasileira teve uma pequena queda de 0,2% em seu Produto Interno Bruto (PIB), índice que mede o crescimento do país. O desempenho mostra que a recuperação da nossa economia, que vem ocorrendo desde abril do ano passado, não foi suficiente para reverter o impacto causado pelo pânico mundial decorrente da desconfiança no sistema financeiro dos EUA e da Europa, após a quebra do Banco Lehman Brothers, em setembro de 2008.
Os dados do IBGE mostram que a situação poderia ter sido pior se o governo não tivesse liderado o movimento de confiança no Brasil e na força da nossa economia. O consumo das famílias cresceu 4,1%, em 2009, e o consumo e os investimentos do governo, 3,7%. Este é o sexto ano consecutivo de crescimento do consumo das famílias. A economia do setor de serviços também cresceu, 2,6%.
Ouça aqui a íntegra do pronunciamento do presidente Lula, em 22 de dezembro de 2008, quando incentivou a população ao consumo.
Se o empresariado brasileiro não tivesse se assustado “com o berro da onça”, muito provavelmente o PIB teria sido positivo no ano passado. A taxa dos investimentos, chamada de Formação Bruta de Capital Fixo, encolheu 9,9%. Resultado do pé no freio das empresas que vinham expandindo e modernizando seus parques industriais.
A parada de alguns setores industrias no fim de 2008 e começo de 2009, inclusive com demissões de funcionários qualificados, fez a economia da indústria cair 5,5% no ano, apesar da forte recuperação no segundo semestre. O setor agropecuário também teve queda de 5,2%, especialmente em razão da queda das exportações para os países mais afetados pela crise.
De qualquer forma, esses indicadores da economia refletem o que ocorreu no passado. A comparação do PIB do 4º trimestre de 2009 com o 4º trimestre do ano anterior já mostra a indústria crescendo 4%, os serviços 4,6%, os investimentos 3,6%, o consumo e os investimentos do governo 4,9% e o consumo das famílias 7,7%. Apenas o PIB agropecuário teve queda de 4,6%, contendo um pouco o resultado geral que foi um crescimento de 4,3%, segundo o IBGE.
Além disso, é bom lembrar que o resultado divulgado hoje pelo IBGE não é definitivo, pois ainda passará por uma revisão, como ocorre todos os anos, principalmente após o resultado da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Há dois anos, o crescimento do PIB de 2007 foi corrigido duas vezes, de 5,4% para 5,7% e depois para 6,1%.
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