Arquivo de artigos sobre "Argentina"
Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 20:37

Presidenta Dilma Rousseff é recepcionada pela presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, na Casa Rosada, em Buenos Aires. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Em entrevista coletiva concedida antes do embarque para Brasília após visita oficial à Argentina, nesta segunda-feira (31/1), a presidenta Dilma Rousseff elogiou a determinação da presidenta Cristina Kirchner em fazer uma aliança estratégica com o Brasil. A presidenta brasileira lembrou que foi a partir da política bilateral estabelecida pelos ex-presidentes Lula e Néstor Kirchner que os dois países passaram a ter uma relação de mútua confiança, “algo fundamental na relação entre as pessoas e as nações”.
“No passado, Brasil e Argentina por vários motivos foram colocados separadamente. Houve interesse de várias nações em nos separar. Eu acho que nos últimos anos, com o Lula e o Kirchner e até com o Lula e a Cristina, se estabeleceu uma relação de parceria e uma coisa que é algo fundamental na relação entre as pessoas e as nações: confiança. Existe uma relação de confiança e de que nós podemos (…) construir um caminho comum”, disse.
Ouça abaixo a íntegra da entrevista coletiva concedida pela presidenta Dilma Rouseff.
Questionada sobre um possível pedido das Mães da Praça de Maio – que se reuniram durante a tarde com a presidenta – sobre a abertura de arquivos da ditadura, a presidenta Dilma negou que tal pedido tivesse sido feito e informou que encontro foi um momento de manifestação de carinho e de apresentação de projetos sociais da Fundação Mães da Praça de Maio.
Sobre a Usina Hidrelétrica de Garabi, a presidenta informou que a parte que cabe ao Brasil no projeto bilateral já foi feita e que aguarda a conclusão, por parte da Argentina, de estudo de viabilidade da obra. A partir disso, a expectativa é de o projeto seja concluído entre 2013 e 1014.
Em relação à situação no Egito, a presidenta lembrou que “o governo brasileiro, assim como qualquer governo do mundo, olha com expectativa a situação do Egito e torce para que ele seja um país democrático e um país que leve seu povo a ter todas as condições de desfrutar o desenvolvimento”.
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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 17:46

A presidenta Dilma Rousseff realizou visita de trabalho, nesta segunda-feira (31/1), a Buenos Aires, Argentina. Ao chegar à Casa Rosada, a presidenta foi efusivamente cumprimentada pela presidenta Cristina Kirchner. O Blog do Planalto mostra as primeiras imagens feitas por Roberto Stuckert Filho, fotógrafo oficial da Presidência da República.
No palácio, a presidenta Dilma participou de reunião bilateral, assinou atos e encontrou-se com um grupo de mães e avós da Praça de Maio – movimento criado por mulheres que tiveram os filhos desaparecidos durante o período de ditadura militar na Argentina.
Ouça abaixo a íntegra da declaração à imprensa pela presidenta Dilma Rousseff.
Ouça abaixo a íntegra do brinde feito pela presidenta Dilma Rousseff durante almoço no Palácio San Martín.
Tratou-se da primeira viagem da presidenta brasileira ao exterior desde que tomou posse, no dia 1º de janeiro. Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a escolha da Argentina como primeiro destino internacional reafirma o caráter prioritário que o Brasil confere ao relacionamento com seu principal sócio da América do Sul.
No encontro de trabalho, ainda conforme o MRE, com a presidenta Cristina Kirchner, a presidenta Dilma Rousseff destacou o interesse brasileiro em manter a regularidade dos contatos de alto nível, incluindo os do Mecanismo de Integração e Coordenação Brasil-Argentina (MICBA), e em aprofundar a estreita coordenação entre os dois países nos foros regionais e multilaterais, em particular no Mercosul e na Unasul.
O governo brasileiro pretende manter e aprofundar a cooperação bilateral em áreas estratégicas que já contam com projetos em andamento, em particular em cooperação nuclear e espacial, integração da infraestrutura física, integração energética, cooperação nos setores aeronáutico e naval, cooperação entre os bancos de fomento e integração produtiva. Será firmado, por ocasião da visita, Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Bioenergia.
O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o principal fornecedor da Argentina. Em 2010, o intercâmbio bilateral chegou a cerca de US$ 33 bilhões, superando o recorde histórico de US$ 30,8 bilhões, registrado em 2008. Mais de 80% do intercâmbio comercial é composto por bens industrializados.
O Século da América Latina – Em declaração à imprensa concedida durante sua visita oficial a Buenos Aires, a presidenta Dilma Rousseff reafirmou que Brasil e Argentina têm um papel estratégico para o desenvolvimento da América Latina, por representarem o grande potencial de crescimento que a região conquistou nos últimos anos, a partir do “empenho político em implantar um novo modelo de desenvolvimento, que combinasse desenvolvimento econômico, afirmação da inclusão social, da soberania, do meio ambiente, (…) e onde os povos tivessem lugar”.
“Não é por acaso que fiz questão que a minha primeira passagem pelo exterior, meu primeiro contato com um país fosse com a Argentina. Eu considero que a Argentina e o Brasil são cruciais para que nós possamos transformar esse século XXI no século da América Latina”, afirmou.
Na ocasião, a presidenta Dilma prestou homenagem ao ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner que, segundo ela, atuou desde sempre para a melhoria e o crescimento dos dois países, não só como presidente da Argentina, mas também como condutor da Unasul.
À Cristina Kirchner, a presidenta brasileira ressaltou a importância de se garantir a igualdade de gêneros e a participação feminina, papel reforçado pelos dois países que, pela primeira vez, elegeram democraticamente duas mulheres à Presidência da República.
“Uma sociedade pode ser medida por seu avanço, por sua modernidade, desde que ela também assegure a participação das mulheres e a não-discriminação das mulheres”, defendeu.
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Segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 às 7:05

As presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner (Argentina) se encontram, nesta segunda-feira (31/1), na Casa Rosada, sede do governo argentino em Buenos Aires. A presidenta Dilma, segundo agenda de trabalho, faz sua primeira viagem internacional àquele país parceiro do Brasil.
A agenda da presidenta informa que o embarque para Buenos Aires será às 9h. Às 11h (horário local, uma hora a menos em relação ao horário de Brasília), a chegada na Base Aérea de Buenos Aires.
De lá, a comitiva da presidenta Dilma desloca-se até a Casa Rosada, onde ocorre a primeira reunião privada com a presidenta Kirchner. Minutos depois, o encontro com as mães e avós da Praça de Maio.
Em seguida, reunião ampliada, no Salão Mujeres, no mesmo palácio, e assinatura de atos. Ao término, as duas presidentas fazem declaração à imprensa e, do local, se deslocam para o Palácio San Martin, onde será oferecido almoço. Após compromissos na capital argentina, a presidenta Dilma retorna para o Brasil.
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Sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 às 18:43

Brasil e Argentina assinarão uma série de medidas que visam estreitar as relações entre os dois países tanto no campo do comércio quanto das relações econômico-sociais, dentre as quais destacam-se convênios para a construção de reatores nucleares e de duas usinas hidrelétricas e um programa bilateral de habitação. Os acordos serão assinados durante a visita da presidenta Dilma Rousseff à Argentina na próxima semana, informou nesta sexta-feira (28) o embaixador Antonio Simões, subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe, em briefing à imprensa concedido no Palácio Itamaraty, em Brasília (DF).
De acordo com o embaixador, a escolha da Argentina como o primeiro país a ser visitado pela presidenta após sua posse se deve à importante parceria entre os dois países e ao aumento significativo do comércio bilateral, que atualmente gira em torno de US$ 33 bi. Além disso, ressaltou Simões, pela primeira vez na história os dois países são governados por mulheres.
“Entre 80% e 90% [desse comércio] é composto por manufaturados (…), então é um comércio muito interessante, pois é um comércio que gera emprego de carteira assinada, que gera prosperidade nos dois países e gera, sobretudo, uma interdependência econômica que é extremante importante para alavancar o desenvolvimento da relação também em outras áreas”, disse.
As presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner também assinarão uma declaração para a promoção da igualdade de gênero e proteção às mulheres, um memorando sobre bioenergia, um protocolo adicional para trabalhar de forma mais aprofundada a questão das fronteiras e a construção de uma ponte sobre o rio Peperi-Guaçu, que liga Santa Catarina à província argentina de Misiones.
Além disso, informou Simões, será instituído um fórum de altos executivos Brasil e Argentina, instância onde se discutirá o desenvolvimento dos dois países sob a ótica empresarial, e no campo econômico-social, um memorando para promoção comercial conjunta entre os dois países em diversos mercados.
“Esses [acordos] dão bem o caráter estratégico que estamos trabalhando. A gente tem pela frente um horizonte de aprofundamento da relação [bilateral] muito interessante. Nós temos de um lado coisas que vinham do governo passado, mas nós temos novos horizontes sendo abertos também pelas duas presidentas”, afirmou.
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Terça-feira, 3 de agosto de 2010 às 17:59
Os governos do Brasil e da Argentina anunciaram nesta terça-feira (3/8), após reunião bilateral realizada em San Juan, acordo para desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos. O anúncio foi feito em entrevista coletiva pelos presidentes Lula e Cristina Kirchner no auditório do Centro Cívico da província, após realização da 39a. reunião de Cúpula do Mercosul. Os dois países firmaram ainda compromisso para a realização de obras que permitirão o incremento na geração de energia elétrica.
O Brasil reconheceu ainda a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, arquipélago que hoje está sob controle da Inglaterra.
O presidente Lula voltou a comemorar o resultado da reunião do Mercosul na Argentina, lembrando que os acordos firmados são uma resposta firme às pessoas que, no passado, mostravam-se céticas quanto ao poder do bloco econômico. Lula disse que a única demanda que não foi fechada na gestão de Cristina Kirchner à frente da presidência pró-têmpore do Mercosul foi o acordo comercial com a União Européia.
¨Espero que nestes cinco meses que temos pela frente consiga fechar o acordo com o companheiro Sarkozy [Nicolas Sarkozy, presidente da França e da UE]¨, disse o presidente brasileiro.
Ouça a íntegra da entrevista coletiva:
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Terça-feira, 3 de agosto de 2010 às 14:11
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Terça-feira, 3 de agosto de 2010 às 11:29
A 39ª Reunião de Cúpula do Mercosul está sendo transmitida ao vivo pela página da Secretaria de Meios de Comunicação da Presidência da Argentina – clique aqui para acompanhar.
No momento, está falando o presidente do Chile, Sebastián Piñera. Segundo informou Cristina Kirchner, presidente da Argentina que dirige a reunião, o presidente Lula deverá ser o último a falar.
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Domingo, 1 de agosto de 2010 às 19:43

Local preparado para o jantar dos presidentes do Mercosul. Foto Roberto Cordeiro

Situada a 1.140 quilômetros de Buenos Aires e bem na fronteira com o Chile, a província de San Juan está preparada para receber os presidentes dos países membros do Mercosul e países que fazem parte deste bloco econômico, além de ministros de Estado e diplomatas. Até a próxima terça-feira (3/8), acontecerão XXXIX Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) e Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados. Uma equipe do governo brasileiro desembarcou em San Juan para cuidar dos preparativos que envolvem a visita do presidente Lula que, na oportunidade, assumirá a Presidência Pró-Têmpore do Mercosul.
O Centro Cívico – que abriga as principais repartições públicas – será o espaço para as conferências. A rede hoteleira está com a capacidade praticamente esgotada. O comércio tem como principais atrativos das roupas de frio e respectivos acessórios. Porém, um detalhe chama atenção dos visitantes: as lojas fecham para o período do almoço e voltam a funcionar às 17h. Neste intervalo, os comerciários tiram um sono.
A Antígua Bodega é um dos principais restaurantes da cidade. O prédio de 1929, abrigava uma fábrica de vinhos, mas com um terremoto nos anos 1940, a estrutura ficou danificada. O local transformou-se numa espécie de museu do vinho. Aliás, o vinho é um produto bastante consumido na província ou adquirido pelos turistas para levarem para os respectivos países. Uma garrafa de qualidade chega a custar R$ 15. Há também vinhos por R$ 7,50.
O lugar também é atração para aquelas pessoas que se dispõem ao turismo de aventura. A dica é o Vale da Lua, a três horas de carro de San Juan. Lá é próprio para esportes mais radicais.
Se preferir, o viajante pode seguir para Mendonza, a 167 quilômetros de San Juan, outra referência em gastronomia, vinhos e compras.
Após a reunião do Mercosul, um grupo de bolivianos residente na província homenageará o presidente Evo Morales. A festa deve acontecer no Estádio Aldo Cantoni, culminando com uma partida de futebol.
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Domingo, 1 de agosto de 2010 às 19:25

San Juan se prepara para receber presidentes do Mercosul. Foto Roberto Cordeiro
O estremecimento das relações entre a Colômbia e a Venezuela deve dominar parte da reunião dos presidentes de país que integram o Mercosul ou que são partes deste bloco econômico da América do Sul. A reunião que acontece em San Juan (Argrntina), entre os dias 2 e 3 de agosto, é vista como oportunidade para arrefecer os ânimos entre os dois países. O presidente Lula, que tem acompanhado o tema, deve desembarcar na noite desta segunda-feira (2/8), e ser recebido pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e pelo ex-presidente Néstor Kirchner, atualmente comanda a Unasul (fórum que tentou selar a paz entre os vizinhos).
Toda mobilização no campo político se dá porque o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deve participar da reunião de cúpula do Mercosul. Seria uma oportunidade de os chefes de Estado tomarem conhecimento dos argumentos de Chávez sobre o conflito. Além do presidente lula e do casal Kirchner, estão previstas as participações dos presidentes José Mujica (Uruguai), Fernando Lugo (Paraguai), Evo Morales (Bolívia) e Sebástian Piñera (Chile). Na reunião são esperados representantes do México, Colômbia, Peru, Equador e Egito – paíse que deve fechar acordo de cooperação econômica com o Mercosul.
Na pauta econômica do encontro, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os temas principais que vão figurar são a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum e o Código Aduaneiro do Mercosul. A reunião também tratará dos avanços no Parlamento do Mercosul e a concessão de preferências tarifárias ao Haiti.
Ainda segundo o MRE, no contexto da Cúpula, deverão ser aprovados projetos financiados pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (FOCEM), tais como a construção de estrada entre Concepción e Puerto Vallemi, no Paraguai; a implantação de linhas de transmissão elétrica na Argentina, no Paraguai e no Uruguai; e a instalação da Biblioteca da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, bem como do Instituto Mercosul de Estudos Avançados.
Já na Sessão Ampliada do Conselho Mercado Comum, estarão presentes, além dos ministros das Relações Exteriores, os ministros da Justiça e do Interior dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados, com o objetivo de discutir questões relativas à segurança regional, à circulação de pessoas e à cooperação jurídica entre os países do Bloco. Está prevista a assinatura do Acordo para a Criação de Equipes Conjuntas de Investigação e Protocolo de Integração Educativa e Reconhecimento de Estudos de Nível Primário e Secundário.
Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai deverão firmar também o Acordo sobre o Sistema Aquífero Guarani, em negociação desde 2004. Ao final da Cúpula, a Argentina transmitirá a presidência de turno do Mercosul para o Brasil, que a ocupará até dezembro de 2010.
Nas últimas semanas, as autoridades de San Juan, província situada a 1.140 quilômetros e Buenos Aires e na fronteira com o Chile, se mobilizaram para os preparativos da XXXIX Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) e Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados. O governador de SanJuan, José Luís Gioja, disse que a realização da conferência é o evento mais importante para os sanjuaninos. Ele cedeu a Casa de Governo para o encontro bilateral entre os presidentes Lula e Cristina Kirchner, previsto para ocorrer na terça-feira (3/8) após a cúpula.
“Peço aos sanjuaninos que nos ajudem nessa organização. Isto é muito importante para a província desde o ponto de vista cultural, político, turístico e econômico e aumenta os esforços que temos que tomar com relação à segurança”, disse Gioja ao jornal El Zonda.
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