O presidente Lula se reuniu na manhã desta quarta-feira (16/12) em Copenhague (Dinamarca), com a delegação brasileira que participa da 15a. Conferência da ONU sobre Clima (COP 15), em café da manhã no hotel D’Angleterre, onde está hospedado. Estiveram presentes a ministra Dilma Roussef (Casa Civil), chefe da delegação; os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Celso Amorim (Relações Exteriores); o secretário especial para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia; e o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador-chefe da delegação brasileira na COP 15 O presidente Lula tem ainda hoje encontro com os governadores brasileiros presentes à COP 15, os presidentes do Suriname, Ronald Venetiaan, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas; e os primeiros-ministros Gordon Brown (Grã-Bretanha) e Kevin Rudd (Austrália).
Na quinta-feira (17/12), o presidente Lula fará pronunciamento à tarde na sessão plenária da COP 15 que está sendo realizada no Centro de Convenções Bella Center, na capital dinamarquesa.
Assim que saiu o resultado do leilão de energia eólica, realizado na segunda-feira (14/12) em São Paulo, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, fez questão de contar a boa nova à ministra Dilma Roussef (Casa Civil), que chefia a delegação brasileira na reunião da ONU sobre clima (COP 15) em Copenhague (Dinamarca). E não era para menos: o leilão foi histórico para o Brasil, devendo triplicar a capacidade eólica do País até 2012.
Outro detalhe importante, o preço da energia. Foram contratados 1.805,7 MW a um preço médio de venda de R$ 148,39/MWh. Com o leilão, será viabilizada a construção de 71 empreendimentos de geração eólica em cinco estados das regiões Nordeste e Sul.
São os países desenvolvidos, e não o Brasil, que devem colocar primeiro o cheque na mesa para financiar ações de combate às mudanças climáticas, até porque vêm sendo cobrados há tempos, afirmou a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) ao final desta terça-feira (15/12) em Copenhague (Dinamarca).
Nós não fomos os primeiros a sermos chamados a por cheque na mesa. Quem tem que ser chamado a por cheque na mesa é quem sempre, desde o século 20, teve a responsabilidade de fazê-lo e até agora não fez de forma suficiente.
A ministra da Casa Civil e chefe da delegação brasileira na reunião da ONU sobre clima (COP 15), Dilma Rousseff, fez na tarde desta terça-feira (15/12) um balanço para a imprensa sul-africana, chinesa e indiana das ações do governo brasileiro para combater os efeitos das mudanças climáticas.
Dilma afirmou que o Brasil vai investir, somente na agricultura, até 2020, US$ 38 bilhões em práticas que levem em conta a necessidade de redução da emissão de CO2 na atmosfera.
“Estamos fazendo a nossa parte, mas esperamos que todos faça a sua. Temos compromisso com os países pobres e consciência da nossa imensa responsabilidade daqui para a frente”, afirmou a ministra brasileira, lembrando que o Brasil espera, como resultado de Copenhague, um compromisso obrigatório, concreto, ambicioso e mensurável para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Duas grandes organizações não-governamentais (ONGs) ambientalistas, Greenpeace e WWF, pediram nesta terça-feira (15/12) ajuda da delegação brasileira na Conferência da ONU sobre Clima (COP 15), em Copenhague, para pressionar os países desenvolvidos a colocarem números mais ousados de redução de emissões na mesa de negociação e impedir que o texto sobre emissões do desflorestamento e degradação (Redd), a ser apresentado hoje na reunião de ministros, seja aprovado. Dilma pediu que ambas as organizações entregassem a ela mais detalhes por escrito.
A ministra Dilma Roussef (Casa Civil), chefe da delegação brasileira na reunião da ONU sobre clima (COP 15) em Copenhague (Dinamarca) participa nesta terça-feira (15/12) de reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas que será realizada no Centro de Convenção Bella Center na capital dinamarquesa. O encontro está aberto à toda delegação do Brasil presente à COP 15.
O escritório brasileiro receberá uma série de eventos nesta terça-feira, com workshops de instituições e empresas brasileiras mostrando o que vem sendo feito no Brasil para enfrentar o aquecimento global e encontrar soluções sustentáveis de desenvolvimento. Entre as instituições estão a Abiove, BNDES, CNI, Fiesp e CEBDS.
Auditório lotado para ouvir a ministra Dilma Roussef (Casa Civil) falar sobre a posição brasileira na COP 15. Foto: Jorge Cordeiro/PR
A Conferência da ONU sobre Clima (COP 15) de Copenhague (Dinamarca) é uma grande oportunidade para o mundo avançar e aprofundar ações para reduzir emissões de gases do efeito estufa e o Brasil deu um passo a frente estimulando esse avanço ao apresentar um conjunto de medidas com números e procedimentos, afirmou a ministra Dilma Roussef (Casa Civil), chefe da delegação brasileira na COP 15, em evento realizado em auditório lotado no Centro de Convenções Bella Center, local do encontro da ONU. Dilma reafirmou a importância dos países desenvolvidos se mobilizarem para valer, tanto na redução de suas emissões como no estabelecimento de financiamentos e transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento que garanta um crescimento sustentável para essas nações.
“Os países em desenvolvimento estão mostrando a sua disposição de fazerem a sua parte definindo sua ações voluntárias”, afirmou Dilma, que teve companhia na mesa do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), do governador Eduardo Braga (Amazonas), do Luiz Alberto Figueiredo Machado, negociador-chefe da delegação brasileira na COP 15, e dos chefes das delegações da China, Índia e México, que corroboraram a posição brasileira de exigir mais empenho dos países desenvolvidos.
O Brasil reduziu cerca de 1 bilhão de toneladas de carbono de suas emissões nos últimos quatro anos, graças à diminuição no desmatamento da floresta amazônica, algo que nenhum outro país conseguiu no período, afirmou Tasso Azevedo, consultor do Ministério do Meio Ambiente para assuntos de floresta e clima que fez uma palestra hoje durante a Conferência da ONU sobre Clima, em Copenhague (Dinamarca) sobre o Fundo Amazônia.
“O Fundo Amazônia com certeza vai servir de exemplo de como se pode fazer em grande escala a redução de emissões e contar com contribuições em dinheiro de países desenvolvidos para fundos controlados soberanamente por países em desenvolvimento”, afirmou Tasso, que deu entrevista para o Blog do Planalto, confira:
Os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Dilma Roussef (Casa Civil) e o embaixador Luis Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil na reunião da ONU sobre clima (COP 15), em Copenhague, em entrevista coletiva realizada no Hotel Island, na capital dinamarquesa. Foto: Jorge Cordeiro/PR
O Brasil tem a melhor e mais detalhada proposta de redução de emissões de gases do efeito estufa entre todas as trazidas para Copenhague (Dinamarca) pelos países que buscam fechar um novo acordo climático global e não rasgará a Convenção do Clima nem jogará fora o Protocolo de Quioto para atender aos interesses dos países desenvolvidos. Segundo a ministra Dilma Roussef (Casa Civil), que participou neste domingo (13/12) de reunião na sede do Ministério e Assuntos Exteriores dinamarquês em Copenhague com cerca de 60 ministros e representantes de países envolvidos nas negociações na Conferência da ONU sobre Clima (COP 15), não haverá acordo se os mais desenvolvidos não assumirem sua responsabilidade, que inclui números mais consistentes de redução de suas emissões e financiamento às nações em desenvolvimento.
“Temos vários pontos de vista, todos legítimos em cada parte, mas temos que ter aqui um acerto com legitimidade global”, afirmou Dilma, em entrevista coletiva realizada no Hotel Island, em Copenhague. “Para haver o acordo que queremos, não podemos desfigurar tudo. Podemos sim abrir mão de algumas coisas, mas não rasgar a Convenção do Clima nem jogar fora o Protocolo de Quioto.”
O Brasil pode e vai fazer a diferença em Copenhague, na reunião da ONU sobre clima (COP 15), apresentando metas e propostas firmes de combate ao aquecimento global e pressionando os países desenvolvidos a tomarem medidas como financiar os países mais pobres para que tenham um desenvolvimento sustentável. A Conferência da ONU, iniciada no último dia 7, reúne representantes de todos os países do mundo em busca de soluções para a crise climática e deverá receber na próxima semana os principais líderes mundiais -- o presidente Lula já confirmou sua presença.
Conheça aqui a posição brasileira em relação a alguns temas como biocombustíveis, floresta amazônica e mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL). O Brasil tem um espaço institucional em Copenhague -- o Espaço Brasil -- para a realização eventos paralelos como debates, seminários e painéis. Veja aqui a programação.
(Trecho do discurso do presidente Lula durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social)
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