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Quarta-feira, 22 de julho de 2015 às 8:22

Dilma inaugura fábrica de etanol de 2ª geração e reforça compromisso com fontes renováveis

Nova biorrefinaria recebeu investimentos de R$ 240 milhões, a maior parte proveniente do BNDES) e tem capacidade de produção de mais de 42 milhões de litros de etanol por ano

Nova biorrefinaria recebeu investimentos de R$ 237 milhões, a maior parte proveniente do BNDES e tem capacidade de produção de mais de 42 milhões de litros de etanol/ano. Foto: Ana Carolina Melo/Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff dará um importante passo, nesta quarta-feira (22), para que o Brasil possa superar um dos maiores desafios deste século: o estímulo à produção de fontes de energia limpas e renováveis. Ela vai inaugurar em Piracicaba, no interior de São Paulo, a fábrica piloto de uma empresa brasileira do ramo de energia, que produz o chamado etanol de segunda geração, obtido a partir do reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar. A unidade pertence à empresa Raízen e é a segunda com essa tecnologia a ser inaugurada no País.

A nova biorrefinaria recebeu investimentos de quase R$ 237 milhões, a maior parte proveniente de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e tem capacidade de produção de mais de 42 milhões de litros de etanol por ano. Além disso, a empresa prevê a construção de mais sete unidades para a produção do etanol 2G até 2024, quando pretende atingir a marca anual de 1 bilhão de litros de etanol celulósico, como também é chamado o etanol de segunda geração.

Outra vantagem é que o etanol celulósico é capaz de elevar de 40% a 50% a capacidade de produção de etanol a partir da mesma área agrícola plantada, já que dá nova destinação aos resíduos da produção tradicional, antes desperdiçados.

Sendo assim, a expectativa é que, a partir do domínio completo da tecnologia pelo Brasil, a produção nacional salte dos atuais 27 bilhões de litros anuais de etanol para algo em torno de 40 bilhões, o que elevaria também a média de produtividade das áreas plantadas de 6 mil para 10 mil litros de etanol por hectare.

Qualidade
Não há diferença de qualidade entre o etanol de primeira geração (convencional) e o de segunda geração, feito a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. A qualidade é a mesma do produto feito diretamente da cana-de-açúcar. Nos dois casos, a fonte do etanol é a sacarose. Portanto, não há  qualquer prejuízo para o consumidor final. 

Referência Global
Para o professor Carlos Alberto Labate, do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (USP), a fábrica a ser inaugurada pela presidenta Dilma em Piracicaba possui um significado estratégico para o País, levando em conta a mudança completa pelo qual o sistema de uso de energia global passará nos próximos anos.

“A inauguração dessa planta pela presidenta tem uma importância porque coloca o Brasil na linha de frente desse processo que é a mudança de uma economia baseada em petróleo para uma economia baseada em fontes renováveis de energia, no nosso caso, a biomassa. Isso é muito importante e tem um simbolismo muito forte para o País. […] O investimento nessa área é fundamental e as implicações são enormes, afirmou o professor – que até o ano passado era diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol – em entrevista ao Blog do Planalto.

 

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Brasil é o único país do mundo que usa em torno de 45% a 46% de fontes de energia renováveis e é uma referência no setor, diz professor da USP. Foto: Francisco Emolo/USP.

 

Ele destacou o pioneirismo do Brasil no que chamou de “corrida mundial na busca por energias renováveis, de alta capacidade de geração e eficiência”, que possam contribuir para a redução dos impactos das mudanças climáticas.

“O Brasil é o único país do mundo que usa em torno de 45% a 46% de fontes de energia renováveis. Não há dúvidas, que o Brasil é uma referência no uso de energias renováveis. Nenhum país do mundo consegue produzir o que nós produzimos. Os outros países do mundo – os americanos, os europeus– reconhecem que o Brasil é a referência mundial na produção de biomassa. Não existe outro país com tanto potencial e capacidade demonstrada de produção como o Brasil”, enfatizou.

No entanto, o professor ressaltou a necessidade do Brasil investir não só no domínio da produção de biomassa, mas também no desenvolvimento científico e tecnológico do setor químico e energético.

“O que nós precisamos agora no Brasil é desenvolver toda a ciência e tecnologia que vai nos permitir, não só ser um grande produtor de biomassa, como também ser uma liderança na transformação dessa biomassa em produtos. Não podemos ficar limitados à exportação de biomassa. Nós precisamos mandar novos produtos químicos derivados da biomassa, da chamada química verde, que é o que vai dominar a economia global nos próximos 50, 100 anos”, disse. E, nesse sentido, citou a possibilidade, por exemplo, de se fazer fibras de carbono a partir da biomassa.

Carlos Alberto também defende que o Brasil precisa assumir seu papel no cenário internacional como a principal referência global na produção de energia limpa e renovável.

“O Brasil é a referência mundial. Nós temos que assumir esse papel. Nós temos que falar isso para o mundo. Quem produz 45% de energia renovável é uma liderança. Nós temos que falar isso. O Brasil tem 351 milhões de hectares disponíveis para a agricultura e hoje nós só usamos 77. Nós podemos produzir alimentos, nós podemos produzir energia. O Brasil é uma liderança. Não há dúvida disso”, acrescentou.

Usina de etanol de segunda geração

Inauguração da usina coloca o Brasil na linha de frente da mudança de uma economia baseada em petróleo para uma economia baseada em fontes renováveis de energia, diz Carlos Alberto Labate. Foto: Ana Carolina Melo/ Blog do Planalto

 

Quinta-feira, 25 de junho de 2015 às 15:32

Recursos para São Paulo são fundamentais e estruturantes contra a crise hídrica, diz Kassab

A assinatura do contrato de financiamento entre Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), nesta quinta-feira (25), é um entendimento de fundamental importância principalmente por não ser empreendimento emergencial e sim, estrutural. A avaliação foi feita pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em entrevista ao Blog do Planalto. Ele destacou como o governo da presidenta Dilma vem atuando como parceira do governo do estado de São Paulo no enfrentamento dos efeitos da crise hídrica. Segundo o ministro, a expectativa é de que as obras sejam concluídas por volta de maio de 2017.

"Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, de contribuir com recursos para apoiar esses projetos”, afirmou Kassab. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

“Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, de contribuir com recursos para apoiar esses projetos”, afirmou Kassab. Foto: Felipe Rossi/Blog do Planalto

“O governo federal, e essa tem sido a orientação da presidenta Dilma, tem sido parceiro do governo do estado de São Paulo. Nós realmente estivemos presentes desde o início dessa crise, o governo federal entendeu a importância dessa parceria, a importância de contribuir com recursos para apoiar esses projetos.”

Kassab afirmou ainda que, juntamente com a atuação do governo federal, está sendo construída uma solução de médio prazo para garantir a segurança hídrica na maior cidade do País e em sua região metropolitana.

“É uma solução definitiva e vai permitir, quando concluída a integração entre o sistema de Jaguari e o Paraíba com o sistema Atibainha, que os dois sistemas possam conversar entre si. Tanto que, quando chover muito num sistema, a água pode ser direcionada para o outro sistema e vice e versa. Isso vai trazer muita segurança hídrica para a região.”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também falou sobre a importância do financiamento para a obra. De acordo com ele, trata-se de uma obra estruturante de engenharia que dobrará a capacidade de reserva dos dois sistemas.

“São R$ 747 milhões em financiamento. Com isso, nós vamos fazer uma grande obra. Dobra a capacidade de reservação de ambos os sistemas. Passa de 1,0 bilhão para 2,1 bilhões de m³/s por segundo. Diminui a vulnerabilidade. Quando chove hoje, chove demais, quando faz seca faz seca demais, com as mudanças climáticas que, tudo indica, vieram para ficar. Então, a medida que nós aumentamos a reservação, quando chover guarda, quando precisar usa.”

O governador ainda avaliou a importância da parceria com o governo federal ao lembrar da parceria público privada (PPP) do rio São Lourenço. “Eu dei o exemplo para a presidenta Dilma da PPP do São Lourenço, que nós estamos fazendo uma PPP de água, dois anos de obra já. Ela tem hoje 3 mil pessoas trabalhando na obra, vamos chegar a dezembro com 3,5 mil”, lembrou.

Quinta-feira, 2 de abril de 2015 às 23:31

Presidenta Dilma presta solidariedade ao governador Geraldo Alckmin e família

Nota OficialA presidenta Dilma Rousseff lamentou, na noite desta quinta-feira (2), a morte de Thomaz Alckmin, filho mais novo do governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin. Thomaz foi uma das vítimas do acidente de helicóptero ocorrido na tarde de hoje, em Carapicuíba (SP).

Confira a íntegra da nota:

Com muito pesar e tristeza, apresento ao governador Geraldo Alckmin e à sua esposa, senhora Maria Lúcia Alckmin, meus sinceros e profundos pêsames pela morte de seu filho Thomaz Alckmin, que estava entre as vítimas do trágico acidente de helicóptero, ocorrido em São Paulo. 

Presto, neste momento de dor e consternação, minha solidariedade  e sentidos pêsames aos pais, familiares e amigos das  vítimas.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil

Sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 às 20:00

Alckmin descarta rodízio de água e detalha obras para enfrentar crise hídrica de SP

Sexta-feira, 30 de janeiro de 2015 às 19:57

Alckmin: “Não há nenhuma decisão tomada sobre rodízio de água”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que a Sabesp está avaliando e monitorando permanentemente a situação hídrica do estado e que não há, até o momento, nenhuma decisão acertada sobre a possibilidade de rodízio para economizar água. Alckmin foi recebido, nesta sexta (30), pela presidenta Dilma Rousseff para detalhar as medidas de enfrentamento à crise hídrica.

Alckmin participou de coletiva após reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Foto: José Cruz/Agência Brasil.

Alckmin participou de coletiva após reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Obra estruturante para o abastecimento em SP terá investimento de R$ 830 mi do PAC. Foto: José Cruz/Agência Brasil.

Entre as ações para aumentar oferta da água na região, está a interligação das bacias hidrográficas Jaguari-Atibainha, que terá investimento de R$ 830 milhões do governo federal por meio do PAC. A obra, considerada estruturante, deve ficar pronta em 18 meses.

“O edital da obra já foi lançado pelo regime diferenciado de concorrência. É uma obra importante, e ela é mão dupla. Pode água do Atibainha sobrar para o Jaguari, e vice-versa. Dobra a nossa capacidade de reservação”, afirma. O governador ressaltou que, além dessa obra, há um conjunto de medidas emergenciais que ficarão prontas no decorrer dos próximos meses. “Estamos tomando medidas de curtíssimo prazo. Acabamos de inaugurar esta semana mais meio metro cúbico por segundo a mais do Alto Tietê”, completou.

O governador aproveitou para destacar a cooperação dos paulistas. Segundo Alckmin, 81% da população reduziu o consumo de água e 66% ganharam o bônus de baixo consumo. “Quero destacar a colaboração da população. Tivemos uma redução importante pelo lado da demanda e é importante continuar esse uso racional da água, evitando desperdício”, comentou Alckmin.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, ressaltou o compromisso do governo federal em buscar todas as parcerias possíveis para aumentar a oferta de água nos estados. “É responsabilidade do governo dos estados a gestão e a operação do abastecimento, mas podemos construir parcerias republicanas, que aumentem a oferta de água, não só projetos estruturantes, mas medias emergenciais”, destacou o ministro.

Sexta-feira, 23 de janeiro de 2015 às 18:33

Obra que reforça abastecimento de água em São Paulo é incluída no PAC

Do site do PAC

O Comitê Gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (CGPAC) aprovou a inclusão do empreendimento de interligação do reservatório Jaguari-Atibainha na carteira do PAC. A obra faz parte dos projetos de segurança hídrica que o governo de São Paulo apresentou à presidenta Dilma Rousseff em novembro, com o objetivo de reforçar o abastecimento de água no estado. Na ocasião, o governador Geraldo Alckmin agradeceu o “espírito republicano” da presidenta.

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O empreendimento integra as águas da bacia do rio Paraíba do Sul ao Sistema Cantareira através de um canal entre as represas Atibainha, que abastece São Paulo, e o reservatório Jaguari, no Rio de Janeiro, conforme mapa acima.

A obra, com investimento estimado pelo governo paulista de R$ 830,5 milhões, será executada pela Sabesp e aumenta, em média, a disponibilidade hídrica no sistema Cantareira em 5,1 metros cúbicos por segundo, beneficiando toda a região metropolitana de São Paulo.

No dia 4 de dezembro de 2014, a presidenta Dilma Rousseff e o governador Geraldo Alckmin assinaram termos de compromisso para a execução de obras de infraestrutura em São Paulo, com destaque para a Parceria Público-Privada do Sistema Produtor de São Lourenço, que atenderá 1,5 milhão de pessoas e se juntará às demais medidas que os governos federal e estadual têm discutido para enfrentar a crise hídrica.

Sexta-feira, 16 de janeiro de 2015 às 18:06

Belo Horizonte e Rio de Janeiro ganham prêmio internacional com BRTs

Do Portal do Pac

Os BRTs Transcarioca (Rio de Janeiro) e Move (Belo Horizonte), e as ciclovias de São Paulo contribuíram para as respectivas capitais conquistarem esta semana o prêmio Transporte Sustentável do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), que tem sede em Nova York. O comitê que definiu os vencedores deste ano é formado por organizações internacionais que trabalham com transportes urbanos.

O prêmio reconhece iniciativas que melhoram a mobilidade urbana em grandes centros urbanos. Fotos: divulgação PAC; passageiros: Marco Mari – Gabinete Digital/PR

O prêmio reconhece iniciativas que melhoram a mobilidade urbana em grandes centros urbanos. Fotos: divulgação PAC; passageiros: Marco Mari – Gabinete Digital/PR

É a primeira vez que o prêmio é dividido entre três cidades. Segundo os organizadores do evento, o empate revela a escala e a importância das conquistas do Brasil para aumentar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida da população das grandes capitais do país.

A capital mineira recebeu o prêmio porque implementou, em 2014, o sistema BRT Move em dois corredores centrais da cidade, cobrindo 23 quilômetros, além de revitalizar a região central, criando ruas exclusivas para pedestres e uma rede de ciclovias de 27 quilômetros.

Os ônibus BRT Move circulam por pistas exclusivas nas avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado, reduzindo o tempo das viagens e garantindo maior conforto e segurança aos passageiros – os carros têm ar condicionado, portas elétricas com bloqueador e moderno sistema de freios.

O Rio de Janeiro também investiu pesado em transporte público nos últimos anos e, em 2014, inaugurou o segundo sistema BRT da cidade, o Transcarioca, com corredores de 39 quilômetros para transportar 270 mil usuários diariamente. Segundo Laudemar Aguiar, secretário de Relações Internacionais da prefeitura do Rio de Janeiro, até as Olimpíadas de 2016, 60% dos habitantes da capital carioca terão acesso a transporte público de massa de qualidade. Em 2009, esse número era de apenas 18%.

Em São Paulo, a rede de ciclovias e implementação de mais de 300 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus garantiu sua inclusão no prêmio. A meta da prefeitura de São Paulo é ter 400 quilômetros de ciclovias em 2015.

Estabelecido em 2005, o Prêmio Transporte Sustentável tem como objetivo reconhecer iniciativas que melhorem a mobilidade urbana da população de grandes centros urbanos, além de reduzir a emissão de gases do efeito estufa. São Paulo, Rio e Belo Horizonte agora se juntam, na galeria de vencedoras, a cidades como Buenos Aires (premiada em 2014), Bogotá, Medellín, San Francisco, Nova York, Paris, Londres e Seul.

Quinta-feira, 3 de julho de 2014 às 12:45

É possível contratar três milhões de moradias, afirma Dilma sobre Minha Casa, Minha Vida 3

Presidenta Dilma durante entrega de moradias do Minha Casa Minha Vida a mais de 5 mil famílias. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Presidenta Dilma durante entrega de moradias do Minha Casa Minha Vida a mais de 5 mil famílias. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Ao mesmo tempo em que entregou 5.460 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida, nesta quinta-feira (3), no Paranoá (DF), a presidenta Dilma Rousseff considerou possível a contratação de três milhões de moradias na próxima fase do programa. Ela estabeleceu a meta como comprometimento com a continuidade do programa, além de articular empresariado para demanda da terceira etapa.

“Nosso objetivo é deixar claro que é possível contratar agora três milhões de moradias. Porque aquilo que está dando certo deve ter continuidade. As famílias de menor renda precisam continuar recebendo subsídio quase integral, tal como fizemos até agora. E nós precisamos sinalizar para os empresários se prepararem com terrenos, discutir com prefeitos para que isso ocorra a partir de 2015”, salientou.

Dilma exemplificou a importância do Minha Casa, Minha Vida com a história da dona Elisângela. Uma senhora beneficiada em conjunto residencial no Rio de Janeiro que no momento da mudança para o novo lar dizia: “Vem, gente, olha que maravilha! É apartamento mesmo, pode ver. E eu que achei que só ia entrar em apartamento em horário de serviço. Mas o 304 agora é meu e daqui ninguém me tira”.

“A alegria da dona Elisângela e o orgulho por estar entrando no apartamento próprio é melhor que qualquer discurso de como a casa própria traz o bem, faz o bem para as pessoas. Com o Minha Casa, Minha Vida estamos construindo, sim, um novo país para dezenas de milhões de brasileiros que viviam em áreas insalubres, em áreas de risco, moravam de favor em casa de parentes ou pagavam um aluguel que mal cabia no bolso”, comentou Dilma.

As 5.460 casas do Minha Casa, Minha Vida foram entregues em dez cidades de sete estados, além do Distrito Federal. O programa contemplou os seguintes municípios: Belford Roxo (RJ), Betim (MG), Curitiba (PR), Duque de Caxias (RJ), Governador Valadares (MG), Jequié (BA), Joinville (SC), Juazeiro do Norte (CE), Paranoá (DF), São Vicente (SP) e Santo André (SP).

Subsídios do Minha Casa, Minha Vida
A presidenta também defendeu a aplicação de recursos do Tesouro Nacional para continuar subsidiando unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Dilma explicou como funciona o subsídio, na prática, para um beneficiário do programa.

“No passado, políticos e economistas achavam que era um pecado mortal o governo federal tirar dinheiro do Tesouro e colocar de subsídio para aqueles que mais precisavam. Nós achamos que é uma virtude, é uma virtude perceber que quem ganha até 1.600 reais não cobre o preço da sua casa própria. O governo federal, para essa faixa até 1.600 reais, subsidia, coloca entre 90% a 95% do dinheiro da casa própria para que as pessoas que mais precisam tenham o seu lar, que é a condição primária de segurança pessoal, de segurança familiar”, analisou a presidenta.

Quinta-feira, 26 de junho de 2014 às 12:30

Baixada Santista recebe R$ 481,4 milhões para empreendimentos de mobilidade urbana

Quinta-feira, 26 de junho de 2014 às 12:30

Baixada Santista recebe R$ 481,4 milhões para empreendimentos de mobilidade urbana

A presidenta Dilma Rousseff anuncia, nesta quinta-feira (26), de R$ 481,4 milhões destinados às obras e elaboração de projetos de mobilidade urbana na Baixada Santista, em São Paulo. Deste total, R$ 253,2 milhões são do Orçamento Geral da União (OGU) e R$ 228,2 milhões de financiamento público com juros subsidiados. Uma das obras de destaque será a implantação do Corredor Metropolitano Santos/São Vicente. Os investimentos são do Pacto da Mobilidade Urbana, lançado em junho de 2013, que destinou R$ 50 bilhões para novos empreendimentos no setor.

Os recursos serão distribuídos entre as prefeituras de Santos, São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Guarujá, Bertioga e também para o governo do estado de São Paulo.

Obras
Para a prefeitura de Santos foram destinados R$ 456 milhões para obras de implantação do corredor metropolitano Santos/São Vicente. Do total, R$ 228 milhões são do OGU e R$ 228 milhões de financiamento público com juros subsidiados. A obra do corredor prevê a implantação de 16,64 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus que interligarão a Zona Leste à Zona Noroeste de Santos e às ligarão ao município de São Vicente. Serão construídos dois túneis no maciço central da Ilha, de 1,35 quilômetro cada, e uma passagem inferior no entroncamento da avenida Nossa Senhora de Fátima com a avenida Divisória, divisa entre os municípios. Além disso, a obra conta com a reconstrução/alargamento de pontilhões sobre os canais de drenagem. O empreendimento também prevê baias para a parada dos ônibus de pavimento rígido e, em alguns trechos, haverá a alteração dos sentidos das vias e implantação de corredores binários.

Em entrevista ao Blog do Planalto, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, avaliou os benefícios que os projetos trarão para a população da região.

“É uma obra muito importante na área de mobilidade urbana. (…) Com a implantação desse sistema de transporte metropolitano, que vai beneficiar não só Santos, mas a Baixada Santista como um todo, tendo em vista que Santos hoje é responsável pela geração de mais de 50% dos empregos da Baixada Santista, ou seja, todos os dias nós temos inúmeros, milhares de deslocamentos diários das demais cidades para Santos. Então nós teremos um cenário onde a população terá mais uma alternativa, uma boa alternativa de mobilidade em direção à cidade de Santos, e para a integração da Baixada Santista”, afirmou.

Essas obras, segundo o prefeito, atenderão reivindicação histórica da população da região e representarão avanço na qualidade de vida dos cidadãos.

“Essa obra de mobilidade urbana é uma das obras mais representativas da história da nossa região, da nossa cidade. É uma obra pela qual a mobilidade da Zona Noroeste de Santos, a mobilidade de São Vicente, lutou durante muitas décadas e que, agora, através dessa boa parceria, nós teremos a oportunidade de tirá-la do papel, melhorando e transformando a vida de milhares de pessoas que terão mais qualidade de vida, terão a oportunidade de se deslocar com mais facilidade, toda a Baixada Santista”, declarou.

A cidade de Praia Grande receberá R$ 11,7 milhões do OGU para obras de implantação do corredor Via do Cidadão que formará um anel com a marginal da rodovia Manoel da Nóbrega. Será realizada a construção de cinco quilômetros de corredor exclusivo de ônibus e a requalificação do pavimento, sinalização, sistemas e baias para a parada dos ônibus.

O município de Bertioga contará com R$ 1,2 milhão para implantação de terminais de integração no Centro (R$ 330 mil), na Riviera (R$ 460 mil) e em Boraceia (R$ 410 mil).

Projetos
Para o governo do estado de São Paulo estão disponíveis R$ 9 milhões para elaboração de projetos do BRT Metropolitano – Praia Grande/São Vicente e terminais. O Governo Federal apoiará o projeto que prevê a construção de 24 quilômetros de BRT (18 km Praia Grande, da estação Caiçaras a São Vicente, e 6 km do trevo à estação Samaritá) e de três terminais de integração (Peruíbe, Itanhaém e Mongaguá). Também está previsto a utilização das marginais da rodovia Padre Manoel da Nóbrega.

A prefeitura de São Vicente receberá R$ 1 milhão do OGU para elaboração do projeto de corredor metropolitano de São Vicente. A expectativa é que sejam implantados 16,21 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus para integrar o túnel de Santos com São Vicente. A intervenção prevê requalificação do pavimento, sinalização, sistemas e baias para parada dos ônibus em pavimento rígido.

O município de Cubatão terá R$ 1 milhão do OGU para elaboração de estudo de viabilidade técnica e econômica (EVTE) da ligação Cubatão/Santos. O objetivo é definir uma solução de transporte coletivo que ligará Santos a Cubatão.

Da mesma forma, para o município do Guarujá foi destinado R$ 1 milhão para elaboração de EVTE do corredor avenida Santos Dumont/avenida D. Pedro I. O estudo prevê intervenções na avenida Santos Dumont, avenida Ademar de Barros, trecho da avenida Puglisi, avenida Emílio Carlos, avenida D. Pedro I e Avenida do Bosque.

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