Segunda-feira, 28 de setembro de 2009 às 19:18
Congresso é a cara da sociedade brasileira e respeitá-lo é respeitar o eleitor
Presidente Lula cumprimenta José Múcio Monteiro, que deixa a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República e assume vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Brasil tem que aprender a respeitar o Congresso Nacional porque ele é a cara da sociedade brasileira. Respeitá-lo é respeitar o eleitor, afirmou o presidente Lula nesta segunda-feira (28/9) em cerimônia de posse do novo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha, no Palácio Itamaraty. Padilha substitui José Múcio Monteiro, que ficou um ano e 10 meses no cargo e agora irá para o Tribunal de Contas da União (TCU).
Lula lembrou que seu governo sempre procurou uma boa relação com os parlamentares, de respeito, independentemente de partido político, e elogiou o trabalho de Múcio na construção dessa relação.
Veja trecho do discurso do presidente em que ele explica a importância de se manter o diálogo com o Congresso e, principalmente, com a base aliada do governo:
Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente Lula durante a cerimônia:
Em seu discurso, pouco antes, José Múcio afirmou que trabalhar com Lula foi o ponto alto de sua carreira política e destacou o diálogo sempre aberto que o governo teve com o Congresso. “Aprendi muito com o senhor e esse aprendizado levo para o resto da minha vida”, disse ele.
O novo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República tomou posse no cargo hoje, no Palácio Itamaraty. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Sobre o novo ministro, Lula afirmou que ele tem tudo para se transformar numa grande revelação política na relação com o Congresso. Mas o custo para Alexandre Padilha pode ser alto, brincou. Confira:
Em seu discurso, o novo ministro afirmou que trabalhará dia e noite para retribuir a confiança depositada. Lembrou que começou na política por causa do presidente Lula, para quem fez campanha política em 1989 -- data da primeira candidatura de Lula à Presidência da República -, e disse considerar sua indicação uma homenagem à política de boa relação federativa iniciada em 2003. “Minha missão agora é trabalhar pela construção de um novo Brasil”, afirmou Padilha, que considera ter dois grandes desafios no governo a partir de agora: fortalecer a relação do governo com o Congresso e também com governadores e prefeitos. Padilha não acha que terá problemas para fazer isso, já que conviver com a diferença política é inerente à sua geração.
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