Arquivo de artigos sobre "África do Sul"
Terça-feira, 18 de outubro de 2011 às 11:50

A presidenta Dilma participa de declaração à imprensa com o presidente Jacob Zuma e o primeiro-ministro Manmohan Singh após V Cúpula Ibas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (18) a adoção de medidas imediatas capazes de impedir o agravamento da crise financeira internacional, sobretudo na chamada Zona do Euro. Na declaração à imprensa feita em Pretória, após participar da V Cúpula Ibas, ela afirmou que o assunto foi discutido com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.
Segundo a presidenta Dilma, os países que compõem o Fórum Ibas (Índia, Brasil e África do Sul) reforçaram a capacidade de resistência à crise ao fortalecerem seus mercados internos, diversificarem suas parcerias comerciais e adotarem políticas de inclusão social.
“É necessário um acordo credível entre os países europeus para impedir que a crise fique incontrolável, afetando o mundo inteiro. Estou certa que o desafio apresentado pela crise impõe a substituição de teorias defasadas pelo mundo velho por novas formulações para este mundo novo que agora nós vivemos. Nossa experiência nos mostra que a mera adoção de políticas recessivas em nada contribui para a solução de dificuldades econômicas”, disse a presidenta.
Dilma Rousseff elogiou a atuação do Ibas nos organismos multilaterais. Segundo ela, a “concertação” do grupo, mais que positiva, tem se revelado, em muitos casos, decisiva.
“Atuamos inspirados nas nossas próprias histórias de luta pela liberdade, pela democracia, nas quais, sem sombra de dúvida, Mahatma Gandhi e Mandela são exemplos extraordinários dos grandes acontecimentos que modificaram para sempre a humanidade.”
A presidenta lembrou ainda o apoio do Ibas aos povos árabes nas suas aspirações a formas democráticas de governos. Neste sentido, Dilma Rousseff citou a concordância dos três países do Ibas na necessidade de mais diplomacia e menos intervenções militares, e lembrou que Índia, Brasil e África do Sul ocupam, em 2011, um assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, que desejam ver reformado.
“Sem sombra de dúvida, contribuímos para o encaminhamento de questões nevrálgicas relativas aos direitos humanos, à paz e à segurança internacionais. Neste sentido, são ilustrativas tanto a missão que enviamos à Síria em agosto passado, como também a nossa defesa do papel-chave das estratégias de desenvolvimento para concepção da paz sustentável nos países em situação de pós-conflito.”
Ouça abaixo a íntegra da declaração à imprensa ou leia aqui a transcrição:
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Terça-feira, 18 de outubro de 2011 às 9:37

Presidenta Dilma Rousseff discursa na V Cúpula do Fórum Ibas, em Pretória, África do Sul. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Ao participar da abertura do Fórum Ibas – Índia, Brasil e África do Sul – na manhã de hoje (18) em Pretória, capital sul-africana, a presidenta Dilma Rousseff convocou o mundo a se unir em torno de uma consolidação fiscal e coordenação macroeconômica e reiterou que os países em desenvolvimento podem e devem participar da construção de uma nova ordem internacional.
A presidenta brasileira afirmou que o Ibas demonstrou que é possível crescer ao mesmo tempo em que distribui renda e gera empregos e disse que a solução para a crise financeira global não está na intensificação de processos recessivos. É necessário, na visão dela, que se estabeleça um acordo credível entre os países europeus, além da consolidação fiscal e da solidez dos sistemas bancários.
“Não podemos ficar reféns de visões ultrapassadas ou de paradigmas vazios de preocupação social em relação ao emprego e em relação à riqueza dos povos. É prioritário solucionar o problema da dívida soberana e reverter o quadro recessivo global. É inadiável a regulamentação do sistema financeiro; é fundamental pôr fim a políticas monetárias que provocam uma verdadeira guerra cambial e estimulam o protecionismo.”
Ela também chamou atenção para a reforma de organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. E foi enfática ao afirmar que os países do Ibas contribuíram no Conselho de Segurança da ONU para a resolução de conflitos na Líbia e Síria, demonstrando que dispõem “de todas as credenciais para assumir assento permanente e dotar aquele órgão da legitimidade que lhe falta”.
Dilma Rousseff aproveitou a oportunidade para convidar o presidente Zacob Zuma e o primeiro-ministro Manmohan Singh a participarem da Rio+20, em junho de 2012 no Brasil, e a estreitar a cooperação trilateral no comércio e em programas de educação, ciência, tecnologia e inovação, como o Ciência sem Fronteiras.
“A importância do Ibas tem muito a ver com o papel global que desempenhamos e podemos desempenhar, com o fato de que representamos três continentes – a América Latina, a África e a Ásia. Esse Fórum é, portanto, um poderoso instrumento para promover a cooperação trilateral em áreas de impacto concreto nas nossas regiões e nos nossos países (…). Nossa diversidade e nossa cooperação são os principais trunfos que temos para garantir uma presença livre e soberana dos países em desenvolvimento neste mundo em transformação em que vivemos.”
Ouça abaixo a íntegra do discurso da presidenta Dilma Rousseff ou leia aqui a transcrição:
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Segunda-feira, 17 de outubro de 2011 às 12:46

Presidenta Dilma Rousseff desembarca em Pretrória, capital administrativa da África do Sul, para visita oficial e participação da Cúpula do Ibas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff desembarcou no início da tarde de hoje (17) em Pretória, capital da África do Sul, onde participará amanhã da V Cúpula do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul (Ibas). Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a Cúpula Ibas será focada nos atuais desafios econômico-financeiros, paz e segurança internacionais e desenvolvimento sustentável no contexto da preparação para a Rio+20, que acontecerá em 2012 no Brasil. Durante a Cúpula, será feito ainda balanço das atividades dos grupos de trabalho setoriais do Ibas, que tratam de temas como defesa, energia e ciência e tecnologia.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, conversarão também sobre os avanços da cooperação prestada pelo Fundo Ibas para o alívio da fome e da pobreza. Desde sua criação, em 2004, o Fundo realiza nove projetos em seis países, como o de coleta de resíduos sólidos no Haiti, e o de melhoramento agropecuário na Guiné-Bissau; estão previstos ainda projetos no Laos, Serra Leoa, Timor Leste, Sudão e Sudão do Sul. Em 2006, o Fundo foi premiado pela Organização das Nações Unidas como modelo de cooperação entre países em desenvolvimento e, em 2010, agraciado com o prêmio “Metas de Desenvolvimento do Milênio”.
Outro ponto discutido pelos chefes de Estado e de Governo será o comércio entre os três países. O fluxo entre Brasil, Índia e África do Sul quadruplicou entre 2003 e 2010, elevando-se de US$ 4,38 bilhões para US$ 16,1 bilhões, superando, assim, a meta fixada para aquele ano, de US$ 15 bilhões.
De Pretória, a presidenta segue para visita de Estado a Moçambique e Angola, e retorna ao Brasil na quinta-feira (20).
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Sábado, 10 de julho de 2010 às 9:00
Instigadas pelo presidente Lula a atuarem no mercado africano, as indústrias brasileiras estão fincando pé ou colhendo os melhores negócios na viagem por seis países da África. Da última sexta-feira (2/7), quando o presidente brasileiro iniciou o périplo, empresários nacionais participaram de seminários na Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e encerram a rodada de comércio hoje (9/7), na África do Sul, último país a ser visitado por Lula nesta 27ª visita ao continente africano.
E nesta negociação com os empresários ou governo locais, a Vale e a Embraer já revelaram resultados importantes. O diretor de Marketing e Vendas da Embraer, Antonio Carlos Neubarth, informou ao Blog do Planalto que dentro de dois meses uma delegação da Guiné Euqatorial desembarcará no Brasil para conhecer a fábrica da empresa, em São José dos Campos (SP). A pedido do presidente Lula, Neubarth apresentou ao presidente da Guiné Equatorial, Obiang Nguema Mbasogo, o avião Embraer 190, que integra a frota da Força Aérea Brasileira (FAB).
“O presidente Lula tem um papel fundamental no incentivo às empresas brasileiras. Isso é muito importante. Se os presidentes de outros países, como por exemplo, Estados Unidos fazem o mesmo, temos no presidente brasileiro um incentivador do produto nacional”, contou Neubarth.
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Sexta-feira, 9 de julho de 2010 às 18:02

Presidente Lula se diverte com o presente oferecido pelo presidente sul-africano Jacob Zuma. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Os governos de Brasil e África do Sul realizaram nesta sexta-feira (09/07), em Johannesburgo, um seminário empresarial com cerca de 160 empresários para tentar incrementar uma relação comercial que, embora crescente e pautada em produtos manufaturados, de maior valor agregado, ainda orbita pelo patamar de US$ 2 bilhões anuais, menos de 1% do fluxo brasileiro.
Ao participar da sessão de encerramento do Fórum, o presidente Lula defendeu que haja dois novos encontros empresariais, um em cada país, para que os parceiros potenciais possam conhecer o que o outro tem a oferecer como oportunidade de negócio. “A África do Sul não deve ter medo do empresário brasileiro”, afirmou Lula. Segundo ele, da parte do Brasil, já acabou o tempo em que “uma elite subserviente achava que só devíamos fazer negócio com a Europa rica e com os EUA.”
O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, que participou do seminário, ficou otimista com o resultado. “Esse encontro certamente vai ajudar Brasil e África do Sul tanto no comércio bilateral, quanto nos investimentos”, declarou. Segundo ele, a tendência é que o incremento se dê em torno do setor que já caracteriza a relação bilateral. “Nosso comércio com eles é de boa qualidade, preponderantemente de manufaturados.”
Ouça a íntegra do discurso do presidente Lula no evento:
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Sexta-feira, 9 de julho de 2010 às 11:45

Presidente Lula e os ministros Luiz Barretto (Turismo) e Orlando Silva (Esporte) visitam a Casa Brasil em Johannesburgo, na África do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR
A Copa do Mundo de 2010 termina neste domingo (11/7) e o Brasil já abre os braços para receber a próxima edição, em 2014, e todos os turistas e investidores que queiram aproveitar a oportunidade para se divertir ou fazer negócios. Para que o País também tire proveito da maior competição esportiva do mundo, o governo brasileiro se valerá do clima de futebol que se respira nas ruas da África do Sul para lançar uma campanha internacional que buscará vender o Brasil como atraente destino para viajantes e empreendedores.
Encomendada pelo ministério do Turismo, a campanha “O Brasil te chama, celebre a vida aqui” será lançada em Johannesburgo nesta sexta-feira (9/7), com a presença do presidente Lula, que antes terá um encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. O vídeo, de pouco mais de um minuto, foi produzido pelo cineasta Fernando Meirelles. Será veiculado até o fim do ano em emissoras de TV do mundo todo, com distribuição também no Youtube e nas redes sociais.
“Será uma campanha voltada principalmente para imprensa internacional com o objetivo de ampliar e atualizar as informações que o mundo tem sobre o Brasil”, disse a presidente da Empresa Brasileira e Turismo (Embratur), Jeanine Pires. Segundo ela, o País tem condições de, em dez anos, graças à Copa de 2014 e também da Olimpíada de 2016 no Rio, de duplicar o número de estrangeiros que recebe por ano (de pouco mais de 5 milhões para 11 milhões) e triplicar a quantia de dinheiro que eles gastam (de US$ 6 bilhões para US$ 18 bilhões).
O lançamento do vídeo vai acontecer num espaço em Johannesburgo chamado Casa Brasil, que desde o dia 15 de junho, quando a seleção fez sua estreia na Copa contra a Coreia do Norte, oferece um aperitivo aos estrangeiros sobre as belezas e riquezas brasileiras.
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Sexta-feira, 9 de julho de 2010 às 11:21
O presidente Lula aposta que a Copa de 2014 será um “cartão postal” para o mundo enxergar o Brasil “como uma grande economia”. Dizendo-se feliz porque o país “vive um momento excepcional”, com crescimento econômico, do emprego e da renda, o presidente espera que em 2014 aconteça com o Brasil o que ele entende que ocorreu com o anfitrião da Copa deste ano. Para ele, a África do Sul encantou o mundo e deixa uma imagem positiva, de um povo alegre, criativo e, ao contrário do muita gente pensava, com grande capacidade de organização.
Na visita oficial que faz à África do Sul, Lula foi convidado pelo presidente Jacob Zuma a ir à final da Copa no próximo domingo. Depois da reunião deles, em pronunciamento conjunto à imprensa, o brasileiro contou aos jornalistas que explicou a Zuma porque não irá. Disse que está há dez dias fora do Brasil em visita a seis países africanos e que “problemas graves” no Brasil, como as enchentes em Pernambuco e Alagoas, que le acompanhou por telefone mesmo durante a viagem.
Sobre o jogo entre Holanda e Espanha, Lula não demonstrou entusiasmo – “não diria que são os melhores” -, nem arriscou palpite. Para ele, a Espanha, apesar de ter um bom time, talvez o melhor da história daquele país, não apresentou um futebol convincente nos seis jogos anteriores. Já a Holanda, que “todo mundo sabia que ia longe”, não empolgou também.
Lula manifestou mais uma vez decepção com a eliminação do Brasil, contra a Holanda. Para ele, na derrota de virada por dois a um, o time teve falhas individuais do volante Felipe Melo e do goleiro Julio Cesar, no primeiro gol, e da defesa como um todo no segundo. Contudo, não há motivo para procurar culpados. Nem o técnico Dunga, bastante criticado. “Mas 2010 já faz parte do passado. Já estou pensando na Copa de 2014 e para o Brasil não fazer o fiasco de 1950”, disse.
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Sexta-feira, 9 de julho de 2010 às 11:15

Cerimônia oficial realizada na chegada do presidente Lula a Pretória, na África do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Na visita de Estado à África do Sul, que encerra uma jornada que começou por Cabo Verde e passou por seis países africanos no total, o presidente Lula declarou nesta sexta-feira (09/07) que o continente “é mostrado ao mundo com uma carga de preconceito incomensurável”, mas que está quebrando esse mesmo preconceito. Falando à imprensa ao lado do presidente sul-africano, Jacob Zuma, Lula fez questão de dizer que o Brasil tem hoje uma política externa que reconhece a importância do continente, e que não foi por outra razão que ele já visitou 27 nações da região, durante seu mandato, mais do que todos os outros presidentes brasileiros juntos.
A atual política externa brasileira, que estimula a relação no hemisfério sul, afirmou o presidente, não vira as costas para a África e não quer dependência dos países ricos. Um sinal da importância do diálogo Sul-Sul para o Brasil foi assinatura, na visita oficial de Lula ao Union Buildings, a sede do Poder Executivo sul-africano, de uma declaração na qual os dois países estabelecem uma “parceria estratégica”. O documento foi assinado pelos ministros das relações exteriores dos dois países.

Presidente Jacob Zuma recebe o presidente Lula em Pretória, na África do Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR
“Com essa declaração, nós dizemos que não podemos mais perder tempo. Brasil e África do Sul podem ser economias complementares, podem trocar experiências”, disse Lula. Para Zuma, as relações entre os dois países estão se reforçando e, com a parceria, “há grande potencial para continuar crescendo”.
Ouça a íntegra da declaração à imprensa feita pelo presidente Lula:
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Quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 16:51
Ao deixar a cerimônia de apresentação do logo oficial da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, ocorrida em Johannesburgo, na África do Sul, o presidente Lula deu uma série de pequenas entrevistas para dezenas de jornalistas que estavam no local. O presidente brasileiro lembrou que o Brasil já sediou uma Copa, há 60 anos, e que hoje está mais experiente e preparado para realizar outra.
Lula voltou a defender Dunga, afirmando que o ex-técnico da Seleção Brasileira fez um bom trabalho e conquistara vários títulos antes. O presidente lamentou que nenhuma seleção do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) tenha chegado à final da Copa da África do Sul.
“Nessa Copa, eu tinha convicção de que o Brasil podia ser campeão”, afirmou Lula, explicando que não ficará para o jogo final da Copa da África do Sul, a ser realizado neste domingo (11/7), porque precisa descansar – ainda mais depois de uma viagem pelo continente africano que começou no dia 2 de julho e já passou por outros cinco países antes de chegar à África do Sul.
Ouça a entrevista coletiva concedida pelo presidente Lula:
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Quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 15:53

Logo oficial da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil e foi apresentada oficialmente hoje em Johannesburgo, na África do Sul.
O sucesso da Copa do Mundo realizada na África do Sul este ano só aumenta a responsabilidade brasileira em organizar a próxima edição do maior evento esportivo do mundo, em 2014, afirmou o presidente Lula durante a apresentação do logo oficial do Mundial brasileiro, ocorrida em Johannesburgo nesta quinta-feira (8/7). Amante declarado de futebol, Lula começou o discurso quebrando o protocolo, que lhe previa um tempo de apenas cinco minutos, para saudar diversos ex-jogadores, como Cafu (capitão do pentacampeonato em 2002), Carlos Alberto Torres (capitão do tricampeonato em 1970), Romário e Bebeto (tetracampeões em 1994), o alemão Franz Beckenbauer (campeão como jogador em 1974 e como técnico em 1990) e até o carrasco Michel Platini, francês que ajudou a eliminar o Brasil da Copa de 1986, nas cobranças de penaltis.
Lula afirmou que o Brasil está realizando um sonho ao organizar novamente uma Copa do Mundo e que o País está preparado para esse desafio:
O sucesso dos nossos irmãos africanos representa um grande desafio a nós brasileiros. Estamos aprendendo com eles para que a Copa de 2014 que teremos a honra de hospedar seja um sucesso maior ainda. É uma grande responsabilidade, mas estamos confiantes. Os brasileiros gostam de desafios, são movidos a desafios. Estejam certos, os brasileiros farão um Mundial da Fifa tão bonito e emocionante quanto o da África do Sul.
Lula lembrou que o Brasil está crescendo e se desenvolvendo, devendo chegar a 2014 com uma economia bem mais relevante no cenário internacional. Isso deverá se refletir na organização do Mundial de futebol, garantiu o presidente brasileiro, citando o plano instituído no País com representantes dos governos federal e das 12 cidades-sede, onde serão realizados os jogos.
O presidente brasileiro enfatizou que haverá transparência total no projeto da Copa do Mundo 2014 e que os gastos públicos serão divulgados na internet, podendo ser acompanhados em tempo real por “qualquer cidadão de qualquer lugar do mundo”. Disse ainda que a Copa no Brasil será uma Copa verde:
A sustentabilidade ambiental é prioridade para o Brasil e será uma das marcas da Copa em nosso País.
Ouça a íntegra do discurso do presidente na cerimônia:
Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.
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