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Arquivo de artigos sobre "Coréia"

Sexta-feira, 12 de novembro de 2010 às 2:40

Não há mais espaço para decisões unilaterais no mundo

Chefes de Estado e de Governo do G20 posam para foto oficial do evento realizado em Seul (Coreia do Sul). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisO mundo globalizado de hoje não comporta mais decisões unilaterais e o papel do G20 é assumir a responsabilidade de coordenar as ações dos países mais desenvolvidos para as transformar em ações multilaterais, evitando assim prejuízos às nações mais pobres. Essa foi a tônica do discurso do presidente Lula nesta sexta-feira (12/11) na sessão plenária da reunião de cúpula do G20 em Seul (Coreia do Sul), que contou ainda com a participação da presidente eleita Dilma Rousseff.

Qualquer decisão que a Argentina tomar ou o Brasil tomar, terá efeitos imediatos nos países vizinhos. Agora imagine potências econômicas como União Européia, Estados Unidos ou China, tomando decisões unilaterais sem levar em conta a repercussão no restante do mundo?

O presidente brasileiro, em sua intervenção de pouco mais de oito minutos durante a plenária do G20, lembrou que o Brasil superou bem a última crise financeira mundial justamente por ter tomado a decisão política de estimular a economia com medidas anti-cíclicas e incentivar o mercado interno, e que todos os países que fizeram o mesmo colheram bons resultados. “O desenvolvimento passa por uma ação forte do estado”, disse Lula.

Segundo Lula, a presidente eleita Dilma Rousseff não fará discurso reclamando de ‘herança maldita’ porque participou do projeto do atual governo brasileiro, construindo as bases para o desenvolvimento do País, e fez um apelo para que as nações mais desenvolvidas ajudem os países mais pobres, como o Brasil vem fazendo com a África, com política de financiamento mais barato, mais a longo prazo, sem regras pré-estabelecidas. O motivo é simples, disse:

Na hora que os países mais pobres se desenvolverem, vão precisar de mais produção de alimentos, mais produção de carros, mais produção de computadores, mais produção de máquinas, e nós sabemos que estaremos criando os mercados para ajudar nessa combinação perfeita que é a harmonia entre os paises desenvolvidos e os países em desenvolvimento.

Após a sessão plenária, o presidente Lula se encontrou com o presidente francês Nicolas Sarkozy para uma reunião bilateral, com a participação da presidente eleita Dilma Rousseff, ainda no centro de exposições onde se realiza o G20.

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Quinta-feira, 11 de novembro de 2010 às 23:01

Sessão do G20 discute desequilíbrio econômico e reforma do FMI

Viagens internacionaisA abertura da sessão plenária da reunião de cúpula do G20, em Seul, às 9 horas desta sexta-feira (12/11) – horário de Seul – continuará as discussões empreendidas no jantar de trabalho da noite de ontem, com foco nas questões de desequilíbrio das economias mundiais. O presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff já estão reunidos no Coex, centro de convenções da capital coreana, com os demais líderes mundiais.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, fez o discurso de abertura dando continuidade à discussão iniciada no jantar de trabalho de ontem, a respeito do desequilíbrio das economias mundiais. Em seguida, o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), José Ángel Gurría, falou sobre a reforma estrutural que vem sendo discutida na reunião.

Na segunda sessão do dia, os líderes do G20 debaterão a reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e melhorias das redes de segurança financeira global.

Confira o nosso infográfico especial sobre a viagem do presidente Lula a Seul:

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Quinta-feira, 11 de novembro de 2010 às 10:02

Mais do que desvalorizar o real, é preciso valorizar o dólar

Presidente Lula e a presidente eleita, Dilma Rousseff, com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, na sede do governo coreano, em Seul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisNo momento atual de crise cambial que o mundo enfrenta, o Brasil está menos preocupado com medidas a serem tomadas para desvalorizar o real do que com as medidas que os americanos tem que tomar para valorizar o dólar, revelou o presidente Lula nesta quinta-feira (11/11) em entrevista coletiva realizada para jornalistas brasileiros e coreanos em Seul, Coreia do Sul, onde se encontra para participar da reunião de cúpula do G20. Após a entrevista, o presidente seguiu para o Museu Nacional da capital coreana, onde está sendo realizado o jantar de trabalho dos Chefes de Estado e de Governo do G20, sob o tema Economia Global e Parâmetros.

Para Lula, é importante encontrar um equilíbrio entre os interesses de cada país para que as decisões tomadas no G20 não representem apenas os anseios das nações mais ricas do mundo, sem levar em conta as necessidades e interesses dos demais países, que têm economias menores e mais frágeis. “Tem que ter um mínimo de conforto e isso só é possível se houver equilíbrio. Não pode ficar cada um tentando resolver só o seu problema, sem levar em conta os reflexos na política de outros países”, disse o presidente brasileiro, que antes da entrevista se encontrou com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, na sede do governo coreano, acompanhado da presidente eleita Dilma Rousseff, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, o governador Cid Gomes (Ceará) e o embaixador brasileiro em Seul, Edmundo Fujita.

Veja o vídeo do encontro de Lula e Dilma com o presidente coreano:

Cada divergência que a gente descobrir (na reunião), nós temos que colocá-la na mesa e negociar, para descobrir o ponto de equilíbrio que precisamos ter, para que o presidente Obama se sinta confortável com a política americana, que o presidente Lula se sinta confortável com a política brasileira, e assim por diante. (…) Nós não podemos, enquanto maiores economia do mundo, tomar uma decisão apenas pensando em nós no G20 sem levar em conta os reflexos que isso pode trazer em outros países que não estão aqui, que são menores, de economias mais frágeis. O G20 não é para cada um se salvar, cada um pra si, e Deus por todos. Não. É todos por todos, e Deus por todos. Somente assim é que vai dar certo.

Ouça aqui a íntegra da declaração do presidente Lula na entrevista coletiva:

 

Presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff chegam ao Museu Nacional, em Seul, para jantar de trabalho do G20. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula afirmou ainda, durante a entrevista coletiva, que o dólar não pode continuar sendo a única moeda de referência no mundo. É preciso, disse ele, haver outras possibilidades. “Até porque países que têm altas reservas como a China ou Brasil, nós ficamos dependentes da política de um país de valorizar ou não as nossas reservas”, afirmou.

Lula defendeu o sistema de câmbio flutuante existente hoje no Brasil, descartando qualquer possibilidade de fixá-lo. “Tem que continuar flutuante. O que queremos é que os Estados Unidos valorizem a moeda deles, e não desvalorize como está fazendo hoje para que a moeda dele não fique inflando os mercados emergentes”, afirmou.

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Quinta-feira, 11 de novembro de 2010 às 8:08

“Quero ser presidente da República”

Presidente Lula dá autógrafo para o pequeno Fábio Schneider, seu fã que pretende um dia chegar também à Presidência da República. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Viagens internacionaisQuando soube que o presidente Lula estaria em Seul (Coreia do Sul) esta semana, o pequeno Fábio Schneider fez questão que sua mãe o levasse para conhecê-lo. Perfilado todo sério na fila que se formou no lobby do Imperial Hotel para cumprimentar o líder brasileiro, Fábio já tinha na ponta da língua o que falaria para Lula quando este chegasse ao hotel: “Quero ser presidente da República.”

Fábio tem nove anos e mora na Coreia do Sul há quatro com a família. Ele recebeu um abraço de Lula e conseguiu o seu autógrafo e também o da presidente eleita Dilma Rousseff. A eles entregou uma carta, em que explica o seu desejo. “Ele disse que vai votar em mim”, afirmou todo orgulhoso. E já tem até plataforma de governo: “Quero construir escolas públicas em regiões pobres do País.”

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Quinta-feira, 11 de novembro de 2010 às 7:16

Real muito valorizado não é bom para o Brasil, diz presidente eleita

Viagens internacionaisO fato do Real ser a moeda mais valorizada entre as que estão representadas na reunião de cúpula do G20, em Seul (Coreia do Sul), não agrada à presidente eleita Dilma Rousseff e ela, em conversa com jornalistas na capital coreana, afirmou que algo terá que ser feito para contornar a situação, que na sua avaliação não é boa para o País. “Eu não acho bom, não. Vamos ter que cuidadosamente tomar todas as medidas possíveis (para evitar a valorização excessiva do Real)”, disse ela, ao chegar ao hotel onde está hospedada em Seul após um breve passeio pela cidade na manhã desta quinta-feira (horário de Seul).

Ao ser questionada quais medidas poderiam ser tomadas, Dilma Rousseff citou Churchill:

Se eu tivesse medidas, não diria aqui… conhece aquela história do Churchill? Perguntaram para ele se tomaria uma tal medida. Ele diz fala não. Aí ele toma a medida. E aí os reporteres dizem: “você disse que não tomaria tal medida…” e ele disse: “Tem certas medidas que a gente não confessa nem para nós mesmos…

A presidente eleita disse ainda que uma possível substituição do dólar por uma cesta de moedas a ser usada para reservas internacionais dos países e no comércio exterior não é uma questão de vontade, mas de negociação e acordo. “Se fosse (uma questão de vontade), seguramente já tinha sido feito”, afirmou, lembrando que há essa e outras propostas na mesa para debate, e que a melhor solução seria a não desvalorização do dólar.

Dilma afirmou também que ainda não está tratando da montagem do seu ministério nem da equipe econômica, e que só pretende falar sobre isso quando já tiver os nomes definidos. “Vou anunciar direitinho, não vou especular.”

Sobre a reunião que teve ontem com o ministro dos transportes da Coreia do Sul, Dilma disse que as empresas coreanas interessadas em participar de obras no Brasil são bem-vindas. O ministro falou muito sobre as obras de infraestrutura que o seu país vem fazendo, disse a presidente eleita, como construção de aeroportos, rodovias e ferrovias. A Coreia do Sul é um dos países interessados em participar da licitação a ser realizada para a construção do trem bala brasileiro entre Rio de Janeiro e São Paulo.

A presidente eleita, que recebeu o presidente Lula em sua chegada ao Imperial Palace no início da tarde desta quinta-feira, afirmou não estar a par das negociações para o aumento de salário de autoridades no Brasil, mas disse que algo terá que ser feito em relação aos salário de ministros, porque são muito defasados em relação ao mercado. “Caso contrário, não vamos ter gente para ser ministro no Brasil.”

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Quarta-feira, 10 de novembro de 2010 às 9:00

Oportunidades na Coreia estão na estética e no meio ambiente

Viagens internacionaisA economia da Coreia do Sul é uma das mais vibrantes e sofisticadas da Ásia e empresas brasileiras podem se beneficiar desse vigor se focarem em setores como arquitetura, moda, design e cosméticos, além de produtos e serviços ligados a bioenergia e meio ambiente. “A Coreia já tem uma boa infraestrutura e alta tecnologia, agora eles estão embelezando o país, estética e ambientalmente”, avalia o embaixador brasileiro em Seul, Edmundo Fujita, que fez boa parte de sua carreira na Ásia e foi diretor geral do Itamaraty para a região. Ele assumiu a embaixada do Brasil em Seul há um ano e meio, após três anos e meio em Jacarta, na Indonésia, e vem trabalhando para aproximar investidores brasileiros e sul-coreanos. A complementaridade das duas economias é o grande atrativo. “Não é aquele negócio de um colocar azeitona na empada do outro não. Não é uma complementariedade da dependência, mas da equivalência”, afirma.

A Coreia do Sul, explica o embaixador brasileiro, tem bons projetos de infraestrutura e energia e alta tecnologia a oferecer, e campo aberto a produtos e serviços de grife e qualidade internacional para atender a uma população de alta renda e gosto homogêneo. O Brasil busca justamente esses bons projetos de infraestrutura e alta tecnologia para a exploração do Pré-sal e grandes obras como o trem-bala entre Rio e São Paulo, e tem criatividade de sobra nas áreas de interesse dos coreanos – moda, arquitetura, design -, bem como toda a matéria-prima que falta aos coreanos. Há também um interesse cada vez maior na Coreia pelo desenvolvimento da bioenergia (etanol e biodiesel) e projetos ambientais, áreas em que o Brasil já avança significativamente. ”

O diplomata está seguro de que o momento é perfeito para o governo brasileiro aprofundar as relações comerciais com a Coreia do Sul, país que se destaca na região juntamente com China e Japão. “A Coreia do Sul saiu muito rápido da última crise econômica mundial, foi um dos últimos países a entrar e um dos primeiros a sair – a exemplo do Brasil – e tem uma flexibilidade econômica muito grande, como nós”, analisa. “É o momento de a gente aproveitar esse momento. Tanto a Coreia está vendo o Brasil com cada vez mais interesse como interessa ao Brasil despertar para as oportunidades que a Coreia oferece hoje.” A Coreia é hoje o terceiro parceiro comercial do Brasil na Ásia, atrás apenas da China e do Japão.

No entanto, o embaixador faz um alerta aos empresários brasileiros que se animarem com as oportunidades de investimentos na Coreia: são muitos os sacrifícios exigidos inicialmente e é preciso ter muita paciência. A competição no mercado coreano, diz Fujita, é fortíssima, e o consumidor exigente. Por isso é bom se mirar no exemplo das próprias empresas da Coreia, que só saem para brigar no exterior quando atingem um alto padrão em termos de competitividade. “Só sai para fora quem ganhou aqui dentro.”

Seul recebe nos próximos dois dias (11 e 12/11) a reunião de cúpula do G20, que contará com a participação do presidente Lula e da presidente eleita Dilma Roussef – que chegou no início da tarde desta quarta-feira (horário da Coreia) à capital sul-coreana. A chegada do presidente Lula a Seul está prevista para o meio-dia desta quinta-feira (11/11).

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Segunda-feira, 8 de novembro de 2010 às 12:54

Eleições presidenciais e participação brasileira no G-20

Café com o presidenteO presidente Lula reafirmou nesta segunda-feira (8/11), no programa de rádio Café com o Presidente, que o Brasil que saiu das urnas é o Brasil que deseja continuidade e que reflete a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro. Para o Presidente, a população em geral tem consciência de que o governo não excluiu nenhum segmento da sociedade na implantação de políticas públicas eficazes.

Os empresários ganharam, os trabalhadores ganharam, os mais pobres ganharam, os trabalhadores rurais ganharam. Eu acho que a sociedade inteira ganhou. Houve uma evolução, mas eu penso que nós deveremos avançar ainda mais. Então, o resultado das eleições é que o povo quer avançar mais, e avançar mais significou eleger a Dilma Rousseff presidenta da República. Foi uma vitória do bom senso da maioria do povo brasileiro.

O Presidente ressaltou que acredita ser possível superar o clima de confronto da campanha eleitoral e que a oposição – elemento parte da consolidação do processo democrático – deve ser feita “de forma civilizada, de forma a fazer uma política madura” que beneficie o próprio país.

Ouça aqui a integra do programa:

 

Em relação à viagem a Seul para a reunião do G-20, o presidente Lula destacou que o Brasil participará ativamente das discussões sobre a economia mundial, questões ainda não superadas decorrentes da crise de 2008, a retomada do crescimento econômico e o que define como guerra cambial.

Todo mundo já sabe que existe uma guerra cambial. O ministro Guido Mantega, na última reunião dos ministros da Economia do G-20, denunciou essa guerra cambial. A desvalorização da moeda chinesa e da moeda americana diante das outras moedas está causando um desequilíbrio no comércio mundia, e nós precisamos voltar a ter um equilíbrio. Portanto, nós queremos discutir o compromisso de todos os países com a política cambial, que deixe todo mundo confortável e todo mundo em igualdade de condições na disputa comercial.

Para Lula, outro assunto importante no G-20 é a proposição de um instrumento de controle do sistema financeiro, uma vez que tornou-se necessário que se crie “um instrumento multilateral que possa fiscalizar a alavancagem do sistema financeiro mundial, para evitar especulação como aconteceu no mercado imobiliário americano ou no mercado futuro, sobretudo, de commodities”.

Para ler a transcrição, clique aqui.

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Sexta-feira, 5 de novembro de 2010 às 17:25

G-20: Brasil discutirá situação econômico-financeira mundial e a “guerra cambial”

Infográfico: Thiago Melo

O Presidente Lula vai a Moçambique para prestigiar duas das mais expressivas iniciativas de cooperação brasileira na África, ambas idealizadas por ele próprio – o projeto da Fábrica de Antirretrovirais, com tecnologia doada pela Fiocruz, e os três primeiros polos na África da Universidade Aberta do Brasil, em Maputo, Beira e Lichinga, afirmou o secretário-adjunto de Imprensa da Presidência da República, Carlos Villanova, nesta sexta-feira (5/11), em reunião de briefing com a imprensa sobre a viagem do presidente Lula a Maputo e Seul, na próxima semana.

O  secretário-adjunto de Imprensa destacou que Maputo deverá ser a última visita do presidente Lula à África e que, “do ponto de vista simbólico, Moçambique é provavelmente o país ideal no contexto africano para a ocasião”. Moçambique é hoje o maior beneficiário da cooperação brasileira na África, com dezenas de projetos em curso que devem absorver, entre 2010 e 2013, cerca de US$ 70 milhões em recursos brasileiros. A cooperação com o país é também a mais diversificada entre os países africanos, compreendendo projetos de grande relevo em diversas áreas, com destaque para saúde, educação, agricultura, esporte e formação profissional.

Nos últimos anos, também os investimentos brasileiros em Moçambique cresceram de modo expressivo. O interesse de empresas brasileiras por Moçambique é crescente a ponto de justificar a abertura, em 2009, de linha de crédito bilateral, para exportação de produtos e serviços brasileiros, no valor de US$ 300 milhões.

Sobre a participação do presidente Lula na reunião do G-20, na Coreia do Sul, Villanova destacou que a Cúpula de Seul será a quinta edição do evento e que completará uma fase importante na história do Grupo dos 20, pois conclui o programa de 47 ações adotadas em Washington, em novembro de 2008, como a aprovação da reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo.

Em Seul, serão objeto de debates, em especial, a situação econômico-financeira mundial, incluindo o novo tema da “guerra cambial”; a regulação do sistema financeiro; e as iniciativas do G-20 em favor do desenvolvimento dos países mais pobres.

O presidente Lula parte para Maputo na próxima segunda-feira (8/11), onde participará, entre outros eventos, da  instalação do Polo da Universidade Aberta do Brasil. De lá irá para Seul, na quarta-feira (10/11), para participar das reuniões do G-20.

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