Arquivo de artigos sobre "Quebrando mitos"
Sábado, 28 de março de 2015 às 9:57
Do Ministério do Desenvolvimento Social
Em dez anos, o número médio de filhos nas famílias mais pobres do país caiu mais do que a média brasileira, o que prova que as mães do programa Bolsa Família não têm mais filhos para ganhar um benefício maior. Entre 2003 e 2013, enquanto o número de filhos até 14 anos caía 10,7% no Brasil, as famílias 20% mais pobres do país – faixa da população que coincide com o público beneficiário do programa de complementação de renda – registravam uma queda mais intensa: 15,7%. Para as mães das famílias 20% mais pobres do Nordeste, a queda foi ainda maior, alcançando 26,4% no período analisado.
Os números de filhos até 14 anos por mulher, colhidos nas sucessivas edições da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE, mostram que não passa de preconceito a visão de que as mães beneficiárias do Bolsa Família procuram ter mais filhos para receber mais dinheiro do governo. O pagamento por filho até 15 anos de idade é de R$ 35 mensais. O valor pode chegar até R$ 77, no caso das famílias extremamente pobres, sem nenhuma renda.

Dados da Pnad mostram que mães nordestinas e pobres têm, em média, dois filhos. Foto: Ubirajara Machado/MDS
“Atribuem aos mais pobres um comportamento oportunista em relação à maternidade, como se essas mães fossem capazes de ter mais filhos em troca de dinheiro. Isso é puro preconceito”, analisa a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. “Quem diz isso não pensa quanto custa ter um filho. É óbvio que este valor não paga o leite da criança e as despesas que virão depois. Além disso, o preconceito parte do princípio de que o que move as pessoas para a maternidade ou a paternidade é apenas uma motivação financeira”.
Os motivos da queda da fecundidade vêm sendo analisados no Brasil. Entre eles, estão o maior acesso à informação sobre os métodos contraceptivos e sobre a sexualidade, o aumento da escolaridade da mulher jovem, a ampliação da urbanização e com ela o acesso aos serviços médicos. “As mães do Bolsa Família têm de levar os filhos a cada seis meses para o acompanhamento nos postos de saúde, o que ajuda a ampliar o acesso à informação e aos contraceptivos”, lembra a ministra.

Em números absolutos, a pesquisa mostra que, em 2013, as mães brasileiras tinham, em média, 1,6 filho até 14 anos. Entre aquelas 20% mais pobres do Nordeste, a média foi de 2 filhos. Nas famílias 5% mais pobres do Nordeste, com perfil de extremamente pobres, a média foi de 2,1 filhos.
“Com esses dados, me pergunto por que algumas pessoas mantêm o preconceito de que pobres têm muitos filhos. As pessoas que estigmatizam os pobres têm um comportamento semelhante ao racismo ou estão desinformadas”, avalia Tereza Campello.
Mitos
Segundo a ministra, o mito de que o Bolsa Família estimula o aumento do número de filhos não se sustenta ao longo dos 11 anos do programa de complementação de renda. “Esse é um dos grandes mitos que envolvem o Bolsa Família”, lembra.

Outra crença é que o benefício estimula a preguiça e que o beneficiário não trabalha. As pesquisas mostram que os adultos beneficiários participam tanto do mercado de trabalho quanto os adultos que não são beneficiários. Três em cada quatro adultos do Bolsa Família trabalham.
Além disso, pesquisa recente do Instituto Data Popular aponta que 7 em cada 10 beneficiários do Bolsa Família que moram em favelas trabalham. “É preciso deixar claro que o benefício médio pago às famílias é de R$ 170 mensais. Esse valor serve para complementar e não substituir a renda do trabalho”, destaca Tereza Campello.
Além de dar mais autonomia às mulheres na decisão da maternidade, o Bolsa Família teve outros impactos positivos, como a diminuição de partos prematuros e queda da mortalidade de menores de cinco anos. Os resultados foram atingidos graças ao acompanhamento pré-natal para gestantes e ao acompanhamento dos filhos nos postos de saúde. Essas são contrapartidas obrigatórias dos beneficiários.
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Sábado, 14 de fevereiro de 2015 às 14:13

Matéria do jornal O Globo “Wikipédia: computador do Planalto muda verbete sobre muçulmanos”, publicada neste sábado (14), atribui falsamente a IP do Palácio do Planalto alteração em artigo “Muçulmanos” na Wikipédia.
O jornal não teria dado essa barrigada se tivesse feito a pesquisa básica no portal Registro.br para checar a informação. Se o veículo quisesse, de fato, divulgar a verdade, teria esperado a resposta enviada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, conforme especificado nos horários de início e fim do atendimento na nota.
Confira a nota na íntegra:
Em resposta à matéria “Wikipédia: computador do Planalto muda verbete sobre muçulmanos”, publicada na edição deste sábado, 14, no Jornal O Globo, a Secretaria-Geral da Presidência da República esclarece:
– O jornal publicou uma informação falsa. O IP que alterou o artigo “Muçulmanos” na Wikipédia não é da Presidência;
- se o jornal quisesse publicar a verdade, deveria, no mínimo, ter feito uma busca no portal Registro.br no qual teria confirmado que o IP não é mesmo da Presidência;
- também não é verdade que a Presidência não se pronunciou até o fechamento da edição. A troca de emails entre o jornal, a Secretaria de Imprensa da Presidência e a assessoria da Secretaria Geral começou às 20h22 com o pedido do repórter e terminou à 00h14 com a informação final de que o IP não era mesmo da Presidência.

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Sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 às 15:53

O Ministério da Fazenda publicou nota, nesta sexta-feira (13), desmentindo boatos que têm circulado nas redes sociais, sobretudo no Whatsapp, de que haverá confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras. Veja a nota na íntegra.
O Ministério da Fazenda vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
1. Não procedem as informações que estariam circulando pela mídia social de que haveria risco de confisco da poupança ou de outras aplicações financeiras;
2. Tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda.

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Quinta-feira, 22 de janeiro de 2015 às 20:25

Ao contrário do vem sendo divulgado nas redes sociais, a presidenta Dilma Rousseff não decretou luto de três dias pelo falecimento do brasileiro Marco Archer, condenado à pena de morte na Indonésia. Também não é verdadeira foto que circula na internet com a bandeira do Brasil no Palácio do Planalto a meio mastro.
No dia da execução do brasileiro, Dilma lamentou a morte de Marco Archer e se manifestou indignada com a pena imposta pela justiça da Indonésia. Mesmo consciente da gravidade do crime que levaram à condenação do brasileiro, a presidenta ainda dirigiu, pessoalmente, um apelo humanitário ao presidente indonésio, Joko Widodo, pela clemência do réu. No entanto, o pedido não foi acolhido.

Quando o luto oficial é decretado, é obrigatório o hasteamento da Bandeira Nacional a meio mastro, o que não aconteceu no caso do brasileiro Marco Archer. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
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Quarta-feira, 2 de julho de 2014 às 21:47


Um dos saldos da Copa do Mundo no Brasil é o valor de R$ 142 milhões injetados na economia entre 2010 e 2014. E a escolha das 12 cidades-sedes não foi à toa: o objetivo é espalhar a riqueza para todas as regiões, com desenvolvimento para comercio, indústria e serviços.
A Fundação de Estudos e Pesquisas Econômicas (Fipe), ligada à USP, apontou que, dos R$ 9,7 bilhões gerados durante a Copa das Confederações, 51% se difundiram por todo o pais, enquanto 49% ficaram concentrados nas seis cidades que receberam o torneio. Já o Mundial tem potencial de retorno mais de três vezes maior.
Mais de 3,6 milhões de pessoas estão circulando pelo Brasil, o dobro em comparação à Copa do Mundo na África do Sul (2010). Apenas com visitantes, o país terá retorno de, no mínimo, R$ 25 bilhões. Esse valor quita gastos do governo federal em infraestrutura, mobilidade urbana e segurança feitos para receber o evento e que ficarão como legado para população ao término dele.
Na empregabilidade, o setor de Turismo ofereceu, sozinho, mais de 48 mil oportunidades de trabalho. Outras 50 mil vagas foram criadas para execução das obras nos estádios. Esses são exemplos de fatores essenciais para que o Brasil possa seguir mantendo as menores taxas de desemprego de sua história.
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Quarta-feira, 25 de junho de 2014 às 21:16

Teve gente dizendo por aí que apenas ricos poderiam ir aos estádios para assistir à Copa do Mundo devido ao custo do ingresso, muito caro ao bolso da população brasileira. Mas o Mundial no Brasil tem as entradas mais baratas dos últimos tempos.
A categoria 4 conta com 400 mil ingressos vendidos exclusivamente para os cidadãos do país. É nela também em que estão os valores mais acessíveis, podendo chegar a R$ 30 a meia-entrada para estudantes, idosos e beneficiários do Bolsa Família. Em comparação, os bilhetes mais baratos vendidos durante a Copa na Alemanha (2006) custavam o equivalente a R$ 101,00, enquanto na Coreia e Japão (2002) não saía por menos de R$ 154,00.

“Nunca tivemos um preço como esse em todas as Copas do Mundo”, disse o diretor de Marketing da FIFA, Thierry Weil. Ele acrescentou que a prática de descontos só foi realizada duas vezes nos mundiais de futebol da FIFA. “É a segunda vez que temos ingressos com desconto. A primeira foi na Copa do Brasil em 1950 e a segunda é agora. Temos que dizer que o governo brasileiro é ótimo negociador”, acrescentou.
E não é só por isso que a Copa no Brasil é considerada a Copa da inclusão social. Pela primeira na história do torneio, um governo distribuiu 100 mil ingressos gratuitos à população. Metade deles foi destinada aos trabalhadores que participaram das obras nas arenas, a outra parte foi entregue a alunos de escolas públicas e aos povos indígenas.
Para completar, essa é também a Copa da sustentabilidade: 840 catadores de materiais recicláveis receberam capacitação para realizar a coleta seletiva nos estádios, aeroportos e área com grande concentração de pessoas. Além disso, o BNDES financiou R$ 5 milhões para projetos de gestão do lixo nas 12 cidades-sede.
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Terça-feira, 10 de junho de 2014 às 20:39

O mito de que o Bolsa Família estimula o aumento do número de filhos é outro que caiu por terra nestes 11 anos de programa. Pelo contrário, a média de fecundidade entre as mulheres mais pobres diminuiu.
“O dinheiro dá às mulheres mais autonomia sobre a possibilidade de comprar e usar contraceptivos. Cada vez menos as mulheres se sentem como propriedade dos homens”, comentou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, à reportagem do jornal inglês The Guardian.

Análise feita com base nos Censos populacionais do IBGE em 2000 e 2010 aponta que o grupo de mulheres mais pobres apresentou recuo de 30% no número médio de filhos, enquanto a média nacional foi de 20,17%.
Além de dar a elas mais autonomia, o Bolsa Família teve outros impactos positivos: a diminuição de partos prematuros e queda da mortalidade de menores de cinco anos. Os resultados foram atingidos graças ao acompanhamento pré-natal para gestantes e de cumprimento do calendário de vacinação para os filhos. Essas são contrapartidas obrigatórias para ingressar no programa.
Na avaliação do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, o programa também refletiram de forma evidente também em outras nas áreas. Segundo ele, levantamentos mostram aumento na frequência escolar e queda da evasão de crianças e adolescentes beneficiários.
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Quarta-feira, 4 de junho de 2014 às 11:05

Em reportagem recente, o jornal inglês The Guardian destacou o impacto do Bolsa Família nas relações de gênero. Uma das questões fundamentais do programa é a emissão do cartão, prioritariamente, em nome da mulher. Hoje elas somam 93% das titularidades.
“O benefício empodera as mulheres. É única fonte de renda em muitos dos casos, então elas estão mais independentes dos maridos, compartilham mais na tomada de decisões da casa e têm mais autoestima”, afirmou ao jornal a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Ela destacou que muitas esposas, antes submetidas à violência doméstica, agora se sentem livres para pensar em divórcio.

O The Guardian ouviu também a socióloga Walquiria Leão Rêgo, que viajou pelo Norte e Nordeste do Brasil durante cinco anos para registrar a mudança na vida das beneficiárias que vivem nas comunidades mais patriarcais. “As mulheres ganharam mais poder sobre os seus destinos”, diz a pesquisadora. Um simples exemplo disso é que muitas, pela primeira vez na vida, puderam escolher e comprar seus próprios batons.
Maria da Paz vive com suas duas filhas na Rocinha, Rio de janeiro, e afirma orgulhosa: “Eu substituí meu marido pelo Bolsa Família. Eu o deixei ele era agressivo e começou a bater nas crianças”.
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Sexta-feira, 30 de maio de 2014 às 11:29

Os recursos destinados ao Bolsa Família não beneficiam apenas quem os recebe, mas toda a economia brasileira. O programa tem efeito multiplicador de R$ 2,40 sobre o consumo final das famílias, por isso, setores como comércio e serviços são os mais contemplados.
Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), desde que o auxílio foi implementado, a renda dos mais pobres cresceu em torno de quatro vezes mais do que a dos mais ricos. Em 10 anos, o programa ajudou a reduzir 28% da pobreza do país, superando em 70% o patamar estabelecido pela meta do milênio da Organização das Nações Unidas (ONU).

A participação dos beneficiados pelo Bolsa Família na População Economicamente Ativa (PEA) é de 68,3% – maior do que a média nacional, de 67,2% –, aponta pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, ressalta que o custo-benefício é a maior vantagem do modelo brasileiro de transferência de renda condicionada. “O orçamento do Bolsa Família corresponde a apenas 0,5% do PIB e cada R$ 1 transferido para as famílias se transforma em R$ 1,78 na economia do país”.
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Quinta-feira, 29 de maio de 2014 às 11:48

Você já deve ter ouvido falar que há beneficiários do Bolsa Família que fazem mal uso do auxílio. Uma política pública que abrange milhões de pessoas, certamente, pode vir a ser alvo de alguns oportunistas ou pessoas de má-fé. Mas, ao longo dos 11 anos do programa, dados comprovam que esses casos são isolados.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), perguntou aos titulares quais os itens em que o dinheiro do benefício era mais aplicado, podendo indicar até três opções. O estudo revelou que 87% das famílias têm a alimentação como prioridade, sendo que esse índice chega a 91% na região Nordeste.

Além disso, famílias atendidas pelo Bolsa Família gastam mais do que as outras com grãos e cereais, aves e ovos, carnes, pães, legumes, óleos e bebidas não alcoólicas. Um forte indicador de que o programa contribui para a segurança alimentar e nutricional de crianças e adolescentes.
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