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Quarta-feira, 24 de março de 2010 às 22:18

Boa relação Estado-sociedade civil ajuda País a cumprir com sobras as metas do milênio

Muitos países do mundo não vão atingir as metas do milênio estabelecidas em 2000 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem cumpridas até 2015, mas o Brasil não só cumprirá os oito objetivos propostos como deverá superar vários deles, afirmou o presidente Lula durante a 3ª edição do Prêmio Objetivos do Milênio (ODM) Brasil, realizada nesta quarta-feira (24/3) em Brasília. Entre as razões do sucesso brasileiro na empreitada, o presidente apontou o momento mágico que o Brasil vive na relação entre sociedade e Estado, “porque as pessoas começaram a acreditar que alguma coisa nova está acontecendo no País”.

E essa coisa nova que está acontecendo no País é apenas o fato de que o estado brasileiro e o governo passaram a acreditar que a sociedade tem um papel extraordinário para cumprir. A gente poderia pegar o Banco do Brasil como exemplo, a Caixa Econômica Federal (CEF), o BNDES, várias instituições públicas de peso, que há algum tempo atrás agiam como se não tivessem nenhum compromisso além daquilo que estava estabelecido na normatização da sua existência. Não tinham uma relação de acreditar no Brasil, de facilitar as coisas, de permitir que as coisas fluíssem com facilidade.

Lula defendeu o papel das prefeituras na solução dos principais problemas brasileiros -- e mesmo no mundo:

Ouça aqui a íntegra do discurso do presidente no evento:

 

Para Lula, muitos países não cumprirão as metas do milênio por culpa da falta de solidariedade dos países ricos, que defendem o livre comércio apenas para os seus produtos, nunca para os produtos dos mais pobres. O presidente lembrou que até os Estados Unidos, um dos maiores defensores do livre comércio do mundo, toma uma posição indefensável quando não cumpre determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC) que deu ganho de causa ao Brasil na questão dos subsídios americanos aos seus produtores de algodão.

O presidente brasileiro afirmou que o Brasil não estava preocupado com a concorrência do algodão americano -- “temos tecnologia para competir com eles nessa e em outras áreas” -- mas sim com os países africanos, muitos dos quais dependem quase que exclusivamente da exportação de seus produtos agrícolas.

O que nós queríamos na verdade era ajudar os países africanos. Alguns produzem por ano 400 toneladas de algodão e esse é o seu único produto de exportação. E ele precisa que os países ricos não dêem subsídios para seus produtores para que o mundo rico possa comprar o produto desses produtores mais pobres.

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