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Arquivo de artigos sobre "Brasil Sem Miséŕia"

Sexta-feira, 14 de outubro de 2011 às 13:13

“Sim, nós nos importamos com os 16 milhões de brasileiros que vivem na miséria, e vamos juntos superá-la”

Presidenta Dilma participa da pactuação do Brasil sem Miséria com governadores da região Sul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria Ao pactuar o Plano Brasil sem Miséria com os governadores da região Sul, em cerimônia realizada hoje (14/10) em Porto Alegre, a presidenta Dilma Rousseff afirmou que incluir socialmente os 16,2 milhões de brasileiros que vivem na extrema pobreza é mais que um compromisso moral e ético, é um imperativo econômico para o país. E lembrou que os 40 milhões que ingressaram na classe média nos últimos anos foram decisivos para o fortalecimento do mercado interno e resistência à crise econômica internacional.

Dilma Rousseff explicou que o Estado brasileiro não quer a tutela das pessoas que ainda vivem à margem dos serviços públicos e que necessitam de programas sociais para sobreviver. Ela foi enfática ao dizer que o Estado quer e luta para promover a cidadania desses brasileiros. A fórmula, segundo a presidenta, é combinar a transferência de benefícios, que deve ser impessoal, com a inclusão produtiva, geração de emprego, profissionalização e expansão do acesso à tecnologia.

“O Brasil sem Miséria faz parte de um processo fundamental de valorizar nossa principal riqueza, que é a população (…). A tutela seria se nós fossemos vincular benefícios sociais a indivíduos, e isso seria regredir diante da historia. O que estamos fazendo através do Bolsa Família, absolutamente impessoal, é reconhecer direitos da população brasileira”, argumentou.

Em seu discurso, a presidenta manteve a posição de que o Brasil está economicamente maduro para resistir aos efeitos da crise e foi firme ao dizer que o governo não irá permitir que os brasileiros paguem por uma crise que não é deles. Ainda assim, ela garantiu que o Brasil se preocupa com os países que sofrem com mais gravidade os problemas do desequilíbrio econômico e que está solidário com a comunidade internacional.

“Ao longo da nossa história, nunca ficou tão claro como nos últimos anos que a nossa força não se encontrava em nenhum país lá fora, mas aqui dentro, em nós mesmos e na nossa capacidade de produzir, consumir, trabalhar, criar e virar cidadãos.”

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou veja o vídeo dois posts abaixo.

 

Quinta-feira, 29 de setembro de 2011 às 11:32

Bolsa Verde é um estímulo para a preservação ambiental, avalia líder extrativista

Ao lado da ministra Izabella Teixeira e do governador do Pará, Simão Jatene, presidenta Dilma entrega termo de adesão ao Bolsa Verde ao líder extrativista Nelson Martins da Silva, incluído no programa por meio da Busca Ativa. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria O extrativista Nelson Martins da Silva, líder comunitário na Reserva Extrativista Marinha de Caeté-Taperaçu, localizada em Bragança (PA), viveu ontem (28/9) um momento que definiu como inesquecível: representando 2 mil famílias, Nelson recebeu, em Manaus (AM), das mãos da presidenta Dilma Rousseff, certificado de inclusão no programa Bolsa Verde, integrante do Plano Brasil sem Miséria.

As famílias que Nelson representou vivem da pesca e catado de mariscos e caranguejos. Lá, muitas vezes, o pescado é utilizado apenas para consumo das próprias famílias e, ainda assim, o volume é insuficiente para alimentação digna. Os R$ 300 trimestrais que cada família receberá será utilizado, principalmente, para a complementação da alimentação e compra de produtos de higiene e material escolar, explica Nelson. Muitas delas já são, inclusive, beneficiárias do Bolsa Família.

Mas o líder extrativista chama atenção para um ponto fundamental do novo benefício: mais que complementar a renda dos trabalhadores da região, o Bolsa Verde será um estímulo para a preservação do meio ambiente. Ele concorda com a tese levantada pela presidenta Dilma, que em seu discurso, na cerimônia de pactuação do Plano Brasil sem Miséria com governadores da região Norte, afirmou que “pessoas com mais renda, com mais oportunidades, serão sempre mais comprometidas com o mundo em que vivem, com o seu entorno e com a preservação do meio ambiente”.

“Nossa expectativa é que o Bolsa Verde possa dar condições melhores para que os nossos extrativistas possam ajudar e conservar melhor o nosso meio ambiente. Nós precisamos saber que eles podem ter essa responsabilidade, e até mesmo poder valorizar e dar importância para isso, que é deles mesmos. Todos nós temos essa grande responsabilidade de preservar e cuidar do nosso meio ambiente, para o futuro dos nossos filhos”, afirmou.

Entre as 2 mil famílias da reserva, 1.649 já assinaram o termo de adesão ao programa; as demais estão cadastradas e aguardam a assinatura do termo para começarem a receber o benefício. Essas famílias foram localizadas pela Busca Ativa, estratégia do governo para localizar a população que vive com menos de R$ 70,00 por mês. Na região Norte, 2,65 milhões de brasileiros vivem nessa situação, sendo 56% na área rural. Para chegar até essa população, o governo federal, com apoio dos estados, municípios e das Forças Armadas, busca contato com gestores de unidades extrativistas, de assentamentos e de associações de moradores.

Quarta-feira, 28 de setembro de 2011 às 15:00

“Crescer significa distribuir renda, e distribuir renda significa crescer”

Presidenta DIlma ROusseff discursa durante a cerimônia de assinatura de pacto com os governadores da Região Norte no âmbito do Plano Brasil sem Miséria. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria O Plano Brasil sem Miséria, estratégia do governo federal para retirar da pobreza extrema 16,2 milhões de brasileiros, é também um programa de combate à crise financeira internacional. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff que, nesta quarta-feira (28/9), ao assinar pacto com governadores da Região Norte no âmbito do Brasil sem Miséria, esclareceu que atuando na inclusão social, o Plano traz para o mercado interno consumidores que ajudam a aquecer a economia e a manter o crescimento do país.

“E agora nós estamos dando um passo além: nós estamos melhorando, com os senhores governadores e os senhores prefeitos, todas as nossas políticas. Porque tem uma coisa que nos distingue, e faz com que nós sejamos respeitados no mundo: nós somos um dos países que faz uma das políticas de distribuição de renda mais efetivas no mundo. Não só entre os países emergentes – a China, a Rússia e a Índia – mas também, quando você vê a situação de concentração de renda em países ricos.”

Em seu discurso, a presidenta destacou três aspectos do Plano: a Busca Ativa, estratégia utilizada para localizar os brasileiros que vivem à margem dos serviços públicos e que têm renda inferior a R$ 70 por mês; a articulação entre os programas de inclusão social, como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Pronatec e o Bolsa Verde; e o estímulo a inclusão produtiva, ou seja, subsídio para que as famílias produzam, recebam auxílio técnico e profissionalizante.

A presidenta abordou, ainda, a questão da Saúde, e afirmou que é prioridade para o governo federal, ampliar a oferta de saúde pública, especialmente no interior do país e nas regiões mais afastadas dos centros urbanos, melhorar a qualidade e ampliar o número de médicos. “Há uma parceria entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde para nós formarmos, até 2014, mais 4,5 mil médicos – aliás, até 2015 – mais 4,5 mil médicos. E, ao mesmo tempo, descentralizarmos essa formação, de tal forma que o médico se forme na região onde ele vai exercer a sua profissão”, explicou.

Bolsa Verde – Durante a cerimônia, a presidenta assinou decreto que instituiu o Bolsa Verde, programa que vai oferecer R$ 300 trimestrais para famílias que se comprometerem a preservar os ecossistemas brasileiros. Ela afirmou que o programa é o reconhecimento de que é fundamental um estímulo para combinar a garantia de renda e a preservação ambiental, e que vai contribuir para melhorar o modelo de crescimento do país.

“Tenho clareza de que este programa é um dos mais efetivos, porque compromete as pessoas e faz esse casamento. Eu acho que foi dito aqui por um dos governadores que é o único casamento possível entre a melhoria de renda e a melhoria do meio ambiente. Pessoas com mais renda, pessoas com mais oportunidades, serão sempre pessoas mais comprometidas com o mundo em que vivem, com o seu entorno e com a preservação do meio ambiente.”

Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição.

 

Quarta-feira, 28 de setembro de 2011 às 14:48

Sistema de comunicação será utilizado para localizar famílias extremamente pobres na Região Norte

Presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de assinatura do termo de pactuação do Plano Brasil sem Miséria com os governadores do Norte. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria Para agilizar o cadastramento e a atualização dos dados das famílias beneficiárias do Plano Brasil sem Miséria, a presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (28/9), em Manaus (AM), a instalação de 166 antenas fixas de conexão com internet, via satélite, em 160 municípios do Acre, Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Roraima e Amazonas. Os equipamentos, que serão colocados por meio de acordo com o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), do Ministério da Defesa, possibilitam a identificação de comunidades que vivem em regiões mais isoladas, sem conexão à rede de computadores.

A iniciativa compõe as diferentes estratégias do governo para localizar e cadastrar pessoas que ainda não acessam os programas sociais, a Busca Ativa. O objetivo é levar o Estado até a população mais pobre, com prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social, oferta de serviços públicos próximo do local de moradia das famílias e identificação das que não recebem os benefícios a que têm direito, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O monitoramento do Bolsa Verde será feito por meio do satélite do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que mapeará as áreas onde vivem as famílias atendidas. Também haverá visitas aos locais para avaliar o impacto da iniciativa. O programa não impede plantações, desde que feitas de forma sustentável.

Bolsa Verde - Para participar do Programa de Apoio à Conservação Ambiental, é preciso que o responsável pela família beneficiada se cadastre. Atualmente, mais de oito mil famílias já e assinaram o termo de adesão; outras 10 mil já estão cadastradas e assinarão o termo até dezembro de 2011. Dados do governo mostram que a criação e manutenção de unidades de conservação, onde estão 9% da água captada para consumo humano, impediram a emissão de 2,8 bilhões de toneladas de carbono.

Quarta-feira, 28 de setembro de 2011 às 12:39

Assinatura do termo de pactuação do Plano Brasil sem Miséria com os governadores do Norte

Presidenta Dilma Rousseff posa para foto com os governadores da Região Norte. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria A presidenta Dilma Rousseff participou, nesta quarta-feira (28/9), em Manaus (AM), da cerimônia de assinatura do termo de pactuação do Plano Brasil sem Miséria Região Norte. Na solenidade, foram anunciadas ações de transferência de renda, fortalecimento da agricultura familiar, parceria com os supermercados e estímulo à preservação ambiental, que visam retirar da extrema pobreza 2,65 milhões de brasileiros que vivem na região.

No encontro, o governo federal, os governadores Tião Viana (Acre), Omar Aziz (Amazonas), Camilo Capiberibe (Amapá), Simão Jatene (Pará), Confúcio Moura (Rondônia), José de Anchieta Júnior (Roraima) e Siqueira Campos (Tocantins) e as associações de municípios assinaram termo de compromisso para superar a miséria na região.

Nos sete estados do Norte, 56% da população mais pobre estão na área rural. No País, a meta do Brasil Sem Miséria é atender 16,2 milhões de pessoas (17% deles na Região Norte), com transferência de renda, acesso a serviços públicos nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento e energia elétrica, e inclusão produtiva.

Durante coletiva nessa terça-feira (27/9), a assessora especial do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Lúcia Modesto enfatizou que a superação da extrema pobreza na Região Norte implica na localização e identificação de 30 mil famílias que ainda estão fora das políticas sociais do governo federal. “Esse é um dos grandes desafios para alcançar a meta do Plano Brasil Sem Miséria”, afirmou. A secretária de Assistência Social e Cidadania do Amazonas, Regina Fernandes, informou que o estado possui três barcos para localizar e cadastrar essas famílias.

Quarta-feira, 28 de setembro de 2011 às 12:35

Em Manaus, Dilma Rousseff lança o Brasil sem Miséria para a região Norte

Brasil Sem Miséria Ao desembarcar em Manaus (AM) no final da manhã desta quarta-feira (28/9), a presidenta Dilma concedeu entrevista a rádios locais, durante a qual destacou os benefícios do Plano Brasil sem Miséria e do Bolsa Verde para a população local.

Segundo a presidenta, o Brasil sem Miséria está sendo expandido e o Bolsa Verde pagará R$ 100,00 por mês, por família, para aqueles que vivem em reservas e florestas nacionais. Além disso, Dilma Rousseff anunciou que as mulheres da região receberão qualificação e que os Centros de Referência de Assistência Social serão ampliados. Serão criados 13 centros de assistência geral e outros 15 centros especiais:

“Nós vamos criar mais 13 centros gerais, que atendem à população extremamente pobre, e estamos fazendo 15 especiais, não só de deficientes, mas que cuidam de populações vulneráveis – a criança, por exemplo, a vítima de violência, a mulher vítima de violência. Eles fazem justamente um trabalho de apoio a essas populações que, por serem as mais pobres, são também as mais fragilizadas. Esses são os benefícios que, para o estado do Amazonas, nós trazemos hoje no Brasil sem Miséria”.

A presidenta afirmou que a população indígena já está recebendo atenção especial de seu governo. Destacou a criação da Secretaria Especial Indígena, no âmbito do Ministério da Saúde, e anunciou três programas específicos para essa população: o Brasil Sorridente indígena, a Rede Cegonha indígena e o programa de prevenção de câncer de mama e do colo do útero para a mulher indígena.

Ao responder sobre os investimentos do governo federal para incentivar a competitividade da região, principalmente em relação à logística, a presidenta Dilma disse que a região tem um grande diferencial que a privilegia, que são as hidrovias. Ela garantiu que o prazo da Zona Franca de Manaus será prorrogado, e que em breve voltará à região para assinar as medidas necessárias para a prorrogação.

Por último, a presidenta informou que estão sendo tomadas providências para que sejam evitados os apagões de energia na região e que já determinou à Eletrobrás a adoção das medidas necessárias para reforçar as linhas de transmissão e a construção de um anel na rede de distribuição de energia em Manaus.

Ouça abaixo a íntegra da entrevista ou leia aqui a transcrição.

 

Quarta-feira, 28 de setembro de 2011 às 12:35

Aliando superação da extrema pobreza à proteção ambiental, presidenta lança o Bolsa Verde

As extrativistas Francimar de Brito (esquerda) e Leonora Maia, que serão beneficiadas pelo Bolsa Verde, mostram os produtos feitos a partir da extração de óleo e borracha. Foto: Magda Dias/PR

Brasil Sem Miséria Ação integrante do Plano Brasil sem Miséria, o governo incluirá até o fim do ano 18 mil famílias da Região Norte no Programa de Apoio à Conservação Ambiental (Bolsa Verde), que será lançado nesta quarta-feira (28/9) pela presidenta Dilma Rousseff, em Manaus (AM). Dessas famílias, mais de 8 mil já assinaram termo de adesão ao programa e passam a receber a partir do próximo mês R$ 300 a cada trimestre pelos serviços de conservação ambiental. A meta do governo federal é incluir no Programa 73 mil famílias até 2014.

A artesã Leonora Maia, da reserva extrativista Casumbá-Iracema, no Acre, é uma das contempladas. Ela sustenta a família de cinco pessoas com os produtos de artesanato feitos a partir da extração da borracha. Apesar do intenso trabalho, Leonora diz que os cerca de R$ 400 mensais são insuficientes para alimentação, moradia e compra de material escolar. A ajuda extra vem do Bolsa Família e, a partir de agora, do Bolsa Verde, que, em contrapartida, incentiva a conservação ambiental nas reservas. Essa será a “parte fácil”, segundo a artesã, que afirma que o trabalho realizado pelas 22 famílias da comunidade alia a renda à proteção da floresta.

“Nós tiramos sustento e mantemos a floresta em pé, sem agredir a natureza”, orgulha-se.

A extrativista Francimar de Brito, da reserva Mata Grande, localizada no norte do Maranhão, comemora a inclusão no Bolsa Verde. O motivo da alegria, segundo explica, é que os R$ 300 trimestrais serão utilizados para construir uma casa de alvenaria, no lugar da casinha de palha em que vive atualmente com o marido, três filhos e três netos.

“Foi muito importante o governo buscar a gente; eu nem sabia que existia [o Bolsa Verde]”, afirmou.

Francimar se referia à Busca Ativa, ação do Plano Brasil sem Miséria que localiza a população que vive com até R$ 70 mensais para incluí-las nos programa sociais. Na região Norte, 2,65 milhões de brasileiros vivem em situação de extrema pobreza, sendo 56% na área rural. Para chegar até essa população, o governo federal, com apoio dos estados e municípios, busca contato com gestores de unidades extrativistas, de assentamentos e de associações de moradores.

Segundo a assessora especial do Ministério do Desenvolvimento Social, Lúcia Modesto, o governo conta ainda com a parceria das Forças Armadas para chegar por terra, ar ou água às comunidades mais longínquas. Ela enfatizou que a superação da extrema pobreza na Região Norte implica na localização e identificação de 30 mil famílias que ainda estão fora das políticas sociais do governo federal.

“Esse é um dos grandes desafios para alcançar a meta do Plano Brasil Sem Miséria (…). Além da inclusão do Bolsa Verde, essas famílias serão incluídas em outras ações e programas e contarão com capacitação técnica de apoio à agricultura, por exemplo”.

Ao mesmo tempo em que incentiva a conservação dos ecossistemas brasileiros, o Bolsa Verde promove a cidadania dos moradores dessas áreas. As atividades de proteção ambiental podem ser desenvolvidas em florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável, além de projetos de assentamento florestal, de desenvolvimento sustentável e de assentamentos extrativistas do Incra. Proteção de Áreas de Preservação Permanente (APPs), extrativismo com base em boas práticas e pesca com manejo adequado são algumas das atividades de preservação ambiental a serem contempladas pelo Bolsa Verde.

PAA - Ao assinar convênio com o governo do Amazonas nesta quarta-feira (28/9), o governo federal amplia o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar (PAA) na região. A ação, no valor de R$ 2,5 milhões, atenderá 683 agricultores familiares, de 17 municípios, para adquirir 850 toneladas de alimentos e distribuí-las a 34 entidades socioassistenciais.

Também será firmado contrato entre a Prefeitura de Manaus e a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores do Projeto de Assentamento Uatumã para distribuir alimentos a 430 escolas da cidade, via Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Ministério da Educação. Ao todo, 260 mil alunos terão reforço na alimentação escolar, com produtos como banana, mamão, arroz, couve e abóbora, entre outros. O valor do contrato é de quase R$ 3,5 milhões e beneficiará mais de mil agricultores familiares.

Supermercados – Ainda durante a cerimônia, as afiliadas da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) na região Norte firmarão compromisso de adquirir alimentos de agricultores familiares em seus estabelecimentos. Além disso, há previsão de que os empresários do setor comecem a contratar pessoas que integram o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. O Maranhão, que não faz parte da Região Norte, também será favorecido nessa ação.

Quinta-feira, 22 de setembro de 2011 às 9:29

Ministra Tereza Campello explica novidades do Programa Bolsa Família

A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no programa Bom Dia Ministro, explica que a partir de agora o Bolsa Família pagará benefícios para até cinco filhos menores de 15 anos (por família), antes era concedido no máximo para até três crianças e adolescentes. Foto: Elza Fiuza/ABr

bom dia, Ministro A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, detalhou no programa de rádio Bom dia, Ministro as três novas medidas de aprimoramento do Programa Bolsa Família, anunciadas esta semana. Elas reforçam o foco nas crianças atendidas, asseguram renda à população extremamente pobre e garantem o retorno ao programa, caso necessário, de beneficiário que se desligue voluntariamente. As novidades fazem parte do Plano Brasil Sem Miséria.

A ministra Tereza Campello disse que dos 16 milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza, ou seja, que vivem com até R$ 70,00 por mês, quarenta porcento são menores de 14 anos. Ela frisou que cabe ao Estado garantir que as crianças e adolescentes tenham recursos para poder se alimentar bem e ter um bom desempenho na escola. “Crianças e adolescentes não devem trabalhar, não podem trabalhar, devem estar na escola e têm que ser protegidos”, disse.

Segundo a ministra, a ampliação de três para cinco crianças beneficiárias – uma das novidades anunciadas essa semana – não terá impacto na taxa de natalidade do país e sim na redução da extrema pobreza. Ela enfatizou que a nova medida não servirá de estímulo para que os casais tenham mais filhos.

“Não conheço nenhum especialista ou conhecedor do assunto que acredite que a ampliação de um benefício de R$ 32 vá levar à ampliação da taxa de natalidade. Pelo contrário, há oito anos, o Bolsa Família tem repassado recursos com a parcela variável, atingindo crianças, e o que tivemos foi a redução da taxa de natalidade, inclusive na população pobre e extremamente pobre”, frisou.

Ouça abaixo a íntegra do programa Bom Dia, Ministro:

 

Quinta-feira, 18 de agosto de 2011 às 13:59

“O Brasil chegando onde houver um só brasileiro passando fome ou sede”

Presidenta Dilma Rousseff discursa durante encontro com governadores dos estados da região Sudeste, em São Paulo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria

O Brasil sem Miséria é o país inteiro fazendo de fato a verdadeira faxina que precisa fazer, a faxina contra a pobreza extrema. A afirmação é da presidenta Dilma Rousseff, que participou nesta quinta-feira (18/8), em São Paulo (SP), da cerimônia de assinatura do termo de pactuação do Plano Brasil sem Miséria com os governadores do Sudeste.

Dilma Rousseff afirmou que poderia parecer uma contradição estar na região Sudeste, a mais rica do país mais rico da América Latina e um dos países mais promissores do mundo, dialogando sobre miséria. Entretanto, não é, lembrou a presidenta, ao fazer referência aos 16,2 milhões de brasileiros que vivem com menos de R$ 70 por mês, sendo 2,7 milhões no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Naquela região, 79% da população mais pobre vive em áreas urbanas, motivo pelo qual o governo federal, em parceria com os estados e municípios, priorizou três frentes de atuação do Plano Brasil sem Miséria: localizar e cadastrar a população que ainda não recebe benefícios sociais; complementar o Bolsa Família e atuar na qualificação profissional e geração de emprego.

“A miséria continua sendo nosso principal problema e nosso maior desafio. Ter 16 milhões de brasileiros na miséria é uma característica do país inaceitável”, disse a presidenta, ao lembrar que o fato de o país ter elevado à classe média, nos últimos anos, “uma Argentina”, torna o desafio de acabar com a pobreza extrema urgente e obrigatório.

Dilma Rousseff fez referência à crise financeira internacional e frisou que o mundo vive hoje um momento de inquietudes e interrogações. No entanto – reiterou a presidenta – o Brasil já demonstrou que o caminho seguro para enfrentar a crise financeira é combatendo “a crise mais crônica e permanente da história da humanidade, a miséria”. Na opinião dela, a resposta brasileira ao mundo frente os efeitos da crise é justamente investir no Plano Brasil sem Miséria, no PAC, no Minha Casa, Minha Vida, no Pronatec, no Ciência sem Fronteiras e no Brasil Maior.

“Nós brasileiros não temos dúvidas para onde caminhar e o Brasil sem Miséria é mais um passo nesse vigoroso caminho (…). O Brasil sem Miséria Brasil já começa como sendo um plano vencedor, um grande pacto republicano e pluripartidário, capaz de transformar a realidade social em que vivemos”, defendeu.

Ouça abaixo íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição:

 

Quinta-feira, 18 de agosto de 2011 às 12:43

Assinatura do termo de pactuação do Brasil sem Miséria com governadores do Sudeste

Da esquerda para a direita: Antonio Anastasia (Minas Gerais), Geraldo Alckmin (São Paulo), Dilma Rousseff, Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) e Renato Casagrande (Espírito Santo) na foto oficial do encontro com governadores dos estados da região Sudeste. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Brasil Sem Miséria

A presidenta Dilma Rousseff está na capital paulista, onde anunciou uma série de ações que visam a retirar da extrema pobreza 2,7 milhões de brasileiros que vivem no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Nesses quatro estados, a miséria se concentra na área urbana, onde estão 79% da população mais pobre.

No encontro, o governo federal e os governadores dos estados assinaram termo de compromisso para superação da miséria na região. Estão previstas ações de localização e cadastramento da população com renda mensal inferior a R$ 70 e que ainda não recebe benefícios sociais, de qualificação profissional e geração de trabalho, de aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar e de complementação financeira do Bolsa Família.

Durante o evento, foi assinado um acordo de cooperação técnica entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). O objetivo é que as concessionárias apoiem o Brasil Sem Miséria na divulgação de informações e na localização de famílias de baixa renda que ainda não acessam os benefícios para que elas possam ser incluídas no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal.

O governo firma, além disso, parceria com as representações da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) dos quatro estados para compra de produtos de agricultores familiares. Atualmente, essas compras são feitas pelo MDS e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e os produtos são distribuídos a creches, escolas e entidades sócio assistenciais. A iniciativa privada também vai comprar artesanato, principalmente de associações de mulheres.

No Sudeste, o plano federal prevê ainda mais investimentos em Educação, ações de expansão da rede de ensino técnico, a instalação de 286 unidades básicas de Saúde e o aumento do número de Centros Especializados de Referência da Assistência Social (Creas), com a criação de 86 novas unidades. Na área de acesso aos serviços públicos, a meta do Brasil Sem Miséria é levar energia elétrica a mais de 11 mil famílias da região.

Vídeo com íntegra da reunião com os governadores

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