Arquivo de artigos sobre "Viagens internacionais"
Quarta-feira, 30 de novembro de 2011 às 16:25
A presidenta Dilma Rousseff participa nos dias 2 e 3 de dezembro, em Caracas, na Venezuela, da 3a Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (Calc), que vai discutir o impacto da crise econômica nos países da região, a cooperação em projetos de infraestrutura e o desenvolvimento sustentável.
A Cúpula de Caracas também dará início ao funcionamento da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que contará com a participação de 33 países.
A cerimônia oficial de chegada da presidenta Dilma a Caracas está prevista para 15h30 (horário oficial de Brasília) de amanhã (1o). Em seguida, ela terá reunião bilateral com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Na sexta-feira (2), a presidenta terá reuniões bilaterais com os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Argentina, Cristina Kirchner. Depois, participará da abertura oficial da 3a Calc e da sessão plenária. Um jantar oferecido pelo presidente Hugo Chávez encerra o primeiro dia da Cúpula de Caracas.
No sábado (3), último dia do encontro, serão realizadas duas sessões plenárias com a participação dos chefes de Estado.
A presidenta Dilma retorna a Brasília no fim da tarde.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a corrente de comércio do Brasil com os países da América Latina e do Caribe cresceu cerca de quatro vezes entre 2002 e 2010. O intercâmbio comercial com a América do Sul, América Central, México e Caribe atingiu, em 2010, US$ 78 bilhões. Até setembro de 2011, as trocas comerciais com a região alcançaram US$ 69 bilhões.
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Segunda-feira, 31 de outubro de 2011 às 12:10
A presidenta Dilma Rousseff viaja hoje (31) para a França, onde participará nos próximos dias, em Cannes, da Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do G20. O tema central do encontro será a crise financeira global, que afeta particularmente os países da Europa. Será oportunidade, ainda, para avaliação e implantação de decisões de fóruns anteriores do G20 nas áreas de agricultura e segurança alimentar, reforma do sistema monetário internacional e apoio ao desenvolvimento de países mais pobres, informou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena.
Na quinta-feira (3), a presidenta Dilma participa de almoço de trabalho sobre o sistema econômico global, seguido de duas sessões de trabalho: Plano de Ações para o Crescimento Econômico Mundial / Marco e Sistema Monetário Internacional e Dimensão Social da Globalização e Comércio. Neste dia, Dilma Rousseff vai a jantar de trabalho sobre desenvolvimento, ocasião em que Bill Gates celebrará palestra.
Na sexta-feira (4) pela manhã, a Cúpula do G20 será marcada por três sessões de trabalho. A primeira será sobre Regulação Financeira; a segunda sobre Agricultura, Energia e Volatilidade de Preços de Commodities; e a última sobre Mudança do Clima e Corrupção. Haverá, ainda, adoção de comunicado conjunto e almoço de trabalho sobre governança global e prioridades da presidência mexicana do G20 para 2012. No início da tarde, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, participa de conferência de imprensa.
Já em Paris, no sábado (5), Dilma Rousseff se encontra com a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. Acompanham a presidenta na viagem à França os ministros das relações Exteriores, Antonio Patriota, da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.
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Quinta-feira, 20 de outubro de 2011 às 14:46
Antes de partir para o Brasil, a presidenta Dilma Rousseff conversou com os jornalistas no aeroporto de Luanda, capital da Angola. Ouça abaixo a íntegra da entrevista coletiva ou leia aqui a transcrição.
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Quinta-feira, 20 de outubro de 2011 às 11:13

Presidenta Dilma Rousseff participa da Sessão Solene na Assembleia Nacional angolana, em sua homenagem. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
No momento em que o mundo atravessa uma das piores crises financeiras da história, Brasil e Angola são exemplos de crescimento econômico associado à inclusão social, geração de emprego, combate à pobreza e distribuição de renda. A afirmação foi feita pela presidenta Dilma Rousseff em discurso na Assembleia Nacional de Angola. Segundo ela, sob sua própria liderança política, a África encontrará as soluções para os seus problemas. E nesse esforço, garantiu Dilma Rousseff, o Brasil está engajado e disposto a cooperar nas áreas de educação, energia, ciência, tecnologia e inovação.
“O mundo reconhece a importância do crescente engajamento de Angola em prol da estabilidade política no contexto africano. Aos povos em guerra, este país é exemplo de como é possível construir a paz, de levar adiante a reconstrução nacional no pleno gozo das liberdades democráticas. O Renascimento Angolano é um paradigma para as nações do continente que buscam desenvolvimento econômico e social com estabilidade política.”

Em seu último dia de viagem à África, a presidenta Dilma Rousseff defendeu também a participação dos países em desenvolvimento nos organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o Conselho de Segurança das Nações Unidas. De acordo com a presidenta, a concentração de poder nos órgãos multilaterais está ultrapassada e e representa uma ordem internacional que não mais existe.
“Ela não reflete a realidade e a força emergente dos países em desenvolvimento; não reflete continentes inteiros, como é o caso da América Latina e da África”, disse a presidenta hoje (20), em discurso na Assembleia Nacional de Angola, em Luanda.”
Antes da sessão solene na Assembleia Nacional de Angola, a presidenta prestou homenagem ao primeiro presidente de Angola, Antonio Agostinho Neto, no Largo da Independência. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer o governo independente de Angola em novembro de 1975. Mesmo no período mais agudo da Guerra Fria, de forte polarização entre os Estados Unidos e a União Soviética, o Brasil manteve seu apoio ao governo angolano.
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição:
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Quinta-feira, 20 de outubro de 2011 às 8:17

Presidenta Dilma Rousseff desembarca em Luanda para visita oficial a Angola. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff desembarcou na noite de ontem (19) em Luanda, Angola, último destino da viagem oficial à África. Na capital angolana, a presidenta participa de cerimônia em homenagem ao primeiro presidente de Angola, Antonio Agostinho Neto, no Largo da Independência.
O Brasil foi o primeiro país a reconhecer o governo independente de Angola em novembro de 1975 e, ainda hoje, confere grande prestígio à diplomacia brasileira em Luanda, informou o porta-voz da presidência, Rodrigo Baena. Mesmo no período mais aguda da Guerra Fria, de forte polarização entre os Estados Unidos e a União Soviética, o Brasil manteve seu apoio ao governo angolano.

Atualmente, Angola é um dos principais parceiros comerciais do Brasil na África com uma corrente de comércio que cresceu mais de 20 vezes entre 2002 e 2008, alcançando US$ 4,21 bilhões. Os maiores investimentos brasileiros em Angola se concentram nas áreas da construção civil, energia e exploração mineral.
A agenda de Dilma Rousseff em Luanda prevê ainda sessão solene na Assembleia Nacional de Angola e reunião de trabalho com o presidente José Eduardo dos Santos, que oferecerá também um almoço em homenagem à presidenta.
Viagem à África – A presidenta Dilma Rousseff encerra hoje a primeira viagem oficial à África, que começou com a participação na V Cúpula Ibas (Índia, Brasil e África do Sul), em Pretória. Na ocasião, a presidenta defendeu a adoção de medidas imediatas capazes de impedir o agravamento da crise financeira internacional, sobretudo na chamada zona do euro. O assunto, segundo a presidenta, foi discutido com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
Já em Maputo, a presidenta prestou homenagem ao herói da independência de Moçambique Samora Machel, participando das cerimônias pelos 25 anos de sua morte.
Em seguida, reuniu-se com o presidente Armando Guebuza. Segundo o Itamaraty, no encontro, os dois presidentes abordaram questões relacionadas à cooperação Sul-Sul e à governança global, defenderam a reforma de organismos multilaterais, reconheceram a importância da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada em junho de 2012 no Brasil, e expressaram preocupação com a crise financeira internacional.
Nesse sentido, ainda de acordo com o MRE, concordaram que o G20 deve voltar a demonstrar capacidade de resposta conjunta frente à atual situação econômica mundial, como aconteceu em 2008.
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Quarta-feira, 19 de outubro de 2011 às 15:30

Presidenta Dilma Rousseff acompanha apresentação de crianças, durante visita a Maputo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Em sua primeira visita oficial à África, a presidenta Dilma Rousseff visitou hoje (19) Maputo, capital de Moçambique, país africano em que o Brasil mantém o leque de projetos de cooperação mais diversificado. No início da manhã, a presidenta participou de cerimônias alusivas aos 25 anos do falecimento do ex-presidente e herói da independência Samora Machel. No Monumento aos Heróis Moçambicanos, Dilma Rousseff prestou homenagem ao primeiro presidente do país.
Em seguida, reuniu-se com investidores brasileiros e participou de almoço oferecido pelo governo moçambicano. À tarde, foi recebida pelo presidente Armando Guebuza. De lá, a presidenta segue para Luanda, na Angola, onde encerra amanhã a visita à África.
Durante o encontro, segundo nota do Itamaraty, Dilma Rousseff e Armando Guebuza iniciaram negociações para a assinatura de um novo acordo de cooperação técnica entre Brasil e Moçambique. Trataram, ainda, da diversificação da matriz energética dos países do Sul em desenvolvimento, para lhes conferir maior flexibilidade e independência em suas políticas de energia e desenvolvimento econômico sustentável.
No plano internacional, os presidentes abordaram questões relacionadas à cooperação Sul-Sul e à governança global, defenderam a reforma de organismos multilaterais, reconheceram a importância da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada em junho de 2012 no Brasil, e expressaram preocupação com a crise financeira internacional. Nesse sentido, ainda de acordo com o MRE, concordaram que o G20 deve voltar a demonstrar capacidade de resposta conjunta frente à atual situação econômica mundial, como aconteceu em 2008.
Cooperação - Em Moçambique, o Brasil apoia iniciativas nas áreas de saúde, como a produção de antirretrovirais; educação e formação profissional, com destaque para a Universidade Aberta do Brasil, que atende atualmente a cerca de 600 alunos em diferentes regiões, e o intercâmbio de 400 estudantes moçambicanos em universidades brasileiras; agricultura, com o projeto Pró-Savana de desenvolvimento nas savanas tropicais, executado em conjunto com o Japão; e formação profissional. A cooperação brasileira naquele país deve absorver, entre 2010 e 2013, cerca de US$ 70 milhões.
Um dos objetivos da visita da presidenta a Moçambique é também ampliar as relações bilaterais e fortalecer o comércio entre os países. Nos últimos anos, os investimentos brasileiros em Moçambique cresceram de modo significativo na exploração mineral e nos setores de logística e energia. Se, entre janeiro e agosto de 2010, o comércio bilateral foi de US$ 25 milhões, no mesmo período de 2011, superou a marca dos US$ 60 milhões. Destaque para os setores de carnes, veículos, caldeiras, máquinas e tabaco.
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Terça-feira, 18 de outubro de 2011 às 17:04

Presidenta Dilma Rousseff desembarca em Maputo, capital de Moçambique, onde cumpre agenda oficial. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff desembarcou em Maputo, Moçambique, onde terá reunião amanhã com o presidente Armando Guebuza e encontro com investidores brasileiros. Segundo o Itamaraty, a presidente participará também de cerimônia em homenagem ao ex-presidente e herói da independência moçambicana Samora Machel, falecido há 25 anos.
Moçambique é hoje um dos maiores beneficiários da cooperação brasileira, diz o Itamaraty em nota. Nos últimos anos, os investimentos brasileiros no país cresceram de modo expressivo, com destaque para o projeto da Vale.
A mineradora recebeu concessão para explorar jazida de carvão mineral em Moatize, no norte de Moçambique, um investimento estimado em US$ 4,5 bilhões e produção máxima calculada em 25 milhões de toneladas de carvão por ano. O projeto envolve ainda investimentos paralelos em infraestrutura e em outros subprodutos, que poderão atingir US$ 8 bilhões.
Outros investimentos brasileiros incluem os setores de energia, infraestrutura portuária e aeroportuária, petróleo, papel e celulose. Em 2009, o BNDES aprovou linha de crédito no valor de US$ 300 milhões destinada aos investimentos em Moçambique. O comércio bilateral atingiu, no ano passado, US$ 42 milhões.
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Terça-feira, 18 de outubro de 2011 às 11:50

A presidenta Dilma participa de declaração à imprensa com o presidente Jacob Zuma e o primeiro-ministro Manmohan Singh após V Cúpula Ibas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (18) a adoção de medidas imediatas capazes de impedir o agravamento da crise financeira internacional, sobretudo na chamada Zona do Euro. Na declaração à imprensa feita em Pretória, após participar da V Cúpula Ibas, ela afirmou que o assunto foi discutido com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
Segundo a presidenta Dilma, os países que compõem o Fórum Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) reforçaram a capacidade de resistência à crise ao fortalecerem seus mercados internos, diversificarem suas parcerias comerciais e adotarem políticas de inclusão social.
“É necessário um acordo credível entre os países europeus para impedir que a crise fique incontrolável, afetando o mundo inteiro. Estou certa que o desafio apresentado pela crise impõe a substituição de teorias defasadas pelo mundo velho por novas formulações para este mundo novo que agora nós vivemos. Nossa experiência nos mostra que a mera adoção de políticas recessivas em nada contribui para a solução de dificuldades econômicas”, disse a presidenta.

Dilma Rousseff elogiou a atuação do Ibas nos organismos multilaterais. Segundo ela, a “concertação” do grupo, mais que positiva, tem se revelado, em muitos casos, decisiva.
“Atuamos inspirados nas nossas próprias histórias de luta pela liberdade, pela democracia, nas quais, sem sombra de dúvida, Mahatma Gandhi e Mandela são exemplos extraordinários dos grandes acontecimentos que modificaram para sempre a humanidade.”
A presidenta lembrou ainda o apoio do Ibas aos povos árabes nas suas aspirações a formas democráticas de governos. Neste sentido, Dilma Rousseff citou a concordância dos três países do Ibas na necessidade de mais diplomacia e menos intervenções militares, e lembrou que Índia, Brasil e África do Sul ocupam, em 2011, um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que desejam ver reformado.
“Sem sombra de dúvida, contribuímos para o encaminhamento de questões nevrálgicas relativas aos direitos humanos, à paz e à segurança internacionais. Neste sentido, são ilustrativas tanto a missão que enviamos à Síria em agosto passado, como também a nossa defesa do papel-chave das estratégias de desenvolvimento para concepção da paz sustentável nos países em situação de pós-conflito.”
Ouça abaixo a íntegra da declaração à imprensa ou leia aqui a transcrição:
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Terça-feira, 18 de outubro de 2011 às 9:37

Presidenta Dilma Rousseff discursa na V Cúpula do Fórum Ibas, em Pretória, África do Sul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Ao participar da abertura do Fórum Ibas – Índia, Brasil e África do Sul – na manhã de hoje (18) em Pretória, capital sul-africana, a presidenta Dilma Rousseff convocou o mundo a se unir em torno de uma consolidação fiscal e coordenação macroeconômica e reiterou que os países em desenvolvimento podem e devem participar da construção de uma nova ordem internacional.
A presidenta brasileira afirmou que o Ibas demonstrou que é possível crescer ao mesmo tempo em que distribui renda e gera empregos e disse que a solução para a crise financeira global não está na intensificação de processos recessivos. É necessário, na visão dela, que se estabeleça um acordo credível entre os países europeus, além da consolidação fiscal e da solidez dos sistemas bancários.
“Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos. É prioritário solucionar o problema da dívida soberana e reverter o quadro recessivo global. É inadiável a regulamentação do sistema financeiro; é fundamental pôr fim a políticas monetárias que provocam uma verdadeira guerra cambial e estimulam o protecionismo.”

Ela também chamou atenção para a reforma de organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. E foi enfática ao afirmar que os países do Ibas contribuíram no Conselho de Segurança da ONU para a resolução de conflitos na Líbia e Síria, demonstrando que dispõem “de todas as credenciais para assumir assento permanente e dotar aquele órgão da legitimidade que lhe falta”.
Dilma Rousseff aproveitou a oportunidade para convidar o presidente Zacob Zuma e o primeiro-ministro Manmohan Singh a participarem da Rio+20, em junho de 2012 no Brasil, e a estreitar a cooperação trilateral no comércio e em programas de educação, ciência, tecnologia e inovação, como o Ciência sem Fronteiras.
“A importância do Ibas tem muito a ver com o papel global que desempenhamos e podemos desempenhar, com o fato de que representamos três continentes – a América Latina, a África e a Ásia. Esse Fórum é, portanto, um poderoso instrumento para promover a cooperação trilateral em áreas de impacto concreto nas nossas regiões e nos nossos países (…). Nossa diversidade e nossa cooperação são os principais trunfos que temos para garantir uma presença livre e soberana dos países em desenvolvimento neste mundo em transformação em que vivemos.”
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição:
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Segunda-feira, 17 de outubro de 2011 às 12:46

Presidenta Dilma Rousseff desembarca em Pretrória, capital administrativa da África do Sul, para visita oficial e participação da Cúpula do Ibas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff desembarcou no início da tarde de hoje (17) em Pretória, capital da África do Sul, onde participará amanhã da V Cúpula do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (Ibas). Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Cúpula Ibas será focada nos atuais desafios econômico-financeiros, paz e segurança internacionais e desenvolvimento sustentável no contexto da preparação para a Rio+20, que acontecerá em 2012 no Brasil. Durante a Cúpula, será feito ainda balanço das atividades dos grupos de trabalho setoriais do Ibas, que tratam de temas como defesa, energia e ciência e tecnologia.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, conversarão também sobre os avanços da cooperação prestada pelo Fundo Ibas para o alívio da fome e da pobreza. Desde sua criação, em 2004, o Fundo realiza nove projetos em seis países, como o de coleta de resíduos sólidos no Haiti, e o de melhoramento agropecuário na Guiné-Bissau; estão previstos ainda projetos no Laos, Serra Leoa, Timor Leste, Sudão e Sudão do Sul. Em 2006, o Fundo foi premiado pela Organização das Nações Unidas como modelo de cooperação entre países em desenvolvimento e, em 2010, agraciado com o prêmio “Metas de Desenvolvimento do Milênio”.

Outro ponto discutido pelos chefes de Estado e de Governo será o comércio entre os três países. O fluxo entre Brasil, Índia e África do Sul quadruplicou entre 2003 e 2010, elevando-se de US$ 4,38 bilhões para US$ 16,1 bilhões, superando, assim, a meta fixada para aquele ano, de US$ 15 bilhões.
De Pretória, a presidenta segue para visita de Estado a Moçambique e Angola, e retorna ao Brasil na quinta-feira (20).
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