Domingo, 11 de abril de 2010 às 23:32
Brasil precisa de estratégia para reduzir desigualdades e desenvolver seu potencial
Numa sociedade como a brasileira, que ainda tem grandes disparidades sociais e vulnerabilidades externas, além de um grande potencial, planejar ações estratégicas de curto, médio e longo prazos são fundamentais para o sucesso dos programas elaborados e postos em prática pelo governo. É o que explica Samuel Pinheiro Guimarães, da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), no programa 7 Anos em 7 Minutos que publicamos neste domingo (11/4).
Para podermos enfrentar o desafio das disparidades sociais, o desafio das vulnerabilidades externas e o desafio de realizar o potencial da sociedade brasileira é necessário um plano que tenha características estratégicas, isto é, que identifique os principais temas a serem abordados pela ação do governo, os principais temas a serem submetidos à sociedade e a serem objeto da ação privada, e também que permita a possibilidade de medir a execução desses objetivos estratégicos. Esse programa está em curso, e deverá estar pronto em meados do ano de 2010.
Clique aqui para escolher o programa 7 Anos em 7 Minutos desta segunda-feira (12/4).
Guimarães afirma que o governo Lula sempre se preocupou com o planejamento e a ação estratégica, e a identificação dos temas a serem abordados ficou a cargo de sua secretaria. Além disso, ficou também responsável pela articulação da ação de diferentes setores da administração pública em relação a esses temas, elaboração de legislação e programas a serem sugeridos ao presidente da República e elaboração de programas de médio e longo prazo.
Entre os temas abordados de “forma precursora”, lembra Guimarães, estão os biocombustíveis, a inclusão digital e ampliação de todo o sistema de banda larga pelo País e o desenvolvimento da nanotecnologia. Em termos regionais, o titular da SAE cita o Plano Amazônia Sustentável, que trata da regularização fundiária das terras da Amazônia, o zoneamento econômico e ecológico para garantir uma ocupação ordenada da região, com base na política de desenvolvimento sustentável, e a questão dos transportes na região -- terrestre, fluvial e aéreo.
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