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Terça-feira, 2 de fevereiro de 2016 às 13:04

Brasil apoia objetivo da Bolívia de se tornar centro energético regional, diz Dilma

Durante a visita do presidente boliviano, Evo Morales, Dilma destacou a parceria energética entre os dois países. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante a visita do presidente boliviano, Evo Morales, Dilma destacou a parceria energética entre os dois países. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Selo viagens oficiaisA presidenta Dilma Rousseff recebeu, nesta terça-feira (2), o presidente da Bolívia, Evo Morales, para reforçar e dinamizar a relações política, econômica e comercial existentes entre os dois países. Dilma destacou, em declaração à imprensa, a integração energética entre os dois países e aproveitou para dar apoio ao objetivo do presidente boliviano de transformar a Bolívia em um centro energético regional.

“Atualmente, a Bolívia contribui para a estabilidade energética do Brasil, cobrindo cerca de 30% da oferta de gás natural no mercado brasileiro. Mediante novos investimentos em hidroeletricidade e hidrocarbonetos, nosso vizinho ampliará seu potencial de produção e exportação de energia elétrica”.

Dilma citou ainda a criação, em 2015, do Comitê Técnico Binacional em energia, para trabalhar na identificação e desenvolvimento de novas oportunidades, como o aproveitamento hidrelétrico conjunto do Rio Madeira. Além da questão energética, a agenda bilateral vai tratar de temas como cooperação fronteiriça, infraestrutura, defesa, comércio e investimentos, combate aos ilícitos internacionais, cooperação técnica e gestão de recursos hídricos, e agricultura e segurança alimentar.

“Gostaria, nesse sentido, de reconhecer e ressaltar os grandes avanços sociais e econômicos pelos quais a Bolívia tem passado nos últimos anos. Saudamos os resultados positivos no combate à pobreza, o aumento da renda da população e o excelente desempenho da economia, os quais permitirão que o país desempenhe papel cada vez importante em nossa região”, disse a presidenta.

A Bolívia é o país que constitui a maior fronteira com o Brasil, com extensão superior a 3.400 quilômetros.

Balança Comercial
O Brasil é o primeiro destino das exportações bolivianas e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2015, a balança comercial entre os dois foi de aproximadamente U$ 4 bilhões. Ainda assim, a presidenta tem o interesse em ampliar o comércio. “É necessário diversificar e aumentar nossas trocas, para voltar a superar o patamar dos US$ 5 bilhões de intercâmbio comercial”.

A Bolívia é o único país da América do Sul que apresenta desde 2003, de forma consistente, superávits comerciais com o Brasil, em função das volumosas exportações de gás (98% do total exportado). As exportações brasileiras para a Bolívia são compostas basicamente de manufaturados (96,4% em 2015), com destaque para barras de ferro, betume de petróleo, condutores para uso elétrico, tratores, locomotivas, móveis de madeira, arroz, calçados e fungicidas.

Zika Vírus
A presidenta Dilma enfatizou também a necessidade de ambos os governos combaterem o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zika, e outras doenças.

“Abordamos o desafio do vírus zika e a necessidade de trabalharmos juntos para combater o mosquito, evitando sua proliferação e desenvolvendo vacinas. É uma tarefa necessariamente coletiva”, disse.

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