Segunda-feira, 12 de outubro de 2009 às 10:06
Mudanças climáticas e obras no rio São Francisco
(Trecho do programa de rádio Café com o Presidente no qual Lula explica as obras de revitalização e integração do rio São Francisco)
O direito básico das pessoas de terem água para consumo e um planeta limpo para viver foi o tema central do programa de rádio Café com o Presidente desta segunda-feira, em que Lula falou sobre as obras de revitalização e integração do rio São Francisco e também sobre a proposta brasileira em relação às mudanças climáticas.
O presidente Lula, que visita esta semana alguns trechos das obras no rio São Francisco, afirmou que além de recuperar o rio, as suas margens e matas ciliares, o projeto em andamento levará saneamento básico e água limpa para cerca de 12 milhões de vários Estados do Nordeste. “Essa obra vai tornar as regiões brasileiras menos desiguais”, afirmou Lula, anunciando que uma parte dos trabalhos ficará pronta em 2010 e a outra, em 2012. Confira acima o vídeo com trecho do programa dedicado ao assunto.
Lula falou também sobre a proposta brasileira em relação as mudanças climáticas que será apresentada em dezembro durante a reunião da ONU sobre clima, em Copenhague. O presidente afirmou que essa proposta, que prevê por exemplo a diminuição do desmatamento em 80% até 2020, será fechada ainda este mês e enviada a outros países que querem trabalhar em parceria com o Brasil.
Segundo Lula, é preciso fazer com que todos os países assumam suas responsabilidades. O Brasil, afirmou, está fazendo a sua parte:
O que que nós queremos construir na verdade? Temos que construir uma proposta medindo quanto cada país está emitindo de gás do efeito estufa agora, quanto que ele emitiu ao longo da sua história e quanto ele está contribuindo para sequestrar carbono. Porque aí você vai responsabilizar cada país pelo estrago que ele fez e acabar com essa discussão genérica em que tudo mundo quer ser tratado em igualdade de condições e não pode ser tratado em igualdade de condições. O Brasil, depois que nós fizemos o zoneamento agroecológico para a cana-de-açúcar, deixando praticamente toda a região da Amazônia proibida de plantar cana, Pantanal também, ou seja, nós estamos preservando nossos biomas. Nós queremos que os outros países assumam responsabilidade. Primeiro pagar pelo estrago que já fizeram. Segundo: se eles estão emitindo muitos gases do efeito estufa, eles terão que diminuir, o que significa diminuir o padrão de consumo, mexer em alguma coisa da produção. Se eles não quiserem fazer isso, eles vão ter que reflorestar seu país. Se eles não quiserem fazer isso, eles vão ter que pagar para os países que têm matas, que têm florestas ainda, para preservar e ter uma compensação financeira por isso.
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