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Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 16:43

Dilma se reúne com o presidente executivo do Google, Eric Schmidt

Dilma durante reunião com o presidente executivo do Google, Erick Schmidt, nesta quarta-feira (1º), em São Francisco (EUA). Na conversa, eles discutiram sobre parcerias com foco no estímulo ao desenvolvimento da indústria da tecnologia e inovação no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma durante reunião com o presidente executivo do Google, Eric Schmidt, nesta quarta-feira (1º), em São Francisco (EUA). Na conversa, eles discutiram sobre parcerias com foco no estímulo ao desenvolvimento da indústria da tecnologia e inovação no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Quarta-feira, 1 de julho de 2015 às 14:02

Dilma conhece robô desenvolvido em um dos principais centros de tecnologia do mundo

Brasil-EUA-2015Além de visitar a sede do Google e de se encontrar com executivos das principais empresas de tecnologia norte-americanas, a agenda da presidenta Dilma Rousseff na Califórnia inclui a visita ao SRI International, o antigo Instituto de Pesquisa da Universidade de Stanford, hoje um dos mais importantes centros de excelência na área de inovação do mundo, onde ela será recebida pelo presidente da entidade, o PHD em Astronomia, Bill Jeffrey.

O SRI International, na região de Palo Alto (Califórnia), é um dos principais centros de pesquisa e inovação do mundo. Foto: Ana Carolina Melo/ PR

Sede do SRI International, na região de Palo Alto, Califórnia(EUA). Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

A organização sem fins lucrativos desenvolve pesquisas de alto nível nas áreas de saúde, sistemas de computação, robótica, educação e tecnologia, segurança nacional, desenvolvimento econômico, ambiental e entretenimento. E já foi responsável por inovações como o ultra-som para diagnóstico médico, a droga anti-malária Halofantrina, a primeira rede de rádio digital móvel do mundo e as primeiras conexões com a internet.

Mais recentemente, o SRI também desenvolveu Siri, o primeiro assistente pessoal virtual do mundo. Além disso, a entidade é reconhecida internacionalmente pela criação do primeiro mouse de computador, o que  marcou o início da história da computação interativa.

Primeiro mouse criado pelo SRI em 1968. Antes da invenção, toda relação do ser humano com o computador era feita via teclado. Foto: Arquivo/SRI

Primeiro mouse criado pelo SRI em 1968. Antes da invenção, toda relação do ser humano com o computador era feita via teclado. Foto: Arquivo/SRI

Em sua visita ao SRI, a presidenta Dilma também será apresentada ao mais recente robô humanóide desenvolvido pelo centro de pesquisa: Durus. Os maiores avanços atribuídos ao projeto combinam seu modo de caminhar, muito mais semelhante ao do ser humano  e diferenciado da marcha estática estereotipada da maioria dos robôs, ao seu baixo gasto energético.

O robô Durus desenvolvido pelo SRI traz como inovação o baixo gasto de energia  e um andar mais semelhante ao do ser humano. Foto: Divulgação/SRI

O robô Durus desenvolvido pelo SRI traz como inovação o baixo gasto de energia e um andar mais semelhante ao do ser humano. Foto: Divulgação/SRI

O invento já foi capaz de percorrer 2,05 km sem recorrer a nenhuma carga extra  de energia. E os pesquisadores da SRI já acreditam que com ajustes adicionais Durus poderá chegar a percorrer 10 km sem precisar de mais bateria. A origem do seu nome está ligada a uma de suas principais características para os padrões atuais: durável.  Entre as aplicações futuras para os robos humanóides estão percorrer espaços que podem não ser seguros para os seres humanos – como incêndios e desatres – e, potencialmente, a assistência doméstica.

Confira no vídeo abaixo uma caminhada de Durus:

Sábado, 13 de junho de 2015 às 18:47

Oferta de crédito de US$ 12 bi à Petrobras mostra que empresa está no rumo certo

A Petrobras já atingiu a marca de 800 mil barris de petróleo, extraídos diariamente dos campos do pré-sal, uma das maiores reservas comprovadas do mundo. Com Isso, a empresa mostra que está no caminho certo. Foi o que afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante entrevista ao Programa do Jô, que foi ao ar nesta sexta-feira (12).

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Petrobras derrubou mitos e virou a página, garantiu a presidenta Dilma em entrevista ao Programa do Jô. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

“Pode ter certeza, [a Petrobras] será uma das empresas mais lucrativas do mundo nessa área. Tanto é assim, que ela queria tomar US$ 500 milhões emprestados no exterior e o que veio? Veio US$ 12 bi. Mas ela não queria US$ 12 bi, ela queria, se eu não me engano, US$ 2,5 bi”, comentou Dilma com o apresentador, na conversa no Palácio da Alvorada.

Ela acrescentou que a produção do pré-sal é extremamente complexa, mas a estatal brasileira conseguiu realizar essa tarefa. E, por isso, ganhou o prêmio na OTC de inovação, que a presidenta chama de “Oscar do petróleo”, por ter desenvolvido tecnologias para extrair o mineral de áreas profundas. “Ela consegue explorar petróleo lá embaixo, a grandes profundidades, altas temperaturas e muita pressão”. Isso que ensejou a empresa a levar o prêmio, afirmou.

Segundo a presidenta, havia uma série de mitos de que a Petrobras não conseguiria achar petróleo no pré-sal. Depois que, se achasse, não seria possível extrai-lo. E, ainda que conseguisse, o produto seria de baixa qualidade. Mas tais mitos foram todos derrubados pela empresa. “É uma boa notícia: o petróleo [do pré-sal] é de boa qualidade. Quarta questão: os custos que nós temos nessa extração são compensadores, até para os níveis mais baixos que o petróleo atingiu nos últimos tempos”, graças às tecnologias desenvolvidas pela companhia.

“Eu quero dizer o seguinte: a Petrobras não pode ser confundida com X, Y ou Z em termos de números, de funcionários que cometeram irregularidades. A Petrobras tem mais de 80 mil funcionários. Ela registrou o balanço, teve as contas aprovadas na Comissão de Valores Mobiliários do Brasil e na equivalente a essa Comissão nos Estado Unidos, que é a SEC [Securities and Exchange Commission]. A Petrobras virou a página”, enfatizou.

Navio petroleiro André Rebouças, inaugurado pela presidenta Dilma nesta quinta (14), recebeu investimento de R$ 392,3 milhões (R$ 326,2 milhões do BNDES e R$ 66,1 milhões da Transpetro) Foto: Guilherme Rosa/PR

Segundo a presidenta, o petróleo do pré-sal é de boa qualidade e os custos de extração são compensadores. Na foto acima, navio petroleiro André Rebouças da Petrobras, ancorado no Porto de Suape (PE). Foto: Guilherme Rosa/Blog do Planalto

 

Segunda-feira, 8 de junho de 2015 às 17:01

Empresa suíça quer ampliar investimentos em transmissão de energia e inovação no Brasil

Uma das maiores empresas de energia do mundo, a Asea Brown Boveri Ltda (ABB) pretende aprofundar os investimentos no Brasil nos próximos anos, sobretudo em projetos de linhas de transmissão de energia elétrica. A afirmação foi feita, nesta segunda-feira (8), pelo presidente do conselho nacional de administração da empresa, Peter Voser, após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

 Só de 2011 a 2015, a ABB Ltda investiu mais de US$ 200 milhões em tecnologia inovação no Brasil, afirmou o presidente do conselho nacional de administração da empresa, Peter Voser. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

Só de 2011 a 2015, a ABB Ltda investiu mais de US$ 200 milhões em tecnologia e inovação no Brasil, afirmou o presidente do conselho de administração da empresa, Peter Voser. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

ABB é a maior empresa global na área de energia e inovação. Temos todo interesse em apoiar o Brasil em projetos de linhas de transmissão do norte, onde estão as fontes de energia, ao sul do País, onde há maior consumo. A tecnologia da ABB é uma das mais avançadas do mundo setor”, destacou Voser em entrevista concedida à imprensa.

A ABB Ltda é líder no mercado mundial de tecnologia de energia e automação. Só nos últimos quatro anos, a empresa – que possui cinco fábricas no Brasil – investiu mais de US$ 200 milhões em inovação no mercado brasileiro. “Estamos fazendo e planejando outros investimentos para hoje e para os próximos anos no País”, garantiu.

Sexta-feira, 15 de maio de 2015 às 18:55

Setor privado precisa investir seriamente em pesquisa e desenvolvimento para ser competitivo, diz PhD em Economia

A economista e PhD Mariana Mazzucato, professora de Economia da Inovação da Science Policy Research Unit (SPRU), da Universidade de Sussex, no Reino Unido, disse que o setor privado brasileiro precisa de mais pesquisa e desenvolvimento para ser mais competitivo. Para ela, o Brasil precisa chamar o setor privado à frente, para participar de fato do jogo econômico.

Após o encontro com a presidenta Dilma, a professora Mariana Mazzucato defendeu que o Brasil precisa chamar o setor privado à frente, para realizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Após o encontro com a presidenta Dilma, a professora Mariana Mazzucato defendeu que o Brasil precisa chamar o setor privado à frente, para realizar investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Mariana esteve na tarde desta sexta-feira (15) no Palácio do Planalto, onde conversou sobre como o País pode alcançar um crescimento sustentável, de longo prazo, e não apenas ter estratégias de curto prazo.

Não se pode permitir que o setor privado determine as regras e fique apenas reclamando da burocracia, dos impostos. Você tem que chamar o setor privado à frente, para participar do jogo. As empresas brasileiras fizeram pouquíssimos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Há muita inércia. Então, em vez de ficarem sempre focando em todos os problemas do setor público, vocês deveriam provocar o setor privado e apenas assim será possível realizar parcerias público-privadas sérias”, afirmou, em entrevista após o encontro.

Mariana Mazzucato elogiou a presidenta Dilma Rousseff, afirmando que ela falou com inacreditável conhecimento sobre transição verde, energias renováveis e não-renováveis e os desafios desse setor, tanto em infraestrutura quanto, especialmente, em inovação. “Para ser honesta, nunca tive uma conversa tão esclarecedora sobre inovação nesse setor, em particular, em tão alto nível. Então, vocês têm sorte”.

Por outro lado, o País atravessa um período desafiador, em que existe muita propaganda colocando a culpa no setor público. E o investimento está seriamente recuando, alertou. “Isso, na verdade, requer uma presidenta confiante, que possa ter orgulho de seu legado, que admite os problemas, que reforme alguns órgãos públicos e a relação com o setor privado”, disse. “Mas a última coisa é recuar. Para o País ter um papel inteligente, inovação e crescimento, se você recuar, estará fora do cenário. Você não será competitivo em nenhum setor”.

A professora Mazzucato é reconhecida internacionalmente por sua obra “O Estado empreendedor – desmascarando o mito do setor público vs. setor privado”. O livro debate o papel do Estado e contesta a noção de um mercado autorregulador, teoria que, segundo ela, é desmentida pelos exemplos históricos da origem do mercado e de seu desempenho nos séculos passados.

A falsa questão Estado x mercado
Mariana Mazzucato aponta casos de produtos que impactaram o mercado, como o Iphone e o gás de xisto, que têm uma afinidade em comum: todos nasceram de financiamentos estatais ao longo de toda a cadeia produtiva.

Segundo ela, todos aprenderam muito com o que aconteceu no Vale do Silício, área de alto desenvolvimento tecnológico na Califórnia, que a mídia e a história apresenta como sendo tudo resultado apenas do trabalho de pessoas como Steve Jobs e Bill Gates. “Mas, nesta parte do mundo, houve um Estado muito estratégico, onde havia investimentos diretos, com uma visão global do que queriam fazer”, ressalvou ela.

Neste caso, destaca Mariana, o Estado tomou uma direção. “E hoje temos uma ideologia neoliberal, em que o Estado tem que só que facilitar, administrar, regular e depois, sair. Mas, se um País faz isso, não há inovação e não há crescimento de longo prazo”. Porque o Estado tem sempre criado o mercado”.

Terça-feira, 17 de fevereiro de 2015 às 10:00

Primeira fábrica privada de semicondutores do hemisfério Sul será inaugurada em 2015 no Brasil

O Brasil sediará a primeira fábrica privada de semicondutores do hemisfério Sul a atuar em toda a etapa de produção, a Unitec, que deve entrar em operação a partir do segundo semestre deste ano. A previsão é de que o empreendimento tenha um custo total de R$ 1 bilhão, do qual R$ 207 milhões concedidos pela Finep, por meio do BNDES.

Semicondutores blog

Na fabricação de chips, quanto menor o número de nanômetros, mais sofisticada a tecnologia. Outras empresas que atuam no Brasil nesta área produzem chips de 600 nanômetros. Além disso, elas encapsulam chips comprados no exterior. Já a Unitec produzirá chips de 130 a 90 nanômetros e atuará em todo o processo de fabricação.

Segundo a Finep, a construção da Unitec, que vai fabricar o “chip do futuro”, transforma de maneira revolucionária o padrão industrial brasileiro. Os componentes produzidos por essa planta trarão uma característica de inovação muito forte para a indústria brasileira, com fortes investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

A Finep lembra que o Brasil já teve já teve fábricas de semicondutores nos anos 70 e 80, com a tecnologia da época. Mas estas empresas desapareceram no inicio dos anos 90.

A planta da Unitec está sendo erguida em uma área de 20.000m² de construção total e 5.000 m² de sala limpa, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Os primeiros produtos a serem vendidos no mercado devem ser cartões inteligentes para bancos, operadoras de telefonia e empresas de transporte público.

O diferencial competitivo, de acordo com Finep, deve ser o atendimento a nichos de mercado, produzindo circuitos integrados customizados e obtendo, consequentemente, margens maiores do que na produção em massa de semicondutores. Uma das parceiras do projeto é a IBM, líder mundial no segmento de semicondutores.

O empreendimento permitirá que o País ingresse no seleto grupo de países com alta tecnologia em semicondutores, com forte demanda nacional e internacional, suprindo a praticamente inexistente oferta de componentes locais . O projeto foi realizado graças à parceria entre o BNDES, a Corporación América, Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), IBM (NYSE:IBM), Matec Investimentos e a Tecnologia Infinita WS-Intecs.

Empregos
A previsão é de que a Unitec gere 300 empregos diretos, na produção de 360 wafers por dia – lâminas de silício das quais são feitos os chips.
A mão de obra especializada no design de semicondutores no Brasil já existe, e muito se deve aos centros de design criados dentro do programa federal CI Brasil. Com apoio da Finep, a iniciativa ajudou a criar 21 centros de design em todo o País, com mais de 500 designers em atividade especializados em projetar chips.

Quinta-feira, 13 de novembro de 2014 às 12:30

Contratação conjunta de telefonia gera economia de R$ 30,4 milhões ao governo

O governo federal economizou R$ 30,4 milhões ao realizar a contratação compartilhada de serviços de telefonia móvel. Conduzido pela Central de Compras do governo federal e com apoio técnico da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), a aquisição teve a participação de 78 órgãos e entidades da administração pública federal. A homologação do pregão eletrônico foi publicada na sexta-feira (7), no Diário Oficial da União (DOU), e o valor final da aquisição ficou em R$ 31 milhões.

O fornecimento da telefonia móvel envolve também ligações de longa distância, uso da tecnologia 4G através de modens, smartphones e tablets de última geração. Os serviços poderão ser contratados para as seguintes áreas: Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

A Central de Compras e Contratações é um modelo inovador que busca desenvolver e implementar modelos, mecanismos e procedimentos para aquisição e contratação centralizadas de bens e serviços de uso comum aos órgãos e entidades. “Além da redução dos gastos públicos, a Central promove também economias processuais, ganhos de eficiência e qualidade, racionalização e otimização dos seus processos de aquisições e contratações”, afirma Lucas Palomero, diretor da Central.

A ata de registro de preços desta aquisição compartilhada tem validade de um ano. Este é o prazo para a adesão de outros órgãos públicos. Já os contratos terão validade de um ano, podendo ser renovados por até sessenta meses, de acordo com a legislação brasileira.

As compras compartilhadas de produtos de TI foram firmadas em 2008. Desde a implantação, a economia gerada pela aquisição desses serviços e produtos aos cofres públicos é superior a R$ 160 milhões.

Fonte: Ministério do Planejamento.

Domingo, 12 de outubro de 2014 às 10:00

Prêmio Jovem Cientista atrai cada vez mais projetos e participantes

Um dos maiores reconhecimentos entre a comunidade científica brasileira, o Prêmio Jovem Cientista recebe números recordes de inscritos. Apenas em 2013 foram 3.226 no total. O número de participantes entre estudantes de nível médio não para de crescer: subiu de 1.826 inscrições em 2009 para 2.541 no ano passado. A edição de 2013 foi também a que registrou a maior quantidade de inscritos entre estudantes de nível superior desde a criação do prêmio, em 1981.

Um dos vencedores do Prêmio Jovem Cientista em 2013, José Leôncio de Almeida desenvolveu metodologia que permite o melhor aproveitamento da água na região do semiárido nordestino. Foto: Acervo Pessoal

Um dos vencedores do Prêmio Jovem Cientista em 2013, José Leôncio de Almeida desenvolveu metodologia que permite o melhor aproveitamento da água na região do semiárido nordestino. Foto: Acervo Pessoal

Neste ano, o desafio da Segurança Alimentar e Nutricional é o tema do Jovem Cientista. Os interessados podem concorrer em três categorias: Mestre e Doutor; estudante de nível superior e estudante de nível médio. As inscrições estão abertas até 19 de dezembro e a premiação varia de R$ 15 mil a R$ 30 mil para a categoria Mestre e Doutor e de R$ 10 mil a R$ 15 mil para os estudantes de nível superior. Os vencedores na categoria estudante de nível médio recebem um laptop cada.

Pesquisa científica 
Primeiro colocado na última edição do prêmio Jovem Cientista entre os estudantes de nível superior, José Leôncio de Almeida resolveu participar do prêmio por se identificar com o temática proposta em 2013: ‘Água: desafios da sociedade’. Natural da região do semiárido nordestino, o então estudante de agronomia da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), desenvolveu uma metodologia para colaborar com a capacidade produtiva de alimentos na localidade onde ocorre um dos principais problemas de falta d’água no País.

“Por meio da redução da salinidade da água da região, encontramos uma alternativa para irrigação do milho e do sorgo. Isso resultou em uma economia em torno de 85% para a agricultura local. A intenção é tornar viável esta pesquisa para uma das regiões do Nordeste que mais sofre com a falta de recursos hídricos”, destacou.

O estudante afirmou, ainda, que a conquista do Jovem Cientista o motivou a continuar sua carreira como pesquisador. Já formado, José Leôncio é hoje aluno do Mestrado da Escola Superior de Agricultura ‘Luiz de Queiroz’, ligada à Universidade de São Paulo (USP).

Importância da tecnologia para o desenvolvimento do País 
Para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva, o papel fundamental do prêmio é estimular jovens pesquisadores: “Sem tecnologia e conhecimento não será possível proporcionar condições adequadas de sobrevivência para a população brasileira. Nossas conquistas estão todas relacionadas à nossa produção científica e ` formação de capital humano. O prêmio possui nove premiados, mas o impacto decorrido da participação dos mais de três mil jovens é a ação motivadora e educadora mais importante desta iniciativa”, destaca.

Em relação ao tema do prêmio em 2014, Glaucius defende que pesquisas na área de segurança alimentar podem ter grande contribuição para o desenvolvimento do Brasil, que é o quarto maior produtor de alimentos do mundo. De acordo com presidente, a redução do desperdício por meio do desenvolvimento de novas tecnologias de produção, armazenamento e distribuição de alimentos é ainda um dos grandes desafios que o Brasil enfrenta.

Premiação
O Prêmio Jovem Cientista é uma das principais premiações da área científica no Brasil. Criado na década de 1980 pelo CNPq, a iniciativa tem como objetivo revelar talentos e estimular a pesquisa científica no País, além de investir em estudantes e jovens pesquisadores que apresentem projetos inovadores para os desafios atuais.

Sábado, 2 de agosto de 2014 às 10:00

BNDES e banco japonês assinam acordo que beneficia pequenas e médias empresas

Brasil e Japão

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Banco de Cooperação Internacional do Japão (JBIC) assinaram nesta sexta-feira (1º), Memorando de Entendimento direcionado a pequenas e médias empresas. A assinatura ocorreu durante a visita oficial do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao Brasil.

O memorando tem por objetivo identificar potenciais projetos de investimentos de pequenas e médias empresas (PMEs) japonesas no Brasil, realizados diretamente ou em parceria com empresas locais, que sejam de interesse dos dois países. Se viabilizados, estes investimentos podem abrir caminho para a ampliação das relações econômicas bilaterais. Entre as áreas com potencial para as parcerias estão tecnologia e inovação, nas quais o Japão possui alto grau de desenvolvimento.

Com vigência de três anos, o acordo também prevê intercâmbio de informações sobre potenciais projetos de interesse mútuo e que sejam organizados, nos dois países, seminários e reuniões para discutir ambiente de investimentos do Brasil, além de possíveis mecanismos de financiamento.

Fonte: BNDES.

Sexta-feira, 27 de junho de 2014 às 18:36

Depoimento de Debora dos Santos, bolsista do Ciência sem Fronteiras

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