Arquivo de artigos sobre "Bom dia, ministro"
Quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 às 14:46

Ministro Gilberto Carvalho fala sobre as discussões que vão pautar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20. Foto: Antônio Cruz/ABr
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, vai discutir um novo modelo de desenvolvimento em que os países ricos também assumam compromissos e responsabilidades com a sustentabilidade. Segundo o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a Rio + 20 não será uma conferência climática ou ambiental, mas uma conferência que discutirá um mundo socialmente justo.
No programa de rádio Bom Dia Ministro, transmitido hoje (2), Gilberto Carvalho disse ainda que, na Rio + 20, haverá uma pressão para que todos os países adotem normas e regras de um desenvolvimento sustentável. Esse foi o tema do Fórum Social Temático realizado em Porto Alegre.
“Se todos nós concordamos que o desenvolvimento deve ser sustentável, nós entendemos que não é possível que os países desenvolvidos queiram impor aos países em desenvolvimento um padrão de desenvolvimento que pague o preço da exploração da natureza que eles já fizeram lá no Norte do mundo. Muitas vezes, a tendência dos países desenvolvidos é pagar, dar um crédito financeiro, obrigando e constrangendo os países do Sul do mundo, do chamado terceiro mundo, dos países em desenvolvimento, a que eles apenas façam a preservação da natureza. E lá no Fórum se discutiu intensamente a ideia de que o desenvolvimento sustentável é uma responsabilidade do mundo todo”, explicou o ministro.
Ele defendeu ainda a participação da sociedade na construção desse novo modelo de desenvolvimento, lembrando a mobilização social motivada pela construção da usina de Belo Monte, no Pará. Segundo Gilberto Carvalho, Belo Monte será construída para atender à alta demanda por energia provocada pelo crescimento da economia. Além disso, a usina se enquadra na perspectiva de manutenção de uma matriz energética limpa e renovável.
“Se criaram muitos mitos em relação a Belo Monte. Entre as determinações para a construção de Belo Monte, nós estamos demarcando áreas indígenas, preservando áreas. Toma-se hoje uma série de cuidados para que Belo Monte seja um novo exemplo de um tipo de construção adequada de usina. E rigorosamente não é verdade que não foram percorridos todos os caminhos necessários para a questão da licença ambiental. O governo não é maluco de ir para cima da lei; o governo tomou todos os cuidados e todo o processo das consultas públicas, todo o processo do licenciamento ambiental foi realizado e, agora, graças a Deus, apesar da polêmica, a usina está em plena construção e, em breve, o país poderá contar com mais esse grande arsenal de energia elétrica.”
Imprima:
Quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 às 16:30

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, fala, durante entrevista ao primeiro programa Bom Dia, Ministro de 2012, sobre as políticas do governo brasileiro para a área, que incluem o programa Ciência sem Fronteiras. Foto: Elza Fiúza/ABr
Prestadoras de serviços de telecomunicações poderão participar do sistema de alerta de desastres naturais com a instalação de pluviômetros automáticos nas torres de comunicação. Segundo o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, que participou hoje (5) do programa Bom Dia, Ministro, uma reunião com as empresas já está marcada para o início da próxima semana. Ele antecipou, ainda, que o governo irá comprar 4,5 mil pluviômetros, sendo 1,5 mil automáticos.
“Esse pluviômetro, que é automatizado, precisa de fibra ótica e energia para receber a informação, imediatamente, no Centro de Monitoramento. Aí, você pode dar um alerta muito preciso e muito localizado para aquela comunidade. E como elas [as torres de comunicações] estão em morros estratégicos, nos grandes centros urbanos, nós poderíamos, rapidamente, melhorar muito a nossa rede de pluviômetros e a nossa capacidade de análise.”
Aloizio Mercadante falou também sobre a importância do envolvimento da sociedade na prevenção de desastres naturais e lembrou que graças à sistemática de alerta adotada pelo governo o número de vítimas diminuiu significativamente neste verão.
“O Brasil precisa entender que nós precisamos criar uma cultura de prevenção. E nós esperamos, no futuro, inclusive, ter uma articulação melhor com a Abert, com as rádios, com o sistema de comunicação, para nos ajudar. Para ajudar, também, na mobilização, como acontece no caso de furacão, vulcão, de outros países, que o sistema de comunicação está integrado ao sistema de alerta e prevenção”, salientou.
Bolsas de estudo no exterior – No programa, Aloizio Mercadante fez um balanço do programa Ciência sem Fronteiras, lançado pela presidenta Dilma Rousseff com o objetivo de ofertar 75 mil bolsas de estudo no exterior. Nos últimos dois dias – segundo o ministro – o portal do programa registrou mais de sete milhões de acessos e os primeiros 1,5 mil bolsistas seguiram para universidades nos Estados Unidos. Em 2012, a meta é conceder cerca de 15 mil novas bolsas, completou.
“O Ciência sem Fronteiras é um sucesso espetacular. Nos Estados Unidos, nós estamos negociando 18 mil bolsas para esses próximos três anos. Na França, 10 mil bolsas; na Inglaterra, 10,2 mil; na Alemanha, 10 mil; na Itália, 6 mil. E, agora, esse novo edital que nós estamos fazendo, que tem 12 mil inscritos, são para estes países: Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha e Itália.”
Ouça aqui a íntegra do programa Bom Dia, Ministro.
Imprima:
Quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 às 17:03

Iriny Lopes comenta, no programa Bom Dia Ministro, a ampliação da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 para brasileiras no exterior. Foto: Antonio Cruz/ABr
O governo federal ampliou a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 para brasileiras em situação de violência em Portugal, Espanha e Itália. Assim como no Brasil, o serviço vai funcionar 24 horas por dia e a ligação é gratuita. No programa de rádio Bom Dia Ministro transmitido hoje (8), a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, explicou que o Ligue 180 vai atender as vítimas de violência doméstica, de cárcere privado e aquelas que foram ludibriadas por organizações criminosas com falsas promessas de emprego e acabam cedendo à prostituição. A ideia é ampliar o atendimento para outros países.
“Nós receberemos a ligação da vítima na nossa central de atendimento aqui no Brasil. Então, nós vamos separar e encaminhar, porque cada caso é um caso diferente. Assim, haverá casos em que será diretamente direcionado à Polícia Federal, quando, por exemplo, se tratar de tráfico ou de trabalho escravo. Outros casos, nós encaminharemos ao consulado brasileiro e, talvez, o serviço que aquela pessoa precise, a própria rede de serviço daquele país onde ela está é suficiente. Todos os casos serão tratados, obviamente, de acordo com os nossos acordos bilaterais assinados com os países onde o serviço está instalado.”
As mulheres em situação de violência na Espanha devem ligar para 900 990 055, fazer a opção 3 e, em seguida, informar à atendente (em português) o número 61-3799.0180. Em Portugal, devem ligar para 800 800 550, também fazer a opção 3 e informar o número 61-3799.0180. E, na Itália, as brasileiras podem ligar para o 800 172 211, fazer a opção 3 e, depois, informar o número 61-3799.0180.
No Brasil, entre janeiro e outubro de 2011, a Central de Atendimento à Mulher recebeu 530.542 ligações, sendo mais de 58 mil relatos de violência. Em 74% destes casos, a violência foi cometida por homens com que as vítimas possuem vínculos afeitos. Os números mostram ainda que 66% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe.
De acordo com a ministra Iriny Lopes, em cinco anos de vigência da Lei Maria da Penha, houve cem mil julgamentos de crimes cometidos contra a mulher e dez mil agressores foram presos em flagrante.
“Os números são animadores. Embora o assunto seja sério e a gente tenha pressa de resolver, não acredito que seja alterando a lei que vamos conseguir, mas, sim, aplicando a lei. Não precisamos inventar leis novas, porque as leis que estão aí dão conta. O que precisa é que as autoridades assumam, efetivamente, as suas responsabilidades”, disse .
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia Ministro.
Imprima:
Quinta-feira, 24 de novembro de 2011 às 12:53

Ministro Moreira Franco defende consolidação da nova classe média brasileira por meio de medidas econômicas. Foto: Elza Fiúza/ABr
O governo federal deve adotar medidas econômicas para fortalecer a nova classe média, defendeu o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco, no programa de rádio Bom Dia, Ministro, transmitido hoje (24). São 97 milhões de brasileiros nesta faixa de renda, o que corresponde a 52% da população do país. Entre 1999 e 2009, 31 milhões de pessoas deixaram a pobreza.
Segundo o ministro, a classe média é responsável por colocar no mercado brasileiro R$ 1,1 trilhão. Por isso, o governo deverá reforçar as políticas sociais com medidas de caráter econômico para consolidar a nova classe média.
“Nós precisamos que ela não só se consolide, se torne permanente, como, também, continue com a mobilidade que teve nos últimos anos, para que nós possamos garantir o Brasil como a quinta economia do mundo. Qualquer país desenvolvido precisa de uma classe média sólida. Nós não podemos mais enfrentar as questões da nova classe média com políticas sociais, exclusivamente. Hoje, pelo protagonismo, pela liderança, pela importância que tem na economia brasileira, a nova classe média, com seus problemas e dificuldades, tem que ser tratada com medidas de política econômica.”
O ministro explicou ainda que não há um “ambiente de superendividamento” da nova classe média. Segundo ele, o cálculo de que serão pagos R$ 100 bilhões em juros este ano por essa faixa de renda indica a ampliação do acesso ao crédito no país.
“A base aumentou. O número de brasileiros que teve acesso ao crédito tem aumentado e isso faz com que o percentual de endividamento aumente. Não é porque as mesmas pessoas estão tomando empréstimos e aumentando o seu endividamento, mas porque mais pessoas estão se endividando”, esclareceu o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Primeira infância – Moreira Franco falou ainda sobre as políticas públicas para a primeira infância, destinadas às crianças de 0 a 3 anos e 11 meses. Hoje, são mais de 11 milhões de brasileiros nesta faixa etária. Segundo ele, neste período, a criança está com toda a sua capacidade de absorção de influências e de conhecimento, e em pleno desenvolvimento.
Por isso, o governo vai unir todas as políticas voltadas para a primeira infância para que a mãe tenha uma única “porta de entrada”. O objetivo é oferecer oportunidades a todas as crianças na primeira infância. Aos quatro anos, segundo o ministro, a criança já está com o seu “limite definido”, com a base das capacidades cognitiva, motora e de sociabilidade.
“As crianças que têm recursos, filhos de pais com recursos, têm um mundo com muito mais oportunidades do que as que não tiveram. Então, o que nós queremos dar é igualdade de oportunidades às nossas crianças. São 11 milhões de brasileiros que poderão vir a ter um ambiente completamente diferente do ambiente que se tem hoje. E isso faz com que nós tenhamos a obrigação de ter definido um sistema de acompanhamento para dar assistência e atendimento à criança, à mãe e à família.”
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia, Ministro.
Imprima:
Sexta-feira, 4 de novembro de 2011 às 10:05

No programa Bom Dia Ministro, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, fala sobre as políticas para a agricultura familiar e as ações do Brasil Sem Miséria no meio rural. Foto: Wilson Dias/ABr
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, informou hoje (4) que o governo federal planeja investir este ano R$ 930 milhões na reforma agrária – R$ 530 milhões do orçamento do Ministério e R$ 400 milhões de solicitação de suplementação enviada ao Congresso Nacional.
Ao participar do programa Bom Dia, Ministro, ele destacou que apesar da crise internacional e da perseverança do governo e da sociedade brasileira no combate à inflação, o MDA não sofreu nenhum contingenciamento, o que demonstra a preocupação da presidenta Dilma com a questão da terra. Afonso Florence lembrou que o segmento da agricultura familiar é muito importante para o país, pois responde por 70% de toda a produção agrícola brasileira.
“O fato é que a presidenta Dilma está priorizando a reforma agrária, apesar desse contexto adverso do primeiro ano. Além disso, liberou todo o orçamento da assistência técnica, liberou orçamento para a intervenção em estradas(…). E a nossa expectativa é intensificar, é uma prioridade a política de reforma agrária, porque os assentados e assentadas constituem parte importante do segmento da agricultura familiar, que é quem produz alimentos para milhares de brasileiros e brasileiras.”
O ministro lembrou que o governo pretende aliar a concessão de assentamentos com inclusão produtiva. Uma das estratégias é conciliar a reforma agrária com o Plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidenta com o objetivo de retirar da pobreza extrema 16,2 milhões de brasileiros. Segundo o ministro, o esforço será no sentido de permitir que eles tenham acesso ao Bolsa Família.
“A nossa orientação é termos a política de reforma agrária como um instrumento que combina o combate à pobreza extrema e a produção de alimentos para brasileiros e brasileiras com a inclusão produtiva e com a aceleração do processo de desenvolvimento desses assentamentos. Nós temos uma orientação governamental para que o Incra busque concentrar a sua atuação combinando essas variáveis. Então, nós temos uma expectativa de acelerar o desenvolvimento e contribuir com o combate à pobreza extrema através das ações dirigidas para acampados e acampadas.”
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia, Ministro.
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 20 de outubro de 2011 às 16:11

Ministro das Cidades anuncia investimentos de R$ 45 bilhões em obras de saneamento pelo PAC. Foto: Antonio Cruz/ABr
O governo federal vai investir R$ 45 bilhões em obras de saneamento básico, informou hoje (20) o ministro das Cidades, Mario Negromonte, no programa de rádio Bom Dia, Ministro. Segundo ele, o PAC Saneamento será reaberto em novembro para que estados, municípios e concessionárias de serviços públicos apresentem suas propostas para receber recursos.
“Vamos trabalhar com as concessionárias, com os governos dos estados e os municípios para conseguir a universalização do setor de saneamento básico. Isso vai demandar 20 anos e um custo de R$ 420 bilhões”, explicou o ministro, acrescentando que, nos últimos oito anos, foram investidos pelo governo federal R$ 40 bilhões em saneamento.
De acordo com o ministro das Cidades, o Brasil atingiu a meta de 95% de abastecimento de água nas áreas urbanas. O governo trabalha agora para atingir a meta de saneamento.
“Nós atingimos a meta do milênio na questão de abastecimento de água nas áreas urbanas. Chegamos a uma cobertura de 95%. Na área de saneamento, nós estamos trabalhando para atingir esse percentual, que hoje é 80%. Estamos trabalhando no Plano Nacional de Saneamento Básico, que está na Presidência da República, para fazermos a Consulta Pública.”
Acidentes de trânsito – Durante o programa, Mario Negromonte também falou sobre as campanhas realizadas pelo governo para conscientizar a população para a violência no trânsito. Segundo ele, mais de cem projetos estão em tramitação no Congresso Nacional para alterar a legislação de trânsito.
“O índice de mortalidade nos acidentes de trânsito é muito alto no Brasil. A cada dia, morrem cem pessoas. Então, quanto maior a irresponsabilidade, a negligência, a imperícia, a imprudência no trânsito, maior tem que ser a punição, maior tem que ser a lei. Agora, é importante que a gente faça uma campanha de conscientização, de esclarecimento, antes de punir.”
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia, Ministro.
Leia o artigo completo »
Imprima:
Quinta-feira, 6 de outubro de 2011 às 13:22

Ministro José Eduardo Cardozo participa do programa Bom Dia, Ministro. Foto: Wilson Dias/ABr
O Ministério da Justiça e o Conselho Nacional de Justiça vão assinar um termo de cooperação para agilizar as perícias e processos judiciais que envolvam armas acauteladas. O objetivo é permitir a destruição desses armamentos que estão depositados nos fóruns e unidades da Justiça brasileira. O anúncio foi feito hoje (6/10) pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em entrevista ao programa de rádio Bom dia, Ministro. Segundo ele, a iniciativa faz parte da Campanha Nacional do Desarmamento, que já recolheu mais de 25 mil armas entre maio e setembro deste ano.
“Por meio deste termo de cooperação, vamos conjugar esforços para que as armas depositadas nas unidades judiciais também sejam destruídas e não voltem às ruas. Arma é sempre um risco, sempre um perigo e a campanha tem esse objetivo: retirar armas de circulação.”
Para o ministro José Eduardo Cardozo, a garantia de anonimato incentivou a entrega de armamentos pesados, como metralhadoras e submetralhadoras.
“Pela primeira vez, recebemos armamento pesado, o que nos surpreendeu muito. Foram 50 fuzis, além de metralhadoras e submetralhadoras”, afirmou.
Fronteiras – O ministro da Justiça acrescentou que a entrada de armas no país tem sido duramente combatida por meio do Plano Nacional de Fronteiras lançado este ano pela presidenta Dilma Rousseff. As operações Ágata e Sentinela, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança reforçaram a fiscalização e o policiamento da fronteira brasileira. São 17 mil quilômetros, dos quais 34 pontos foram detectados como os mais vulneráveis.
“Desenvolvemos a Operação Ágata, que é uma intervenção muito forte em pontos não declarados do território nacional. Ela tem um aspecto inibidor e, de forma articulada, mantemos a Operação Sentinela em situação permanente. A Polícia Federal permanece em atividade de investigação e inteligência, enquanto a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional de Segurança atuam em posição ostensiva de fiscalização desses pontos vulneráveis.”
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia, Ministro:
Artigos relacionados
Não existem artigos relacionados.
Imprima:
Quinta-feira, 22 de setembro de 2011 às 9:29

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no programa Bom Dia Ministro, explica que a partir de agora o Bolsa Família pagará benefícios para até cinco filhos menores de 15 anos (por família), antes era concedido no máximo para até três crianças e adolescentes. Foto: Elza Fiuza/ABr
A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, detalhou no programa de rádio Bom dia, Ministro as três novas medidas de aprimoramento do Programa Bolsa Família, anunciadas esta semana. Elas reforçam o foco nas crianças atendidas, asseguram renda à população extremamente pobre e garantem o retorno ao programa, caso necessário, de beneficiário que se desligue voluntariamente. As novidades fazem parte do Plano Brasil Sem Miséria.
A ministra Tereza Campello disse que dos 16 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza, ou seja, que vivem com até R$ 70,00 por mês, quarenta porcento são menores de 14 anos. Ela frisou que cabe ao Estado garantir que as crianças e adolescentes tenham recursos para poder se alimentar bem e ter um bom desempenho na escola. “Crianças e adolescentes não devem trabalhar, não podem trabalhar, devem estar na escola e têm que ser protegidos”, disse.
Segundo a ministra, a ampliação de três para cinco crianças beneficiárias – uma das novidades anunciadas essa semana – não terá impacto na taxa de natalidade do país e sim na redução da extrema pobreza. Ela enfatizou que a nova medida não servirá de estímulo para que os casais tenham mais filhos.
“Não conheço nenhum especialista ou conhecedor do assunto que acredite que a ampliação de um benefício de R$ 32 vá levar à ampliação da taxa de natalidade. Pelo contrário, há oito anos, o Bolsa Família tem repassado recursos com a parcela variável, atingindo crianças, e o que tivemos foi a redução da taxa de natalidade, inclusive na população pobre e extremamente pobre”, frisou.
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia, Ministro:
Imprima:
Quinta-feira, 15 de setembro de 2011 às 11:00

O ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio, fala sobre a Semana do Peixe, que ocorre entre os dias 11 e 24 de setembro, durante o programa Bom Dia Ministro. Foto: Elza Fiúza/PR
O governo federal estima dobrar a produção de pescado no Brasil, a partir do aproveitamento da potencialidade dos lagos e rios do país. A informação é do ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio, que participou nesta quinta-feira (15/8) do programa de rádio Bom Dia Ministro, uma produção da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços.
Luiz Sérgio explicou que apesar do extenso tamanho do litoral e da variedade de espécies, os cardumes na costa brasileira são muito reduzidos. Entretanto, o ministro garantiu que essa particularidade não impede a atividade da pesca. Nesse sentido, o governo criou o chamado Profrota – financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – para construção de embarcações para pesca em alto mar.
“Nós podemos produzir mais, mas nós temos no Brasil uma pesca que está muito limitada à área muito próxima da costa, e nós produzimos muito pouco pescado longe da costa. E longe da costa estão os peixes mais nobres (…), que têm grande valor no mercado internacional e uma enorme procura no mercado interno.”
Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia Ministro:
Leia o artigo completo »
Imprima:
Sexta-feira, 9 de setembro de 2011 às 12:31
O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou nesta sexta-feira (9/9) do programa Bom Dia, Ministro e falou sobre a criação de quatro novas universidades federais, a abertura de 47 novos campi universitários e 208 novas unidades dos Institutos Federais de Educação Profissional e Tecnológica no país. O ministro informou que entre os critérios para a escolha das localidades que receberão os campi universitários pesaram a demanda de alunos e a necessidade de interiorização e, no caso dos Ifets, o critério adotado pelo governo foi a pobreza.
“Nós estamos avançando no chamado G-100, que são as 100 cidades do país com maior número de habitantes – mais de 80 mil habitantes – e arrecadação per capita ao ano inferior a R$ 1 mil. Então, o critério foi o G-100 e os Territórios de Cidadania, que são aquelas regiões muito deprimidas do país, onde há pouco investimento público-privado (…). Ao instalar uma unidade de um Instituto Federal nessas localidades, você forma pessoas qualificadas para qualquer atividade econômica e isso atrai investimentos (…). O desafio na educação profissional e na educação superior é garantir, nesta década que se inicia, uma expansão qualificada dos cursos e das oportunidades.”
As novas universidades federais serão instaladas no Pará, na Bahia e no Ceará. Outras 12 universidades federais, de 11 estados, ganharão 15 novos campi, completando 27 unidades. Até o fim de 2012, o governo federal deve concluir a implantação de 20 unidades, distribuídas entre 12 universidades federais localizadas nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste.
Durante a entrevista, Fernando Haddad mencionou também o Plano Nacional de Educação, cujo projeto de lei está no Congresso Nacional para votação. O governo espera, com isso, aumentar os investimentos em educação de 5% para 7% do Produto Interno Bruto, compromisso de campanha da presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, a fonte pode ser o pré-sal. Entretanto, é a votação do Plano que vai definir tanto o percentual do PIB que vai ser investido em educação como a fonte do financiamento. “Eu penso que o momento é decisivo para orientar a próxima década”, ressaltou.
Questionado sobre a estratégia do governo para o combate ao analfabetismo, o ministro afirmou que o país está empenhado em diminuir as taxas e que vem realizando um trabalho importante. No entanto – disse Haddad – a grande dificuldade é de cunho logístico, uma vez que a concentração dos índices de analfabetismo está na zona rural, onde a taxa é superior a 18%.
“Não é por falta de recursos que nós não vamos avançar (…), não há restrição orçamentária para o combate ao analfabetismo, a dificuldade é logística (…). Nós estamos investindo meio bilhão de reais ao ano só para essa questão, e se precisarmos incrementar o orçamento para isso, nós temos liberdade, dada pela própria presidenta Dilma Rousseff.”
Imprima: