Presidenta Dilma Rousseff posa para foto oficial após encontro com governadores do Nordeste para a assinatura do Pacto pela Erradicação da Miséria. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Mais do que marcar a presença do governo federal nos estados da região Nordeste, os programas de oferta de água e o modelo de comercialização da farinha de mandioca da agricultura familiar representam o resgate da dignidade do povo nordestino. A avaliação foi feita pelo governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, durante reunião com a presidenta Dilma Rousseff e os governadores dos estados da região Nordeste. O encontro realizado no município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, marca mais um passo do plano Brasil sem Miséria, que tem por objetivo principal resgatar 16,2 milhões de brasileiros da pobreza extrema.
“O programa tem tudo a ver com Alagoas. Ou seja, a oferta de água e a colocação dos produtos da agricultura familiar nos supermercados”, disse Teotônio Vilela.
O governador alagoano lembrou que a decisão da presidenta Dilma de lançá-los no seu estado resulta no compromisso “de reverter os indicadores sociais”. O estado tem um dos piores IDH do país. Ele também ressaltou a importância da cerimônia acontecer em Arapiraca: “o povo de Arapiraca é batalhador. Produz, mas sofre com a falta de abastecimento de água”, contou.
A reunião contou com exposições dos ministros do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e da Saúde, Alexandre Padilha, sobre as vertentes dos projetos nas respectivas pastas. Campello explicou que no caso do Água para Todos, que integra o Brasil sem Miséria, vai assegurar, num primeiro momento, o acesso à água na zona rural do semiárido. Padilha informou que o governo federal está destinando R$ 700 milhões para ações de saúde a serem desenvolvidas pelos municípios e estados nordestinos até o ano de 2014.
Assentamento Hugo Herédia, em Araçatuba (SP), foi beneficiado pelo programa Luz para Todos, no ano passado, com energia elétrica para 700 pessoas. Foto: Arquivo
O Brasil atingiu a marca de 13,6 milhões de pessoas atendidas pelo programa Luz para Todos. Deste total, a região Nordeste se destaca como a que mais executou ligações, com a marca de 1,3 milhão de famílias. Isso significa que 6,7 milhões de nordestinos desfrutam agora da energia elétrica em suas casas. Os números foram divulgados pelo Ministério de Minas e Energia sobre um dos programas considerados mais importantes pelo governo federal.
Até o momento, segundo o MME, os investimentos contratados nos estados nordestinos chegam a R$ 6,1 bilhões para a realização das obras do programa. O restante dos investimentos, aproximadamente de R$ 2,7 bilhões, tem participação das concessionárias de energia elétrica e dos governos estaduais. O Luz para Todos é coordenado pelo MME, operacionalizado pela Eletrobrás e desenvolvido em parceria com os governos estaduais, as concessionárias de energia elétrica e as cooperativas de eletrificação rural.
Dos recursos liberados pela União para as obras em andamento na região Nordeste, R$ 4 bilhões foram a fundo perdido. A utilização de recursos públicos subvencionados pelo governo visa diminuir o valor de possíveis aumentos para os consumidores.
Além do benefício direto do acesso gratuito à energia elétrica, o ministério, em pesquisa de avaliação do impacto do programa realizada em âmbito nacional, identificou benefícios indiretos, entre eles, a movimentação da economia fora do ciclo de obras de construção de redes elétricas.
Os dados apontados pela pesquisa indicam que 79,3% dos entrevistados adquiriram televisores e 73,3% passaram a ter geladeiras, sem falar nas que compraram liquidificadores, ventiladores, bomba d’ água etc. Já 4,8% das famílias afirmaram que voltaram ao campo depois da chegada da energia, o que significa que 130,7 mil famílias saíram dos grandes centros retornando ao meio rural.
No estado da Bahia, por exemplo, no povoado Lage, município de Sento Sé, a energia elétrica na localidade permitiu aos moradores realizar um sonho antigo, a construção de uma fábrica de doces. A moradora Janilde dos Santos explica o trabalho que era fazer doce de umbu artesanalmente antes da energia: “A gente passava o dia inteiro peneirando a fruta para tirar a polpa. À noite, nossos braços doíam muito. Agora, o despolpador elétrico faz essa tarefa pesada”.
Com a chegada da energia, as doceiras também passaram a usar forno elétrico e caldeira, além de poderem triturar na forrageira os caroços e restos das frutas. “Aproveitamos tudo, nada mais é jogado fora”, disse Janilde.
Hoje em dia a fábrica produz, durante o período de colheita, mais de três mil quilos de doces de umbu e iniciou ainda a produção de doce de banana. O empreendimento emprega dezoito profissionais da comunidade.
De norte a sul do país, muitas mudanças estão acontecendo na zona rural. Mudanças proporcionadas a partir da chegada da energia elétrica, melhorando a qualidade de vida e oferecendo mais dignidade aos moradores do campo.
Como pedir – O morador da área rural que não possui energia elétrica em casa e não fez seu pedido ainda deve procurar o escritório ou representante da concessionária que atende a sua região e solicitar a instalação da luz. A prioridade das obras é definida pelo Comitê Gestor Estadual e, o cronograma, pela concessionária de energia elétrica.
No post de hoje trazemos a história do Cacique Firmino Arana e sua família, de Ji-Paraná, em Rondônia. Quando contaram a novidade, o cacique duvidou: “Nós pensamos que era mais uma mentira do homem branco”, afirmou. Pois era a mais pura verdade. E mudou para melhor a vida de todos na aldeia. Confira mais uma história extraída do livro Um Marco Histórico – 10 milhões de brasileiros saíram da escuridão, editado pelo Ministério de Minas e Energia.
Para Maria Luiza Arara, o que ela mais gostou foi da chegada da máquina de lavar roupa. Segundo ela, antigamente tudo era lavado no rio e dava muito trabalho, “agora quem trabalha é a máquina”, disse toda sorridente. Disse também que, naqueles dias, havia chovido muito e um cabo da rede elétrica se partiu, deixando a aldeia toda sem energia, “aí é que vimos como nós morávamos antigamente. Ficamos doidinhos, sem energia a máquina não funcionou, a água de beber ficou de novo quente e ninguém mais quer beber água quente, só queremos água gelada!”, declarou às gargalhadas.
Confira o infográfico abaixo, que traz detalhes sobre o programa Luz para Todos.
Com a chegada da energia elétrica, as salas de aula da pacta Almécegas (CE) agora têm ventiladores que espantam o calor.
No segundo post sobre as histórias do livro Um Marco Histórico – 10 milhões de brasileiros saíram da escuridão, editado pelo Ministério de Minas e Energia, mostramos como a “novidade elétrica” trazida pelo programa Luz para todos mudou a vida na pacata cidade de Almécegas, no interior do Ceará. Clique no selinho Especial – Luz para Todos para ler todos os posts da série.
A ‘novidade elétrica’não beneficiou apenas os negócios. As crianças também gostaram da presença da rede de energia na escola. “É uma bênção”, conta o professor Raulindo Ramos Menezes. “A comunidade pensava que a energia nunca ia chegar até aqui”, revela. Com a ligação do Luz para Todos, as salas de aula já têm ventiladores e as crianças já podem tomar um suco gelado ou uma água para aplacar o forte calor da região. A energia da rede elétrica ainda vai ajudar a melhorar o funcionamento do laboratório do informática da escola, visto que antes dela chegar, os computadores funcionavam por meio de baterias alimentadas por uma placa solar, o que permitia o funcionamento por apenas uma hora continuamente. “E para que eles funcionassem novamente, era necessário que ficassem meia hora desligados,a fim de não sobrecarregar o sistema”, conta o professor.
A rede de energia elétrica já mudou, para melhor, a vida pacata do pequeno paraíso de Almécegas (Ceará).
Eleandro Emídio Brasil em seu primeiro emprego: uma fábrica de postes no município de Rio Branco (AC)
O Ministério de Minas e Energia lançou no início deste mês um livro revelador: Luz para Todos – Um Marco Histórico: 10 milhões de brasileiros saíram da escuridão. Com histórias reais de pessoas que tiveram suas vidas mudadas com a chegada da energia elétrica, o livro registra a transformação promovida pelo programa Luz para Todos na vida de milhões de brasileiros. O Blog do Planalto publicará a partir desta terça-feira (30/3) algumas dessas histórias. A primeira da série é a de Eleandro Emídio Brasil, de Rio Branco (AC). O texto foi retirado diretamente do livro Um Marco Histórico:
A chegada da luz está representando mais conforto, melhoria da qualidade de vida e novas possibilidades de geração de renda para as comunidades. Além disso, as obras do programa Luz para Todos têm impulsionando a economia, abrindo oportunidades de empregos diretos e indiretos em fábricas de postes, indústrias de materiais elétricos (cabos, transformadores etc.) e de eletroeletrônicos. Na execução do programa, dá-se prioridade ao uso da mão-de-obra local e à compra de materiais e equipamentos nacionais que, quando possível, serão fabricados em áreas próximas às localidades atendidas.
Foi o caso de Eleandro Emídio Brasil, que conseguiu seu primeiro emprego em 2006, em uma fábrica de postes em Rio Branco, capital do Acre. Sua família, que também “vivia no escuro”, foi atendida pelo programa. “Ter energia em casa era um sonho antigo nosso; agora, além da luz, consegui um emprego e posso ajudar minha família”, disse Eleandro, emocionado.
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