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Quarta-feira, 4 de abril de 2012 às 18:58

Brasil tem que levar propostas realistas para a Rio+20, afirma presidenta Dilma

Presidenta Dilma Rousseff durante reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (4) que o Brasil deve propor na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, um novo paradigma de crescimento que seja realista, e não fantasioso, levando em conta a realidade de outros países que, ao contrário do Brasil, não têm os recursos necessários para implementar uma matriz energética predominantemente renovável e limpa.

“Temos uma missão até mais difícil, que é propor um novo paradigma de crescimento, que não pareça a alguns absurdamente etéreo ou fantasioso. Porque ninguém numa conferência aceita discutir a fantasia, ela não tem espaço para a fantasia, eu não estou falando da utopia, essa aí até pode ter, eu estou falando da fantasia. Eu tenho que explicar para as pessoas como é que elas vão comer, como é que elas vão ter acesso a água e energia. Eu não posso falar que é possível só com energia eólica iluminar o planeta, não é. Só com energia solar, de maneira alguma. Por isso é que tem que ter base científica a nossa discussão”

Segundo a presidenta, que participou no Palácio do Planalto de reunião ordinária do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a discussão das propostas sobre desenvolvimento sustentável na Rio+20 não pode ignorar o fato de que há milhões de pessoas sem as condições básicas de vida.

“Eu tenho que entender que eu não faço proposta, e essa é responsabilidade do Brasil, só para si mesmo, olhando para o seu próprio umbigo. Nós teremos de fazer propostas encarando o mundo, encarando o fato de que tem milhões e milhões de pessoas sem as condições mínimas de vida”.

De acordo com a presidenta, o Brasil tem que ter uma postura de liderança na Rio+20, por ser um exemplo para o mundo na produção de energia renovável. Mas por outro lado, segundo Dilma, o Brasil também deve ter uma postura humilde e entender que outros países terão dificuldades em executar mudanças na sua matriz energética.

“Temos de ter uma dupla atitude em relação a Rio+20, por um lado nós temos que ser a liderança de dizer que pode fazer porque é possível fazer, porque nós fizemos, e falar além disso com humildade, que nós temos de fazer mais, mas de outro lado, temos que entender que alguns países têm grandes problemas para dar saltos”.

A reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que tem como função gerenciar a incorporação das questões sobre mudanças climáticas nas diversas etapas das políticas públicas, teve a presença dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; e de Relações Exteriores, Antonio Patriota; além de representantes da indústria, dos sindicatos, de organizações não-governamentais e de universidades. O secretário-executivo do fórum, Luiz Pinguelli Rosa, também esteve presente.

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