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Sexta-feira, 19 de setembro de 2014 às 13:40

Estou diante de pessoas que ultrapassam seus limites, afirma presidenta Dilma

"No esporte nós superamos limites. Em todas as áreas, na vida pessoal, a gente só consegue realizar os nossos sonhos superando limites", disse a presidenta Dilma Rousseff em encontro com jovens atletas olímpicos e paraolímpicos no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

“No esporte nós superamos limites. Em todas as áreas, na vida pessoal, a gente só consegue realizar os nossos sonhos superando limites”, disse a presidenta Dilma Rousseff em encontro com jovens atletas olímpicos e paraolímpicos no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.

Atletas olímpicos e paraolímpicos que se destacaram neste ano foram recebidos pela presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira (19), no Palácio do Planalto. Entre os esportistas, estavam nomes consagrados e jovens talentos que despontaram no cenário internacional em esportes nos quais o País não tem tradição. O evento serviu para marcar mais uma etapa de conquistas importantes do esporte nacional e como forma de incentivo para atletas que vêm treinando intensamente rumo aos Jogos Rio 2016. Ao todo, 24 atletas olímpicos e 36 paraolímpicos estavam no evento.

Dilma aproveitou a oportunidade para parabenizar os jovens esportistas e ainda ressaltou a importância das políticas públicas para o crescimento do esporte no Brasil, como bolsas e construção de centros olímpicos e paraolímpicos.

“É muito bom vermos atletas novos ganhando medalhas. Esse é o roteiro para grandes esportistas. A alma de um povo se manifesta de várias formas, mas ela se manifesta especialmente com a sua cultura e, em um só coração, no esporte. E o esporte traz ótimos valores, como cooperação e ultrapassar os limites. Sempre que encontro os nossos atletas, estou diante de pessoas que ultrapassam seus limites”, afirmou a presidenta.

Entre os presentes, estava o arqueiro Marcus Vinícius D’Almeida, 16 anos, que conquistou a inédita medalha de prata para o Brasil na Copa do Mundo da modalidade, disputada há duas semanas, na Suíça. O jovem não esconde a alegria da conquista, depois de apenas três anos de prática na modalidade, iniciada no Centro de Treinamento de Maricá (RJ).

“É uma coisa inédita nesse esporte. Foi sensacional para mim e para toda a equipe envolvida nisso. Agora o Brasil está bem visto pela comunidade internacional e pela federação internacional. Com esse apoio que a gente está recebendo, como o centro de treinamento, a gente tem tudo para ser uma potência no Tiro com Arco”, analisou.

Jogos Olímpicos Juventude
Em 2014, o Brasil vem mostrando força com atletas da nova geração. Alguns desses bons resultados foram alcançados nos Jogos Olímpicos da Juventude de Nanquim, na China, em agosto. A delegação de 97 integrantes conquistou 15 medalhas para o País, mais que o dobro de Cingapura 2010.

Alguns dos destaques brasileiros em Nanquim são o nadador Matheus Santana, 18 anos, campeão nos 100m livre e dono de quatro recordes mundiais juvenis da prova; o atleta Edival Marques, 16 anos, ouro na categoria 63kg do taekwondô, além de campeão mundial juvenil; a judoca Layana Colman, 17 anos, que ganhou duas medalhas – ouro e prata; e a ginasta Flávia Saraiva, 15 anos, que conquistou três medalhas – ouro, prata e bronze.

Confira a íntegra

Sexta-feira, 19 de setembro de 2014 às 9:00

Jovens atletas olímpicos e paraolímpicos

Agenda presidencial

Nesta sexta-feira (19), a presidenta Dilma Rousseff recebe, às 11h, jovens atletas olímpicos paraolímpicos no Palácio do Planalto.

Segunda-feira, 15 de setembro de 2014 às 12:44

Vila Olímpica chega a 50% de conclusão

A Vila Olímpica dos Jogos do Rio de Janeiro 2016 chegou a 50% de conclusão. Dos 31 prédios que serão construídos para receber as mais de 15 mil pessoas durante os Jogos, 17 estão prontos. A previsão é de conclusão em outubro dos outros 14. Como mostramos em agosto, as obras do Parque Olímpico e da Vila dos Atletas para os Jogos Olímpicos Rio 2016 estão a pleno vapor.

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Fotos: divulgação/cidadeolimpica.com.br. Clique na imagem e confira outras fotografias das obras.

O terreno de 800 mil metros quadrados será a casa de atletas olímpicos e paraloímpicos em 2016. Os prédios serão divididos em sete condomínios e terão 3.604 apartamentos. A Vila Olímpica fica ao lado do Parque Olímpico, um dos principais pontos de realização dos Jogos. Recentemente, em entrevista ao Blog do Planalto, a atleta de vela e medalhista olímpica, Isabel Sawn afirmou que Vila Olímpica organizada é fundamental para melhor performance do atleta.

Vila Militar
Integrantes do grupo de trabalho na área de segurança para os Jogos Olímpicos 2016 visitaram, nesta quinta-feira, algumas das obras em andamento na Vila Militar de Deodoro. O local abrigará diversas competições do evento esportivo, como hóquei, pentatlo moderno, tiro, rugby e hipismo. Ao todo, 11 modalidades olímpicas e quatro paraolímpicas serão disputadas no Complexo que está em construção. O local também contará com alojamentos, vestiários e apartamentos para os tratadores de cavalos.

Uma das obras em andamento é a do futuro Parque Radical, onde acontecerão provas de canoagem e BMX (bicicross). Segundo o coronel Paul Cruz, assessor especial dos Jogos Olímpicos, todo o espaço do parque será cedido à Prefeitura ao final do evento.

“O parque ficará de legado para a população como a segunda maior área de lazer da cidade. São 510 mil m²”, disse. O coronel lembrou ainda que estão em andamento projetos de esgotamento sanitário e a Transolímpica – via expressa com ônibus BRT que passará na região do Complexo de Deodoro e, no futuro, se conectará à Transcarioca, BRT inaugurado em junho pela presidenta Dilma Rousseff.

Fonte: Portal Brasil 2016 e Ministério da Defesa.

Domingo, 10 de agosto de 2014 às 10:30

Vila Olímpica organizada é fundamental para melhor performance, afirma medalhista olímpica

Isabel Swan: primeira medalha da vela feminina brasileira nas Olimpíadas juntamente com Fernanda Oliveira bronze na classe 470 nos Jogos de Pequim 2008. Foto: Paulo Márcio Gomide.

Isabel Swan: primeira medalha da vela feminina brasileira nas Olimpíadas. Ela, juntamente com Fernanda Oliveira, foram bronze na classe 470 em Pequim 2008. Foto: Paulo Márcio Gomide.

Em sua primeira participação nos Jogos Olímpicos, em Pequim 2008, Isabel conquistou uma medalha de bronze juntamente com Fernanda Oliveira por seu desempenho na disputa da classe 470. Esta foi a primeira e única medalha da vela feminina brasileira nas Olimpíadas. Ela foi bronze também na Universíade Shenzhen 2011, na mesma categoria. A atleta conversou com o Blog do Planalto sobre as expectativas das instalações das Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016.

Você foi medalhista olímpica em Pequim 2008. Quais outros grandes eventos você teve a experiência de ficar hospedada em uma Vila Olímpica?
Fiquei hospedada na Vila de Atletas Militares, nos Jogos Mundiais Militares de 2011 e em Jogos universitário, também na China, na cidade de Shenzen em 2010.

Como foi a sua experiência, a convivência? Houve algo que te chamou muito a atenção?
Foi uma experiência maravilhosa, onde voce passa a ter contato com atletas de vários países, num ambiente saudável. Parece uma pequena fatia de cada parte do mundo concentrada num espaço de paz e convivencia, mesmo comma competição inerente. O que me chamou a atenção, foi na vila de Pequim, onde tínhamos acesso a comidas do mundo inteiro. Outro ponto que particularmente gosto é da troca de pins de varias localidades, esportes e comitês. Colocamos na nossa credencial e fazemos trocas. E o primeiro meio de comunicação dentro da Vila.

Qual a importância das Vilas Olímpicas para o evento e interação entre atletas de todo o mundo?
Uma Vila Olímpica organizada, com espaço para os atletas relaxarem, se prepararem para as competições e um bom espaço de convivência, e fundamental para a melhor performance do atleta. Quando fico bem hospedada, confortável e tranquila, com certeza isso faz efeito direto em meu rendimento nas regatas. A vila do Rio 2016 tem tudo para ser muito boa e acolhedora, com uma bela paisagem e grande espaço de convivência e troca entre os atletas.

Segunda-feira, 4 de agosto de 2014 às 12:46

Evento-teste para Jogos Olímpicos Rio 2016 realiza primeiras regatas com sucesso

Cerca de 215 barcos das classes 49er, Finn, Laser, 470 e RS:X (masculinas), 49er FX, Laser Radial, 470 e RS:X (femininas) e Nacra 17 (mista) disputarão as provas naquele que é o maior evento de vela já realizado no Brasil. Foto: Paulino Menezes/ME

Cerca de 215 barcos de diversas classes disputarão as provas. Evento de vela já é o maior realizado no Brasil. Foto: Paulino Menezes/ME

Esta semana (5) começa a contagem regressiva de dois anos para as Olimpíadas Rio 2016. E o domingo (3) também foi marcado como data histórica com o início das provas da Regata Internacional de Vela, a primeira competição do Aquece Rio, programa de eventos testes para os Jogos do Rio 2016. A disputa é o primeiro dos 45 eventos teste de todas as modalidades olímpicas a serem realizados até 2016 nas arenas de competição dos Jogos.

Até sábado (09), 320 atletas, de 34 países, incluindo 24 medalhistas olímpicos, dentre os quais está o brasileiro Robert Scheidt, bicampeão olímpico (Atlanta 1996 e Atenas 2004) e dono de outras três medalhas nos Jogos (prata em Sydney 2000 e Pequim 2008 e bronze em Londres 2012), disputarão provas em 10 classes olímpicas para testar as condições das cinco raias Baía de Guanabara que abrigarão as competições em 2016.

Além de testar as raias olímpicas, a Regata Internacional de Vela permitirá aos velejadores se familiarizem com a cidade e com condições climáticas e de vento do Rio de Janeiro nesta época do ano, a mesma em que serão disputados os Jogos Olímpicos.

“É uma felicidade grande poder realizar o que planejamos nos últimos cinco anos”, destacou Agberto Guimarães, diretor executivo de esportes do Rio 2016. “Trata-se de um grande evento para nós e tudo foi muito planejado para que possamos tirar importantes lições dessa competição que serão aplicadas em 2016”, continuou.

A Regata Internacional de Vela será disputada nas cinco raias dos Jogos do Rio 2016, localizadas nas áreas do Pão de Açúcar, da Ponte Rio-Niterói, da Escola Naval, da Praia de Copacabana e da orla de Niterói. Foram feitos testes para identificar a qualidade da água nos cinco pontos de competições e os resultados recebidos no dia 1º de agosto apontaram que água não representa qualquer risco à saúde dos velejadores.

“O nosso foco principal é testar as raias de competição”, declarou Rodrigo Garcia, diretor de esportes do Rio 2016 e responsável pela Regata Internacional. “Trata-se de um evento da maior importância para que possamos testar não só as condições de competição, mas também as condições climáticas”, prosseguiu.

Diretor de comunicação da Federação Internacional de Vela (Isaf), Alaistar Fox elogiou a estrutura montada para a Regata Internacional de Vela. “Todos estamos impressionados com o que temos visto até agora”, frisou. Ele também ressaltou a satisfação da Isaf por disputar os Jogos Rio 2016 no Rio de Janeiro e não em outra cidade, como ocorreu, por exemplo, nas Olimpíadas de Pequim 2008, quando as provas de vela não foram disputadas em Pequim, mas na cidade de Qingdao.

Medalha de ouro nos Jogos de Londres 2012 na classe 470, o australiano Mathew Belcher afirmou que os atletas estão muito empolgados para competir no Rio de Janeiro. “Estamos muito animados por estar aqui. É a minha primeira vez no Rio e achei a estrutura ótima. Para nós, vai ser muito bom entender as condições climáticas e conhecer a raia que vamos competir em 2016 e esperamos ter uma ótima competição nesta semana”, pontuou.

Sobre a polêmica das condições da Baía de Guanabara no que diz respeito à poluição, Rodrigo Garcia explicou que diversas providências foram tomadas e que houve um reforço nas ações para que a Regata Internacional de Vela seja disputada sem qualquer problema até o dia 9 de agosto.

No que diz respeito à poluição da Baía de Guanabara, Rodrigo Garcia explicou também as providências tomadas e reforço nas ações para a competição. Ele lembrou as várias ecobarreiras instaladas previamente e que os ecobarcos para o evento, que recolhem o chamado lixo flutuante (sacos plásticos e outros detritos lançados ao mar), passaram de três para 10. Além disso, Rodrigo ressaltou entre 12 e 14 outras embarcações para ações de apoio, assegurando a qualidade da competição.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, reforçou a qualidade da água para as cinco raias e adiantou a ansiedade do Rio para os outros eventos testes a partir do ano que vem. “Nós iniciamos as obras de Deodoro e o Parque Olímpico está três semanas adiantado (no cronograma). As obras de legado de infraestrutura estão todas em dia e não tenho dúvida de que a partir da metade do ano que vem a gente começa a ter vários eventos testes a partir do momento em que formos entregando as arenas, os equipamentos esportivos e, mais importante, entregando aquilo que fica para a cidade e que a população já começa a usufruir”, analisou.

Após as regatas deste domingo, o brasileiro Jorginho Zariff, campeão mundial em 2013 na classe Finn, que lidera a prova após o primeiro dia de competição na classe Finn, disse que cada vez mais está sentido o clima dos Jogos do Rio 2016 e que espera ótimas regatas nesta semana. “A gente está fazendo um trabalho totalmente voltado para as Olimpíadas. A gente tem um Mundial no mês que vem e nem sei se o nosso resultado vai ser muito bom pelo fato de a preparação estar sendo feita totalmente para cá (para os Jogos do Rio), mas eu acredito muito a gente daqui a dois anos, se for eu ou se for o Bruno (Bruno Prada), vai chegar bem forte para as Olimpíadas”, declarou Jorginho.

O velejador elogiou a estrutura dada aos atletas neste ciclo olímpico “Eu fui para Londres e acho não dá para comparar o apoio que a gente está tendo agora do COB, do Ministério do Esporte e da Confederação (de Vela). Não dá para reclamar de nada. Todo o material, todas as viagens e todos os profissionais que a gente quis contar a gente está podendo ter e contar e está muito bacana. Se continuar assim até 2016 acho que vamos conseguir ficar entre os dez no quadro de medalhas.”

Fonte: Ministério do Esporte.

Quarta-feira, 23 de julho de 2014 às 19:20

Com 300 vagas garantidas, Brasil detalha plano para chegar ao Top 10 nas Olimpíadas

Praia de Ipanema é local de treinamento de diversas duplas de vôlei de praia brasileiras. (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

Praia de Ipanema é local de treinamento de diversas duplas de vôlei de praia brasileiras. (Foto: Rio 2016/Alex Ferro)

A delegação brasileira nos Jogos Olímpicos Rio 2016 já tem 300 vagas garantidas para a competição, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Nesta quarta-feira (23), a entidade divulgou o número e o planejamento estratégico, implementado desde 2009, para que estes atletas conquistem o objetivo de posicionar o país entre os 10 melhores no quadro geral de medalhas, daqui a pouco mais de dois anos.

As ações do Plano Estratégico tem como objetivo: conquistar mais medalhas nos esportes em que o Brasil tem boa tradição nas Olimpíadas (vôlei, futebol, natação, judô, vela); reforçar as ações de sucesso das modalidades com bom potencial para repetir o sucesso dos Jogos em Londres (boxe, ginástica); identificar e apoiar atletas; e seguir investindo no desenvolvimento de um legado para as próximas competições.

Na apresentação, o COB lembrou os resultados conquistados neste ciclo olímpico que reforçam o objetivo de chegar no Top 10. Em 2013, o país conseguiu o melhor ano pós-olímpico da história com 27 medalhas em Mundiais e Copas do Mundo (8 de ouro, 10 de prata, 9 de bronze). Nos últimos Jogos Sul-Americanos, com cerca de 500 atletas, a delegação brasileira conquistou 258 medalhas e ficou em 1º lugar no quadro geral da competição.

Apoio governamental

O governo federal também estabeleceu o objetivo de apoiar os atletas na busca pelo Top 10 no quadro de medalhas olímpico. Com recurso adicional de R$ 1 bilhão no ciclo 2013-2016, o Plano Brasil Medalhas do Ministério do Esporte busca a preparação dos atletas olímpicos e paraolímpicos, além de investimentos na construção, reforma e equipagem de centros de treinamento pelo país.

Além destes recursos, o COB conta com um orçamento de aproximadamente R$ 700 milhões, oriundos principalmente da Lei Agnelo/Piva, para viabilizar os objetivos do Plano Estratégico Rio 2016.

Delegação brasileira

O Comitê Olímpico trabalha com a expectativa de aproximadamente 400 atletas na delegação para as Olimpíadas, que começam daqui a 744 dias. Por ser a delegação do país sede, o Brasil tem vaga garantida em grande parte das modalidades, mas não em todas. Alguns esportes definem suas vagas através de índices estabelecidos pelas respectivas Federações Internacionais, como atletismo e natação. Em outros, como hóquei sobre grama e tênis, a classificação se dará através do ranking mundial.

O próximo grande evento esportivo que o Brasil tem pela frente são os Jogos Pan-Americanos de 2015, em Toronto, no Canadá.

Segunda-feira, 27 de junho de 2011 às 14:07

Governo trabalha para aprovar RDC na Câmara dos Deputados

O ministro do Esporte, Orlando Silva, fala sobre as obras dos estádios e aeroportos para a Copa do Mundo de 2014 após reunião de coordenação com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Foto: Antonio Cruz/ABr

O governo federal se articula para que o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), embutido na Medida Provisória (MP) 527/2011, seja aprovado nesta terça-feira (28/6), na Câmara dos Deputados. Para isso, a presidenta Dilma Rousseff comandou, hoje (27/6), no Palácio do Planalto, reunião de coordenação que teve foco neste tema. A informação foi transmitida pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, em entrevista coletiva que ocorreu após o encontro. Segundo Orlando Silva, a matéria está devidamente preparada para ser submetida ao crivo dos deputados e, em seguida, encaminhada ao Senado Federal.

“Há um ano o governo colocou o mesmo RDC numa MP que caducou. Agora, a nossa convicção é que o debate está maduro”, afirmou o ministro.

De acordo com Orlando Silva, a determinação da presidenta em trazer a questão para o grupo de coordenação mostra a prioridade que estabeleceu para o assunto. No encontro, conforme explicou, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que o governo conta com apoio suficiente para aprovar o RDC. Ao mesmo tempo, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), avaliou que tão logo seja aprovado na Câmara, o texto terá tramitação célere no Senado.

“Ficou claro que as consultas feitas pelas lideranças resultaram num ambiente favorável e que dará mais eficácia”, disse Orlando Silva.

O ministro assegurou que o tema mais polêmico do RDC foi amplamente esclarecido. Segundo contou, ao evitar que grupos econômicos conheçam antecipadamente os preços mínimos de determinadas obras, o governo estará assegurando a redução das despesas. Porém, o ministro enfatizou que tão logo sejam conhecidos os vencedores, os preços serão de domínio público. Além disso, em qualquer etapa da licitação, os valores serão mostrados ao Tribunal de Contas da União (TCU) e demais organismos de controle externo.

Orlando Silva explicou também que o mecanismo não é invenção do governo brasileiro. Ele contou que na Europa o modelo é utilizado. Trata-se, como informou, de instrumento do governo para combater a prática de cartelização. “O mercado por vezes se organiza desta maneira”, emendou.

A partir da reunião no Palácio do Planalto, segundo o ministro, serão colocadas à disposição dos parlamentares as informações necessárias para que prestar os esclarecimentos sobre o assunto. Orlando Silva disse que está disposto em manter conversas com deputados e senadores. O ministro acredita que até o dia 14 de julho a proposta seja votada pelo Congresso Nacional.

Terça-feira, 21 de junho de 2011 às 20:55

Márcio Fortes concede entrevista no Palácio do Planalto

Terça-feira, 21 de junho de 2011 às 20:24

“Queremos ganhar o maior número de medalhas”, diz Márcio Fortes

Ex-ministro Márcio Fortes foi indicdo para presidir APO que executará projetos dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Foto: Edezio Junior/PR

O ex-ministro das Cidades do governo do ex-presidente Lula Márcio Fortes foi convidado pela presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira (21/6), para assumir o cargo de presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), organismo executor do projetos dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A indicação de Fortes será encaminhada para o Senado Federal. Lá, os senadores vão sabatinar o ex-ministro e depois submetê-lo à votação pelo plenário. Em entrevista concedida no Palácio do Planalto, Fortes destacou que o maior desafio será ganhar o maior número de medalhas nas Olimpíadas.

 

“Eu quero ganhar as medalhas. Será uma oportunidade de o Brasil se firmar no esporte e é sempre melhor participar vencendo”, disse.

Vídeo com entrevista do ex-ministro Márcio Fortes

Uma das questões colocadas na entrevista pelo ex-ministro foi o fato de que, durante o governo do ex-presidente Lula, no cargo de ministro das Cidades, ele vinha tratando de algumas obras de infraestrutura no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com impacto direto nos Jogos Olímpicos. Por isso, segundo explicou, não haverá nenhuma dificuldade para atuar como uma espécie de CEO da entidade que levará adiante os projetos no Rio de Janeiro.

Fortes disse também que tem uma boa relação com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, indicado representante da União no Conselho Público Olímpico (CPO). O ex-ministro também esclareceu que a indicação para a APO segue os moldes das agências reguladoras, ou seja, com mandato fixo de quatro anos. Enquanto não ocorre o processo de sabatina no Senado, Fortes explicou que irá atuar como observador nas reuniões sobre as Olimpíadas.

“Amanhã (quarta-feira) estarei no Rio de Janeiro onde acontecem avaliações sobre as demandas para os jogos”, afirmou.

Quinta-feira, 17 de março de 2011 às 15:23

Governo amplia apoio aos atletas brasileiros por melhores resultados em 2016

De olho em um bom desempenho do Brasil nas próximas competições esportivas, principalmente nas Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, o governo federal já está definindo novas medidas para reforçar o apoio aos atletas brasileiros. A ideia é que eles participem de treinamentos, intercâmbios internacionais, tenham acesso a materiais esportivos de alta performance e a centros de treinamento em diversas localidades do país e contem com apoio financeiro para melhorar o seu rendimento. As iniciativas públicas municipais bem-sucedidas também passarão a ser reconhecidas pelo governo federal.

As medidas sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff fazem parte da Lei nº 12.395 publicada hoje (17/3) no Diário Oficial da União. Uma delas é a alteração da Lei da Bolsa Atleta 10.891(9/7/04), definindo as categorias e seus respectivos benefícios financeiros. Os atletas das categorias de Base e Estudantil, por exemplo, contarão com uma bolsa de R$ 370; já os que estiverem na categoria Nacional terão uma ajuda de R$ 925; os da categoria Internacional receberão R$ 1.850, e os enquadrados como Atleta Pódio contarão com uma bolsa de até 15 mil. A Bolsa Atleta será concedida pelo prazo de um ano, paga em 12 parcelas mensais.

Outra medida é a criação do Programa Atleta Pódio que terá o objetivo de aprimorar o resultado esportivo dos atletas de alto rendimento em modalidades olímpicas e paraolímpicas individuais, de forma que eles cheguem ao seu máximo desempenho esportivo para representar o Brasil em competições esportivas internacionais.

Com o programa, os atletas serão treinados e acompanhados por uma equipe multidisciplinar, e terão a oportunidade de fazer treinamentos e intercâmbios internacionais, além de contar com equipamentos e materiais esportivos de alta performance. Essas iniciativas serão viabilizadas por meio de convênios entre o Ministério do Esporte e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) ou entidades nacionais de administração do desporto.

Para participar, o atleta deve estar vinculado a uma entidade de prática esportiva, ranqueado entre os 20 primeiros colocados do mundo em sua modalidade ou prova específica, e ser indicado pelas respectivas entidades nacionais de administração do desporto em conjunto com o COB ou CPB e o Ministério do Esporte. O atleta também precisa encaminhar ao ministério um plano esportivo para aprovação, e declarar se recebe algum tipo de patrocínio. Não serão beneficiados os atletas pertencentes à categoria máster ou similar.

Os atletas que ingressarem no Atleta Pódio serão beneficiados para um ciclo olímpico completo, mas a sua permanência no programa será reavaliada anualmente. O ciclo olímpico e paraolímpico completo é o período de quatro anos compreendido entre a realização de dois Jogos Olímpicos ou dois Jogos Paraolímpicos, de verão ou de inverno, ou o que restar até a realização dos próximos Jogos Olímpicos ou Paraolímpicos.

As formas e os prazos para a inscrição dos interessados, bem como para a prestação de contas dos recursos financeiros recebidos e dos resultados esportivos propostos e alcançados pelos atletas beneficiados ainda serão fixados em regulamento.

Já a Rede Nacional de Treinamento, instituída por meio da nova Lei, será usada para capacitar talentos e jovens atletas nas modalidades olímpicas e paraolímpicas, desde a base até a elite esportiva. Composta por centros de treinamento de alto rendimento, nacionais, regionais ou locais, a Rede será coordenada pelo Ministério do Esporte, em parceria com o COB, o CPB e centros regionais e locais.

Além dos atletas, os municípios também contarão com o incentivo do governo federal para desenvolver o esporte olímpico e paraolímpico. Isso será feito por meio do Programa Cidade Esportiva, também criado pela Lei nº 12.395, para reconhecer as iniciativas públicas locais e regionais que contribuem para o desenvolvimento dessas duas modalidades. Para ser apoiado pelo Cidade Esportiva, o município deverá preencher requisitos que ainda vão ser definidos pelo Poder Executivo. De acordo com a lei, o programa também poderá ser estendido aos estados e ao Distrito Federal.

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