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Arquivo de artigos sobre "G20"

Sexta-feira, 4 de novembro de 2011 às 12:45

Contribuições ao FMI podem garantir ‘proteção do sistema’, diz presidenta Dilma após G20

Presidenta Dilma concede entrevista coletiva em Cannes, na França, após reunião de cúpula do G20. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (4) que o governo brasileiro não vai contribuir para o Fundo Europeu de Estabilização, criado para ajudar os países em crise. Segundo ela, o Brasil dará sua contribuição ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que deverá ter seus recursos ampliados como forma de evitar o agravamento da crise financeira. O assunto foi discutido pelos líderes do G20 em Cannes, na França.

Em entrevista coletiva, a presidenta Dilma descartou o repasse de recursos do governo brasileiro para o fundo europeu, mas declarou que a ampliação dos recursos do FMI pode garantir a “proteção do sistema”.

“Não tenho intenção de fazer contribuição direta para o fundo europeu. Nem eles têm. Eu faço [contribuição] para o FMI. Dinheiro brasileiro de reserva não pode ser usado de qualquer jeito, mas por meio de aplicação garantida. A posição do Brasil foi clara”, explicou.

A presidenta Dilma reiterou que a governança do Fundo Monetário Internacional deve ser revista para refletir a atual correlação de forças do cenário internacional, posição defendida também por outros países emergentes, como a China.

Segundo a presidenta, a crise financeira, que atinge com maior gravidade os países da Zona do Euro, pode afetar também as nações emergentes na medida em que impacta o comércio. Os emergentes que não dispõem de reservas internacionais, como o Brasil, também sofrem com a fuga de capitais provocada pela crise.

“A crise afeta os emergentes de várias maneiras, por isso a gente considera a ampliação do Fundo Monetário importante para reduzir o risco sistêmico.”

Crescimento – Na entrevista coletiva após o G20, a presidenta Dilma disse ainda que houve “consenso” entre os líderes sobre a necessidade de retomada do crescimento econômico. Segundo ela, se a preocupação central do encontro era a estabilidade global, ficou evidente que ela não será alcançada sem a busca do crescimento. Por isso, afirmou, foi discutida a proposta da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de criação de uma rede de proteção social para as populações mais vulneráveis.

Outra preocupação, segundo Dilma Rousseff, refere-se ao desemprego que atinge, sobretudo, às populações mais jovens dos países desenvolvidos, “ao contrário do que está ocorrendo do Brasil”.

“Houve uma espécie de consenso de que é muito difícil haver uma recuperação da crise sem o processo de retomada do crescimento até porque os processos recessivos tornam não só os ajustes muito custosos, mas, em alguns casos, inviáveis”, avaliou.

Para a presidenta, se não foi um sucesso absoluto, a reunião de cúpula do G20 alcançou o sucesso relativo, pois mostrou a força do grupo na sustentação de políticas anticrise.

“Foi uma reunião que teve o mérito de colocar na ordem do dia, mais uma vez, a força do G20 no que se refere ao apoio, ao auxílio e à sustentação de políticas anticrise imediatas, de políticas que se dispõem a dar sustentação ao conjunto do sistema. É um sucesso relativo na medida em que os países da Zona do Euro deram um passo à frente na forma de enfrentar a crise.”

Ouça abaixo a íntegra da entrevista coletiva ou leia aqui a transcrição.

 
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Sexta-feira, 4 de novembro de 2011 às 10:26

Países devem assumir compromissos diferenciados em relação à emissão de gases, diz presidenta

Presidenta Dilma Rousseff conversa com o presidente da Coreia, Lee Myung-bak, durante sessão de trabalho do G20. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU Ao discursar na manhã de hoje (4) sobre energia e clima em sessão de trabalho do G20, a presidenta Dilma Rousseff defendeu que os países desenvolvidos e em desenvolvimento assumam compromissos diferenciados em relação à emissão de gases de efeito estufa. Segundo ela, a Conferência do Clima das Nações Unidas (Cop 17), que acontece neste mês em Durban, na África do Sul, “não pode ser o insucesso de Copenhague”.

Na Conferência, os países em desenvolvimento vão oferecer contribuição, mas a redução das emissões deve ser compatível com a redução da pobreza, disse a presidenta, lembrando o compromisso voluntário assumido pelo Brasil, em Copenhague, de redução de emissões de 36% a 39% em relação à projeção de 2020.

“Os efeitos perversos sobre a emissão de gases de efeito estufa exigem iniciativas urgentes, sem por obrigações financeiras adicionais aos países em desenvolvimento. A responsabilidade pública dos países desenvolvidos é central e deve ser combinada com a participação da iniciativa privada. Na questão do financiamento, não pode haver obrigações intransponíveis para os países em desenvolvimento.”

Dilma Rousseff destacou ainda que na Rio 92 o mundo tomou conhecimento da questão ambiental. Na visão dela, na Rio+20 – que será realizada em 2012 no Brasil – os países voltarão a discutir o modelo de desenvolvimento que as nações querem para o futuro.

“A reunião não é somente sobre meio ambiente; é também sobre economia verde, erradicação da pobreza e governança internacional para o desenvolvimento sustentável.”

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Sexta-feira, 4 de novembro de 2011 às 8:14

Agenda: G20, encontros bilaterais e partida para Paris

Agenda presidencial Nesta sexta-feira (4), a presidenta Dilma Rousseff participa, em Cannes, na França, de encontro com a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel. A reunião bilateral acontece às 8h30 (5h30 em Brasília) no Palais des Festivals.

Às 9h15 (6h30) em Brasília, é realizada sessão de trabalho da Cúpula do G20, seguida por almoço de trabalho às 13h (10h em Brasília).

À tarde, previsto para 15h (12h em Brasília), Dilma Rousseff se encontra com o primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan.

Ela parte para Paris às 16h (13h em Brasília), com previsão de chegada ao Aeroporto Le Bourget, na capital francesa, às 17h10 (14h10 em Brasília).

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Quinta-feira, 3 de novembro de 2011 às 16:00

Na busca de solução para a crise, Brasil está disposto a contribuir com FMI

Presidenta Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama se encontram na primeira sessão de trabalho do G20. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (3) que, na busca de uma solução para crise financeira, o Brasil está disposto a contribuir com o Fundo Monetário Internacional. Aos líderes do G20 reunidos em Cannes, na França, a presidenta destacou que é preciso que os países desenvolvidos ajam com liderança, visão clara e rapidez.

Em almoço que marcou o início oficial da reunião de cúpula do G20, ela pediu aos demais líderes do Grupo detalhes do pacote europeu anticrise, e manifestou preocupação de que a crise comece a “respingar” nos países em desenvolvimento. Disse, ainda, que é importante se pensar em medidas emergenciais que garantam o crescimento econômico.

Após o almoço que marcou o início dos trabalhos, os líderes do G20 tiveram uma reunião em que a presidenta Dilma ressaltou a “exitosa” experiência brasileira de enfrentamento da crise com inclusão social e geração de emprego.

“A inclusão de 40 milhões de pessoas na classe média foi não somente uma imposição moral como também uma questão de enfrentamento econômico.”

Dilma Rousseff manifestou apoio à tese da Organização Internacional do Trabalho de um piso único de renda como medida de proteção mundial.

“Tem efeito inequívoco contra a crise. O Brasil não irá se opor a uma taxa financeira mundial, se isso for um consenso entre os países a favor da ampliação dos investimentos sociais.”

Para a presidenta, a atual crise também exige medidas para combater a guerra cambial e garantir os compromissos assumidos entre os países na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio.

“É conhecido por todos o empenho do Brasil na retomada da Rodada de Doha. Mas é preciso dizer também que a atual crise econômica também provocou problemas cambiais e a ampliação de liquidez que afeta muitos países, como o Brasil. A Conferência da OMC em dezembro deve ser oportunidade para retomar nosso compromisso de Doha, assim como discutir a questão cambial e
as questões de segurança alimentar, incluindo subsídios agrícolas.”

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Quinta-feira, 3 de novembro de 2011 às 15:19

Reunidos em Cannes, líderes do G20 discutem saída para crise financeira

ONU Os líderes do G20 se reúnem em Cannes, na França, para discutir a crise financeira internacional, que atinge de forma mais grave a Zona do Euro. O Brasil irá defender, segundo a presidenta Dilma Rousseff, que os países desenvolvidos busquem o equilíbrio fiscal ao mesmo tempo em que apresentem propostas para o crescimento das economias e a geração de emprego.

Nesta tarde, os chefes de Estado e de Governo se reúnem na segunda sessão oficial da Cúpula e, à noite, participam de jantar de trabalho.

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Quarta-feira, 2 de novembro de 2011 às 15:33

Encontros bilaterais e com OIT marcam primeiro dia de trabalho em Cannes

ONU Em seu primeiro dia de compromissos oficiais em Cannes, na França, onde será realizada a partir de amanhã (3) a 6ª Cúpula do G20, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com o presidente da China, Hu Jintao, com a primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, e com o diretor-geral da OIT, Juan Somavía. Nos encontros, a presidenta compartilhou a posição do Brasil em defender uma solução para a crise financeira internacional com crescimento e manutenção de empregos.

Em recentes declarações sobre a Cúpula, a presidenta destacou que o G20 deve agir propondo tanto medidas financeiras emergenciais como também um plano de sustentação do investimento. Ela tem defendido, também, a necessidade de decisões políticas dos países desenvolvidos em prol do crescimento, aumento do consumo e criação de empregos.

“A solução imediata, apesar de ser responsabilidade dos países avançados e, neste momento, particularmente, dos europeus, não pode fechar os olhos para o fato de que se todos fizerem ajustes recessivos a situação de recessão será uma profecia autorrealizável. Estímulo ao crescimento, ao emprego e à melhoria de vida das populações de todos os países do mundo é também um dos bons instrumentos para que possamos, de fato, superar e controlar a crise. Estou convencida de que esse foco no crescimento, com redução de desigualdades, com políticas fiscal e monetárias responsáveis são parte essencial da solução”, disse na última segunda-feira (1).

Amanhã, a presidenta Dilma participa de almoço de trabalho sobre o sistema econômico global, seguido de duas sessões de trabalho: Plano de Ações para o Crescimento Econômico Mundial / Marco e Sistema Monetário Internacional e Dimensão Social da Globalização e Comércio. À noite, Dilma Rousseff vai a jantar de trabalho sobre desenvolvimento.

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Terça-feira, 1 de novembro de 2011 às 15:39

Presidenta Dilma chega à França para participar da Cúpula do G20

Presidenta Dilma desembarca em Nice, na França, de onde segue para Cannes. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

ONU A presidenta Dilma Rousseff desembarcou nesta tarde em Nice, na França, de onde seguiu para Cannes para participar da VI Cúpula do G20, realizada na cidade até a próxima sexta-feira (4).

Durante os dias 3 e 4, os chefes de Estado e de Governo do G20 se reunirão em sete sessões de trabalho, nas quais serão discutidos temas como crise financeira internacional, crescimento econômico, geração de emprego, reforma do sistema monetário, comércio internacional, regulação financeira, mudanças climáticas e governança global.

Ontem, ao participar da entrega do prêmio As Empresas mais Admiradas do Brasil, oferecido pela revista Carta Capital, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que, na ausência de crescimento, é impossível alcançar efetivamente a sustentabilidade fiscal. Ela ressaltou que os países em desenvolvimento têm feito sua parte e demonstrado que é possível crescer com as contas públicas equilibradas ao mesmo tempo em que se prioriza a geração de emprego e a distribuição de renda.

“Por isso, a posição que o Brasil levará a Cannes é que o G20 deve agir propondo tanto medidas financeiras urgentes e emergenciais como também um plano de sustentação do crescimento e do emprego. Cabe ao G20 ajudar a restabelecer a confiança no retorno do crescimento, em especial das economias desenvolvidas, porque nós somos capazes de fazer a nossa parte por nós mesmos”, destacou.

O G20 foi estabelecido em 1999, como consequência das crises de balanço de pagamentos ocorridas ao longo da década de 90. O mecanismo reunia as autoridades financeiras dos 20 países desenvolvidos e em desenvolvimento mais importantes, com o objetivo de cooperar em temas técnicos de natureza econômica e financeira. A partir de 2008, em reconhecimento da necessidade de cooperação internacional ampliada para superar a crise financeira nos países desenvolvidos, passou a reunir-se em nível de chefes de Estado e Governo.

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Segunda-feira, 31 de outubro de 2011 às 12:10

Estratégia para superar crise é foco da reunião do G20 em Cannes

ONU A presidenta Dilma Rousseff viaja hoje (31) para a França, onde participará nos próximos dias, em Cannes, da Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo do G20. O tema central do encontro será a crise financeira global, que afeta particularmente os países da Europa. Será oportunidade, ainda, para avaliação e implantação de decisões de fóruns anteriores do G20 nas áreas de agricultura e segurança alimentar, reforma do sistema monetário internacional e apoio ao desenvolvimento de países mais pobres, informou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena.

Na quinta-feira (3), a presidenta Dilma participa de almoço de trabalho sobre o sistema econômico global, seguido de duas sessões de trabalho: Plano de Ações para o Crescimento Econômico Mundial / Marco e Sistema Monetário Internacional e Dimensão Social da Globalização e Comércio. Neste dia, Dilma Rousseff vai a jantar de trabalho sobre desenvolvimento, ocasião em que Bill Gates celebrará palestra.

Na sexta-feira (4) pela manhã, a Cúpula do G20 será marcada por três sessões de trabalho. A primeira será sobre Regulação Financeira; a segunda sobre Agricultura, Energia e Volatilidade de Preços de Commodities; e a última sobre Mudança do Clima e Corrupção. Haverá, ainda, adoção de comunicado conjunto e almoço de trabalho sobre governança global e prioridades da presidência mexicana do G20 para 2012. No início da tarde, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, participa de conferência de imprensa.

Já em Paris, no sábado (5), Dilma Rousseff se encontra com a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. Acompanham a presidenta na viagem à França os ministros das relações Exteriores, Antonio Patriota, da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas.

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