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Arquivo de artigos sobre "Brics 2014"

Sábado, 13 de dezembro de 2014 às 10:00

Brics propõem acesso universal a medicamentos contra tuberculose

Facilitar o acesso aos medicamentos de combate à tuberculose aos países do Brics e em países de baixa renda. Este é principal resultado da 4ª Reunião de Ministros da Saúde do Brics, realizada de 2 a 5 de dezembro em Brasília. O enfrentamento à má nutrição e as trocas de experiências em relação às ações de prevenção a aids e ebola também foram incluídos entres os compromissos firmados em um comunicado apresentado na sexta-feira (5) pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Ações cooperativas entre países do Brics, que reúnem 43% da população mundial, impactam fortemente no mapa da saúde global. Foto (ministros da Saúde do Brics): José Cruz/Agência Brasil

Ações cooperativas entre países do Brics, que reúnem 43% da população mundial, impactam fortemente no mapa da saúde global. Foto (ministros da Saúde do Brics): José Cruz/Agência Brasil

“O documento reflete a preocupação dos cinco países com a saúde global. A possibilidade de garantirmos o fornecimento gratuito de medicamentos de primeira linha contra a tuberculose é um marco e demonstra nosso compromisso, o fomento ao desenvolvimento tecnológico, e respaldo às iniciativas multilaterais de saúde”, declarou Chioro.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 22 países sejam responsáveis por mais de 80% dos casos de tuberculose no mundo e que Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul representam 50% dos casos notificados. A expectativa é que seja atingida a meta de 90% dos grupos vulneráveis, e que 90% dos pacientes sejam diagnosticados. Como resultado, o tratamento com sucesso de 90% das pessoas. O plano para universalização dos medicamentos de tuberculose será finalizado em março de 2015, quando especialistas do Brics se encontrarão para definir as estratégias e metas que deverão ser adotadas pelos países.

Na área de HIV e aids, o debate foi em torno da adesão às metas voltadas para melhorar a qualidade de vida das pessoas com a doença. Os países pretendem cumprir a meta estabelecida pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) e pela OMS, conhecida como 90-90-90, até 2020. A meta é testar 90% da população e, das pessoas que apresentarem resultado positivo, tratar 90%. Como resultado, conseguir que 90% das pessoas tratadas apresentem carga viral indetectável.

Os representantes expressaram preocupação sobre a epidemia do ebola e aprovaram a criação de um grupo de trabalho para desenvolver um plano conjunto de enfrentamento da doença. Na quarta-feira (3), o governo brasileiro já havia anunciado a doação de R$ 25 milhões a agências das Nações Unidas para combate ao ebola.

Outro item debatido foi o número elevado de mortes prematuras associadas a doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) em países em desenvolvimento. Os ministros reforçaram a importância da adoção de estratégias para reduzir fatores de risco (consumo de tabaco, dieta inadequada, inatividade física e do uso nocivo do álcool), para fortalecer seus serviços de saúde e para promover a investigação e desenvolvimento e acesso a medicamentos.

Brics
As ações cooperativas entre os representantes do Brics impactam fortemente no mapa da saúde global, tendo em vista que juntos reúnem 43% da população mundial. Os países enfrentam uma série de desafios de saúde pública similares, incluindo o acesso aos serviços de saúde e medicamentos, aumento dos custos de saúde especialmente referente a doenças infecciosas e também as taxas crescentes de doenças não transmissíveis.

Nos encontros anteriores, os governos apresentaram a necessidade de equacionar as diversas assimetrias na área de saúde. Uma das propostas foi a possibilidade de se estabelecer uma Rede de Cooperação Tecnológica, como forma de promover a transferência de tecnologias e o acesso a medicamentos. Em 2013, foi adotado o Marco do Brics para a Colaboração em Projetos Estratégicos em Saúde.

Com informações do Ministério da Saúde.

Sexta-feira, 18 de julho de 2014 às 15:21

Diálogo entre Brics, países sul-americanos e caribenhos fortalecem multipolaridade mundial

Brics 2014

Após as reuniões entre a VI Cúpula do Brics com países da América do Sul e entre a Cúpula Brasil-China com líderes da América Latina e do Caribe, Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos Internacionais, conversou com o Blog do Planalto sobre importância e força relação comercial e econômica entre os países.

“Entre os países Brics, em particular com a China e a América Latina, há hoje um relacionamento muito forte do ponto de vista econômico, (…) o comércio da China é o primeiro comércio de uma boa parte dos países latino-americanos e caribenhos. Mas não se resume somente às relações comerciais, há também relações econômicas no sentido mais amplo e financeiras na medida em que há muitos financiamentos chineses aqui na região”, declarou o assessor especial.

Marco Aurélio Garcia avaliou também a importância da reunião no contexto global multipolarizado do século XXI. O polo sul-americano e caribenho, de acordo com ele, tem todo o interesse no diálogo com o Brics, que seria uma união de polos.

“Há um outro elemento que eu acho muito relevante, o quadro internacional tem apontado muito para a construção de um mundo multipolar. A União Europeia foi a seu tempo, ela perdeu um pouco essa importância com a crise que se abateu sobre ela. Mas começaram a emergir países na, digamos, margem do mundo desenvolvido que apresentaram, não só pelo seu desempenho econômico, mas pela sua presença política na esfera internacional (…) Então, esse polo sul-americano, ou um polo latino-americano e caribenho, tem todo o interesse de manter diálogo seja com os Brics, que é uma aliança de polos, seja com a China que em si é um país de enorme relevância no quadro asiático e mundial”, afirmou.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 22:03

Novas parcerias comerciais aumentam valor agregado das exportações brasileiras à China

Brasil e China

Na reunião bilateral entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente chinês Xi Jinping, realizada nesta quinta-feira (17) no Palácio do Planalto, foram assinados 32 atos, dentre eles, importantes parcerias comerciais. O Brasil tem na China seu principal parceiro comercial desde 2009, sendo que o volume de negócios chegou a quase US$ 90 bilhões em 2013. Este valor deve crescer ainda mais com o levantamento do embargo e disposição de compra de carne bovina pela China.

Sobre a exportação de carne, o Blog do Planalto conversou com o diretor de Assuntos Corporativos da Brasil Foods, Marcos Jansk. Ele destacou a complementariedade que existe entre os dois países e o potencial de aumento nas exportações para o parceiro comercial.

“Quase metade do que se vende para a China é agronegócio, mas eu diria que quase 80% é soja, e nós temos a chance agora de adicionar mais valor aos nossos produtos através de proteínas animais, de carnes. Então, ao invés de a gente estar exportando US$ 500 por tonelada, nós podemos chegar a até US$ 5 mil por tonelada, a partir da exportação da proteína.”
, avaliou o diretor.

Durante a reunião, a presidenta Dilma destacou a necessidade de diversificar e agregar valor às exportações e investimentos brasileiros relacionados à China. Ela citou como exemplo importante a venda de 60 aeronaves da Embraer. Frederico Fleury Curado, presidente da fabricante de aviões, contou ao Blog mais sobre os contratos assinados durante a cerimônia.

“Nós assinamos hoje dois contratos: um de 40 aeronaves, com uma empresa que já é cliente nossa, chamada Tianjin Airlines; e outro de 20 aeronaves com uma empresa que na verdade é uma empresa de leasing, que é do maior banco chinês, atualmente o maior banco do mundo, o ICBC. (…) além das commodities, além de minérios, além de soja e produtos agrícolas, o Brasil também passa a exportar para a China produtos com alto valor agregado”, declarou.

Outro setor que apresenta grandes oportunidades de aumentar o valor agregados das exportações ao país asiático, é o de serviços. Essa é a avaliação de Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços. Ele ressaltou a experiência do Brasil em informatização/tecnologia bancária como geradora de oportunidades de negócios.

“Nós temos uma expertise muito grande aqui no Brasil, o sistema financeiro brasileiro é um dos melhores informatizados do mundo e podemos ter condições de implementar isso na abertura de mercado que eles estão fazendo agora, implementando o setor financeiro dentro da China, inclusive para financiamento de varejo”, afirmou Nese.

Quinta-feira, 17 de julho de 2014 às 11:16

FMI parabeniza presidenta Dilma pela Cúpula do Brics e criação do Arranjo Contingente de Reserva

Brics 2014

A presidenta do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, enviou ao governo brasileiro mensagem parabenizando a realização da VI Cúpula do Brics e a criação do fundo de reservas, o Contingency Reserve Arrangement (CRA).

Lagarde apresentou a disponibilidade de o FMI atuar em cooperação com a equipe do Brics para a preservação da estabilidade financeira no mundo.

Leia a mensagem na íntegra:

Senhora Presidente,

Gostaria simplesmente de transmitir-lhe minhas felicitações pela realização da bem-sucedida reunião dos líderes do Brics em Fortaleza e, em especial, pelo estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas, anunciado na reunião. O staff do FMI terá grande satisfação de trabalhar com a equipe dos Brics responsável por este projeto, com vistas a reforçar a cooperação entre todas as partes integrantes da rede internacional de segurança destinada a preservar a estabilidade financeira no mundo.

Como a Senhora sabe, o FMI mantém relacionamento com todas as nações dos Brics, que são membros-chave desta instituição. Esperamos fortalecer ainda mais a nossa cooperação futura.

Tenciono também compartilhar publicamente a minha manifestação de apoio.

Saudações cordiais,

Christine Lagarde

Quarta-feira, 16 de julho de 2014 às 20:55

Presidente de Conselho Empresarial comenta contribuições à Cúpula do Brics

Brics 2014

Durante a primeira sessão privada de trabalho da VI Cúpula do Brics, realizada na terça-feira (15) em Fortaleza (CE), os chefes de governo e chefes de Estado receberam contribuições de empresários dos cinco países em um relatório anual. As conclusões são resultado de um fórum e de grupos de trabalho do Conselho Empresarial do Brics. José Rubens de la Rosa, presidente do Conselho, declarou ao Blog do Planalto que o objetivo dos empresários é colaborar trazendo sugestões de como materializar as políticas de governo e negócios.

“Cada uma das esferas, dos grupos de trabalho – infraestrutura, manufatura, serviços financeiros e energia renovável – vai trabalhar no sentido de produzir oportunidades, o que a gente chama de agenda positiva, ou seja, localizar dentre essas áreas de interesse, negócios que possam ser materializados ao longo dos próximos períodos de trabalho. Vamos contar com o apoio do Banco, vamos contar com temas do governo, como os vistos a harmonização de standards técnicos (padrões de normatização), enfim, há todo um leque de trabalho, isso foi consubstanciado em nosso relatório anual, isso está entregue aos chefes de Estado”
, disse.

Em sua declaração, o empresário também destacou a criação do novo banco de desenvolvimento, o New Development Bank (NDB).

“O Brics, a partir de hoje, eu acho que é um dia histórico, começa a tomar forma e começa a andar. Isso certamente vai ser muito importante para o nosso Brasil. (…) O Banco foi constituído hoje com o objetivo de financiar infraestrutura. O que a gente pode adicionar, pode conversar e tem sugerido como ideias, seria também a questão das garantias, que multiplicaria o capital do Banco, assim como a gente fazer a questão de troca de moedas, o swap entre as moedas dos países minimizando os custos de transação e dando mais celeridade, mais certeza a esse processo”, afirmou.

De la Rosa apontou também o desafio para o comércio exterior brasileiro de exportar mercadorias de maior valor agregado para os parceiros do Brics.

“Efetivamente onde a gente vai encontrar nosso caminho é vendendo valor agregado, através do esforço da indústria na diferenciação dos produtos e, obviamente que essa é uma pauta muito importante da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em que a gente está muito empenhado. É uma tarefa complexa, adicionar valor e não deixar nossa pauta ser somente commodities. Não que as commodities não sejam importantes, elas são muito importantes. Agora, adicionar valor vai também adicionar o trabalho e a mão de obra de cada um de nós brasileiros”
, declarou.

Quarta-feira, 16 de julho de 2014 às 20:02

América do Sul e Brics reafirmam importância da cooperação entre países em desenvolvimento

Fotografia oficial dos Chefes de Estado e de Governo do Brics e da América do Sul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Fotografia oficial dos Chefes de Estado e de Governo do Brics e da América do Sul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta quarta-feira (16), que a aproximação da América do Sul com Rússia, Índia, China e África do Sul reafirma a importância da cooperação entre países em desenvolvimento. Aos participantes da VI Cúpula dos Brics se juntaram os chefes de Estado e de Governo da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguais e Venezuela, durante sessão de trabalho no Palácio do Itamaraty, para discutirem esta união, além do crescimento inclusivo e soluções sustentáveis.

“A integração sul-americana e as iniciativas comuns do Brics são parte de um mesmo processo que busca desenvolvimento justo e equilibrado, e uma projeção global autônoma e soberana. Somos governantes de países que têm como desafio fundamental o desenvolvimento econômico e a superação das desigualdades e da pobreza. Estamos profundamente comprometidos com a noção de desenvolvimento econômico e social ambientalmente sustentáveis”, afirmou.

Para Dilma, os resultados da VI Cúpula dos Brics, explicitados da declaração e no plano de ação de Fortaleza, reafirmam o apoio à integração sul-americana e reconhecem sua importância na promoção da paz, democracia, desenvolvimento sustentável e da superação da pobreza. A presidenta enfatizou que o diálogo entre os Brics e a América do Sul terá papel relevante no fortalecimento do multilateralismo e da cooperação internacional.

Temas em pauta
Sobre as reuniões da VI Cúpula, a presidenta falou em “decisões históricas”, como a assinatura dos acordos constitutivos do arranjo contingente de reservas e do novo banco de desenvolvimento dos Brics. Além dessa cooperação na área financeira, ela lembrou que nas discussões e deliberações desta quarta-feira (16), os chefes de Estado enfatizaram também as dimensões da inclusão social e do desenvolvimento sustentável, tema principal do encontro em 2014.

“O objetivo maior foi ilustrar resultados de políticas sólidas aplicadas por nossos países. Característica mais marcante do crescimento recente é a notável redução da pobreza e desigualdade. É essa maior igualdade que tem garantido e gerado mercados mais dinâmicos, estabelecendo ciclo virtuoso de crescimento inclusivo”, analisou.

Segundo Dilma, um dos pontos centrais do encontro foi fortalecer a coordenação em prol de uma ordem internacional, que favoreça processos de desenvolvimento.

Quarta-feira, 16 de julho de 2014 às 15:41

Confira galeria de imagens da VI Cúpula dos Brics


Terça-feira, 15 de julho de 2014 às 21:43

Presidenta Dilma: Banco e fundo não são contra ninguém, são a nosso favor

Brics 2014

Em coletiva após a plenária da VI Cúpula dos Brics que ocorre em Fortaleza, a presidenta Dilma Rousseff tratou sobre acordos entre os países e destacou criação do novo banco de desenvolvimento, o New Development Bank (NDB), e o fundo de reservas, o Contingency Reserve Arrangement (CRA).

Em resposta à pergunta sobre novo banco e fundo fazerem frente ao FMI e Banco Mundial, a presidenta afirmou que as duas instituições criadas não são contra ninguém, mas a favor dos próprios Brics. Dilma garantiu que o banco e o arranjo contingente olharão com atenção para países em desenvolvimento, com regras bastante claras e firmes a respeito da sustentabilidade econômicas das instituições.

Ainda de acordo com a presidenta Dilma, foi justo a presidência do Banco dos Brics ter ficado com a Índia, que propôs a criação da instituição; a segunda presidência será do Brasil. O banco foi fruto de um grande consenso e terá um novo imenso poder de alavancar recursos, apontou. Sobre a sede em Xangai, Dilma disse que o primeiro-ministro da China, Xi Jinping, está empenhado em definir um local o mais cedo possível.

Presidenta Dilma Rousseff  em apresentação cultural após entrevista coletiva na VI Cúpula do Brics. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Presidenta Dilma Rousseff, e demais presidentes dos Brics em apresentação cultural após entrevista coletiva na VI Cúpula do Brics. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Confira os principais trechos da entrevista.

Crescimento econômico
Dilma apontou que os Brics, apesar de uma desaceleração do crescimento, em parte devido aos efeitos da crise internacional, não perderam seu dinamismo e estão contribuindo para o crescimento mundial. A presidenta afirmou que, infelizmente, a recuperação das economias desenvolvidas tem sido modesta.

FMI
A exigência de mudanças no FMI é antiga e já foi tratada diversas vezes durante reuniões do G-20. Para Dilma, a mudança permanece na pauta. Ela considera que o novo Banco dos Brics reflete um novo mundo que pode e deve ter várias instituições multilaterais.

“É um sinal dos tempos. O tempo que nós vivemos exigem este novo arcabouço”, defendeu Dilma.

A presidenta salientou que a criação de novas instituições contribui para a estabilidade do sistema como um todo, prevenindo volatilidade cambial e garantindo desenvolvimento sustentável.

China
Dilma destaca que a distribuição igualitária das cotas do Banco previne que haja hegemonia de certos países, como ocorre no caso de outras instituições. A presidenta ressaltou que a China em nenhum momento quis se mostrar hegemônica, apesar de seu maior peso econômico. Além disso, Dilma lembrou que o Brasil e a Rússia também são grandes detentores de reservas, o que previne disputas internas. De acordo com a presidenta, o grupo está tentando aprender a história, citando o acordo de Bretton Woods.

Governança internacional
Dilma disse que a reunião dos Brics abordou a questão da governança internacional e das crises regionais. Ela pediu mais harmonia de nações em direção à paz e a necessidade de priorizar o diálogo na resolução de conflitos. Para a presidenta, os conflitos evidenciam a necessidade do Conselho de Segurança da ONU ser um órgão com mais representatividade.

Sustentabilidade
A presidenta reiterou o comprometimento dos Brics com o desenvolvimento sustentável. De acordo com Dilma, os Brics passam a ter uma política de preservação do meio ambiente, dentro dos princípios da Rio+20: crescer, incluir, conservar e proteger.

–> Ouça a entrevista

Confira a íntegra

Terça-feira, 15 de julho de 2014 às 19:49

Brics tiveram aumento de mais de 1000% em investimentos, revela ministro Mauro Borges

Brics 2014

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, declarou em entrevista ao Blog do Planalto, nesta terça-feira (15), que houve aumento significativo de investimentos entre os países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) desde 2002, após ideia formulada pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O’Neil, em estudo de 2001, e mais acentuadamente a partir da crise econômica de 2008. De acordo com o ministro, a taxa de crescimento do comércio dentro do grupo contrasta com a lenta retomada da economia mundial, esta última, alvo de preocupação da reunião dos ministros de comércio dos cinco países, realizada na segunda-feira (14), em Fortaleza.

“O protagonismo do Brics é extremamente vital, uma vez que os Brics têm um peso grande na economia mundial e no comércio mundial, além de ter uma participação de mais de um terço da população mundial. Então é um grupo de grande relevo para recuperação econômica, economias que têm alta taxa de crescimento e um tamanho do comércio e do PIB mundial muito significativo. (…) A reunião dos ministros de comércio do Brics são no sentido de fortalecer o intercâmbio e a cooperação comercial. Os Brics tiveram um aumento de mais de mil por cento do comércio dentro do grupo de 2002 até 2013 e o potencial de crescimento desse comércio é enorme. Então foi estabelecido um programa e promoção do comércio entre eles para que nós almejemos um novo salto no comércio intragrupo”, afirmou.

O ministro ainda avaliou a importância da criação do Arranjo de Contigente de Reservas (CRA) e do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do Brics e a contribuição que trará para estabilidade econômica na relação entre os países.

“A constituição do CRA e do novo banco de desenvolvimento são duas ferramentas decisivas para qualquer passo à frente, como por exemplo, a troca de moedas. As duas ferramentas que estão sendo criadas hoje são fundamentais para ações posteriores do grupo. O que deve ser enfatizado é que esses dois instrumentos dão enorme estabilidade na relação econômica intragrupo”, afirmou Borges.

Terça-feira, 15 de julho de 2014 às 17:20

Ministro da Fazenda exalta criação do Banco dos Brics e de fundo de reserva

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou a criação do Banco dos Brics e do Arranjo Contingente de Reservas durante a VI Cúpula do grupo em Fortaleza. Para o ministro, os dois organismos vão ajudar a desenvolver os Brics e regular o seu balanço de pagamentos.

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